Por Jorge Américo

Desde então, a investigação acerca das mortes ficou sob responsabilidade da Delegacia de Polícia do Metropolitano, na Estação Palmeiras-Barra Funda. Segundo Rogério Centofanti, consultor do sindicato, o órgão não tem legitimidade.

“Em relação à Delegacia do Metropolitano, ela mexe mais com causas internas, principalmente ocorrências no Metrô. E, de repente, ela passa a investigar uma coisa que é de natureza de acidente de trabalho, mesmo tendo uma Delegacia específica para isso.”

As cinco vítimas prestavam serviços para a CPTM e foram atropeladas por trens da Companhia. O primeiro acidente ocorreu no dia 27 de novembro, deixando três mortos. O segundo caso foi registrado no dia 2 de dezembro, resultando em dois óbitos.

O primeiro acidente era investigado pela extinta Delegacia. Para Centofanti, a medida representa uma perda para toda a população, além de comprometer as investigações.

“Como a Delegacia estava em Osasco, uma cidade altamente industrializada, nós entendemos que toda a cidade perde com esse ‘desaparecimento’. Certamente que não se cria nem extingue uma Delegacia por mero capricho. Deve existir todo um ritual do ponto de vista administrativo.”

Após os acidentes, a CPTM se isentou de qualquer responsabilidade. Em seguida, o Sindicato lançou um documento mencionando uma série de itens que não teriam sido observados pela empresa e poderiam ter ajudado a evitar a tragédia.

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