Depois do barulho do Sindicato na porta das empresas, patronal chama para negociar, mas era só fingimento

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Fingimento puro foi a atitude do patronal ao chamar o Sindicato dos Radialistas para negociar. Mas chamou por que, já que queriam manter a mesma proposta rejeitada pelos radialistas em nossas assembleias?

 

A resposta é; medo de greve. O fato é que, mesmo com a inflação pulando para casa dos dois dígitos, os patrões oferecem menos da metade de reajuste; 6,24%.  Isso mesmo, metade da inflação do período.

Os patrões querem que esqueçamos que não temos data base, que não devem,  retroativamente, a diferença de salários corroídos pela inflação, que não vão querer reconhecer a estabilidade no emprego para a gestantes, para quem está em vias de se aposentar, além da retirada do quinquênio, que é uma forma de valorizar quem está há muitos anos na empresa. Enfim, desgraceira é pouca para os radialistas e muito confortável, para quem tem faturado alto em Rádio e TV, sem dar sua contraparte economicamente a quem produz esse faturamento para as empresas.

A categoria está amargando a perda de compra dos salários. Essa é a verdade. Enquanto não caminharmos, no sentido de dar um bom recado aos patrões, eles continuarão a brincar com nossos empregos e salários. E esse tipo de diversão é só deles. Quem sabe nesta Copa do Mundo, os brasileiros tenham consciência de como os patrões de Rádio e TV são com seus funcionários.

 

Nossa pauta de negociação 2022

A pauta aprovada pela categoria, além do percentual de reajuste do período, destaca-se a reposição da inflação do período, junto com o percentual de 5% de aumento real, a permanência do quinquênio, além do reajuste de diversas cláusulas econômicas como a do pagamento do ticket, do auxílio creche, diárias de viagens, etc.  Para dar condições de iniciarmos a negociação das mais de 50 cláusulas a pauta deste ano ficou sem o PPR/abono. Isso se deu devido ao entendimento de que, em todos esses anos, foi uma forma dos patrões não darem aumento real, defasando consideravelmente o salário da categoria e ainda se beneficiarem das isenções previstas em Lei, que trata da participação de lucros. Ou seja, além de não darem aumento real para os Radialistas, ainda recebiam benefícios do governo. Agora para essa pauta específica (PPR/Abono) a luta vai ser por empresa, sem prejudicar o conjunto da categoria.

A greve de 16 dias na Rede TV é mais um exemplo que só a luta dos trabalhadores, junto com o Sindicato, pode garantir direitos, salários e melhores condições de trabalho.

 

 Conquistas da greve na Rede TV

- manutenção de todos os direitos da Convenção Coletiva de Trabalho de 2016/2018, sendo que as cláusulas econômicas por um ano e as cláusulas sociais por 4 anos (maio/21 a abril/25)

- pagamento do abono/PPR de 50% do salário base com mínimo R$ 918,45 e máximo de R$ 3.490,08.

- concessão de 17% de reajuste salarial

-  estabilidade de 90 dias e pagamento dos dias da greve

 

Nenhum direito a menos. Rumo a novas conquistas!

 

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