Ela terá que sair de cena para cuidar da criança. A representação dessa história no palco pode soar como ficção. Mas é baseada na realidade das mulheres que a Kiwi Companhia de Teatro encena a peça “Carne”, em que discute as relações de gênero na sociedade capitalista.

O espetáculo apresenta a rotina diária das manifestações de opressão de gênero e exploração de classe. Como o assédio, a humilhação e os salários inferiores às mulheres; as agressões domésticas e o estupro; a participação desigual nos espaços políticos e a visão sexista da mídia.

A peça, que já foi apresentada em diversos bairros de São Paulo e de eventos no estado do Pará e na Colômbia, também realiza uma crítica aos esquemas clássicos do teatro. Sem texto e personagens dramáticos, a Cia. Kiwi trabalha com diversas linguagens e materiais para responder aos “novos desafios da realidade”, seguindo a inspiração do teatrólogo Augusto Boal.

As apresentações acontecem no Teatro Coletivo (Rua da Consolação, 1623), na cidade de São Paulo (SP). De sexta-feira e sábado, o horário é 21h, e no domingo, às 20h, até o dia 28 de agosto. Os ingressos custam de R$ 6 a R$ 12. Para organizações e movimentos sociais a entrada é gratuita, desde que agendada com antecedência.

De São Paulo, da Radioagência NP, Vivian Fernandes.

 

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