Funcionários da TV Brasil no RJ estão proibidos de entrar na emissora com mochilas e bolsas

Jornalistas e funcionários da TV Brasil se queixam de um procedimento de segurança adotado pela prestadora de serviços que administra a emissora em sua filial no Rio de Janeiro (RJ). Desde de novembro do ano passado, os funcionários são obrigados a deixar bolsas, sacolas ou mochilas em armários na portaria, e só podem retirá-las na saída depois do expediente.

A representação sindical dos jornalistas na cidade afirmou, por meio de comunicado, que “a decisão da emissora não é adequada sob nenhuma hipótese”.

“Trata-se de um constrangimento. É ilegal e abre um perigoso precedente, contrário às mais elementares normas de civilidade e respeito no relacionamento entre seres humanos. Nenhuma outra empresa de comunicação adota procedimento semelhante nem se ouve falar na hipótese de ele vir a ser usado em um futuro próximo”, se posicionou o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ).

Em nome do “bom senso e do respeito profissional” pelos funcionários da emissora, o SJPMRJ repudia a decisão e pede que seja revogada “em caráter definitivo”.

“Trabalhadores devem ser tratados com apreço e consideração. É inadmissível que profissionais de uma emissora pública, a quem talvez caiba dar os exemplos, sejam submetidos a constrangimentos e muito menos intimidados com ameaças veladas de seguranças despreparados”, finalizou.

A reportagem do Portal IMPRENSA conversou com Paulo Carneiro, gerente da Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp) – que administra a TV Brasil no Rio -, que disse não considerar ofensiva a medida de segurança.

Segundo Carneiro, os funcionários deixam as mochilas em bolsas em uma sala com câmeras de segurança, o que garante que os volumes não serão violados. Ele ressaltou, ainda, que a medida tem como objetivo preservar o patrimônio técnico da emissora.

Desde que foi fundada, em dezembro de 2007, não foi registrado, segundo o gerente, nenhum caso de furto ou sumiço de equipamentos na emissora.

 
 

Nota da Redação Sindicato dos Radialistas

 
A postura da empresa terceirizada demonstra não só falta de respeito, como completo decompromisso com os profissionais que trabalham na TV Brasil. Em curso em SP, na TV Cultura, a tercerização prova mais uma vez que o objetivo principal de empresas que tercerizam o serviço não é criar um ambiente de cooperação e respeito, mas simplesmente tentar valer um modo ultrapassado e reacionário de lidar com profissionais com prometidos com seu trabalho.

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