Bancos lucram R$ 53 bilhões com tarifas; medidas para reduzir assaltos não foram aplicadas

Por Vivian Fernandes

 

O Itaú Unibanco obteve a maior arrecadação, com quase R$ 14 bilhões, seguido por Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal e Santander. Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

A cobrança de tarifas para transferências é uma das principais preocupações da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Para a entidade, o alto valor das taxas faz com que os clientes saquem grande quantidade de dinheiro, correndo o risco de serem abordados em assaltos conhecido como “saidinha de banco”.

Os assaltos envolvendo bancos no último ano deixaram um saldo de 49 mortes em todo o país. Desse total, 32 foram na “saidinha de banco”, como aponta a Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV).

A Contraf-CUT defende a isenção das transferências para contribuir na redução deste crime. Na última campanha, foi exigido que os bancos zerassem os valores cobrados para DOCs eletrônicos e TEDs como forma de reduzir a circulação de dinheiro vivo em agências. Os bancos não aplicaram nenhuma medida até o momento.

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