Na sexta-feira, 27 de fevereiro, os sindicatos dos radialistas, jornalistas e músicos protocolaram a pauta unificada de reivindicações para o Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2027 da Fundação Padre Anchieta. O documento, aprovado em assembleia pelos trabalhadores, marca o início oficial das negociações com a entidade responsável pela gestão da Rádio e TV Cultura e da Orquestra Brasil Jazz Sinfônica.
Entre os pontos centrais está a recomposição salarial das categorias. A proposta prevê reajuste pelo INPC acumulado entre março de 2025 e fevereiro de 2026, acrescido de 5% de aumento real. O mesmo índice deve ser aplicado às demais cláusulas econômicas do acordo.
A pauta inclui ainda benefícios como vale-refeição de R$ 45 por dia e vale-alimentação de R$ 845,95, valor correspondente ao custo da cesta básica em São Paulo. Os sindicatos defendem que esses benefícios sejam mantidos durante férias e afastamentos por licença médica.
Outro destaque é a reafirmação da chamada sexta-parte, direito previsto na Constituição do Estado de São Paulo para servidores de instituições ligadas ao poder público estadual. O benefício garante que, após 20 anos de serviço, o trabalhador receba adicional equivalente a um sexto da remuneração, valorizando a dedicação de longo prazo.
Também está contemplado o adicional por tempo de serviço, o quinquênio, que assegura acréscimo de 5% no salário-base a cada cinco anos de trabalho contínuo. Juntos, sexta-parte e quinquênio formam mecanismos essenciais de valorização das carreiras.
Com a entrega da pauta, os sindicatos reforçam a defesa da comunicação pública paulista e a luta por condições dignas de trabalho e remuneração justa. Nos últimos anos, trabalhadores da Fundação Padre Anchieta têm denunciado cortes de investimentos, precarização e demissões, reflexo da ausência de suplementação orçamentária pelo governo de Tarcísio de Freitas.
As entidades também seguem mobilizadas pela assinatura do Acordo Coletivo de 2025. A Fundação Padre Anchieta afirma aguardar posicionamento do governo estadual para ratificação. Para os sindicatos, a assinatura representa um avanço significativo, já que há quase uma década o documento não é formalizado pela mantenedora da Rádio e TV Cultura.
Abaixo, segue a íntegra da pauta protocolada

