No dia 27 de maio, a maioria dos deputados aprovou a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que reduz a jornada de trabalho, sem redução salarial para 40 horas semanais, com dois dias de descanso.

Isso não é uma concessão dos parlamentares e do governo que também enviou um Projeto de lei defendendo a redução da jornada de trabalho, isso é resultado da luta dentro dos locais de trabalho que se espalhou pelas ruas do país.

Se a discussão ficasse restrita aos meios digitais, como as redes a votação do dia de ontem não teria acontecido, só aconteceu porque a classe trabalhadora retomou o movimento pela redução da jornada de trabalho.

Muita atenção, pois ainda não acabou: a proposta aprovada por maioria na Câmara agora vai para o Senado, lugar em que os patrões vão pressionar ainda mais para tentar impedir que a redução da jornada de trabalho aconteça.

Importante também denunciar a hipocrisia, a canalhice dos deputados da direita, como aqueles que fazem parte do PL, partido o ex-presidente criminoso, Jair Bolsonaro. Esses deputados esbravejaram sempre contra o fim da escala 6×1, defendem o aumento da jornada de trabalho para 52 horas semanais e no dia de ontem para tentar atrapalhar a votação do fim da escala disseram que agora são a favor da jornada de 36 horas semanais, com 3 dias de descanso. MENTIRA. O que queriam era atrapalhar a votação sobre o fim da escala 6×1.

Não vamos aceitar a redução de salários e de nenhum direito: a proposta aprovada na Câmara dos deputados reduz a jornada de trabalho esse ano para 42 horas semanais e estabelece o prazo de 1 ano para redução de 40 horas semanais.

Também é importante saber que a proposta aprovada não determina os sábados e domingos livres, somente a folga de dois dias. Sábados e domingos livres só será uma realidade no fortalecimento da nossa luta.

Se a proposta for aprovada pelo Senado, o prazo para efetivação da nova lei é de 60 dias, nesse período deve ser feita a discussão com os Sindicatos para a inclusão da cláusula nas Convenções ou Acordos Coletivos de Trabalho sobre a redução da jornada de trabalho, sem redução salarial.

É fundamental seguir a luta pela revogação da reforma trabalhista, pois entre tantos ataques que a reforma trouxe contra os trabalhadores, um dos maiores foi o fim a ultratividade, que significava a manutenção dos direitos já conquistados independente da renovação ou não das Convenções Coletivas de Trabalho na data-base de cada categoria. Desde então em vários setores, a patronal foge de assinar os Acordos e Convenções Coletivas para passar por cima de direitos.

A Intersindical seguirá defendendo a redução da jornada de trabalho, sem redução salarial, pelo direito ao descanso e pela revogação das reformas trabalhista e da Previdência que tanto mal seguem fazendo contra a classe trabalhadora.

Não aceitaremos nenhuma proposta de Acordo ou Convenção que retire direitos. Seguimos firmes na luta por nenhum direito a menos e para avançar rumo às novas conquistas.

Fonte: https://www.intersindical.org.br/2026/05/28/ainda-nao-acabou-a-luta-pelo-fim-da-escala-6×1-continua/