Setor de figurino da Bandeirantes - Vulcão em Atividade com Constantes Erupções

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Está virando uma prática dentro da Bandeirantes a contratação de pessoas que destoam do cenário e fogem totalmente a regra da boa educação e do respeito com os trabalhadores no ambiente de trabalho, tornando-o tóxico.

 

Vem se tornando uma prática na Bandeirantes a contratação de pessoas que “caem de paraquedas” nos setores e acabam por tornar tóxico o ambiente de trabalho. Ninguém entende como a pessoa foi parar naquele lugar. Se é amiga do chefe, do dono ou da esposa do dono da emissora. O fato é que essa pessoa nunca contribui para o bom andamento dos trabalhos, além de criar animosidade, trazendo com isso prejuízos para a própria empresa.

Segundo a denúncia, em data recente, o setor de figurino foi informado acerca da contratação de uma nova profissional, que exerceria a função de Consultora de Modas. Sem serem informados, especificamente acerca das reais atividades, que mencionada profissional exerceria os trabalhadores do setor, se viram diante de uma situação surreal, na medida que, ao invés de executar as atividades próprias de seu cargo, passou a assediar moralmente as trabalhadoras do setor.  

Segundo psicólogos e psiquiatras especializados no problema, o praticante de assédio moral tem personalidade narcisista, com as seguintes características: 1) fantasias de sucesso ilimitado e de poder; 2) acredita ser especial e singular; 3) tem excessiva necessidade de ser admirado; 4) pensa que tudo lhe é devido; 5) explora o outro nas relações interpessoais; 6) inveja muitas vezes os outros e tem atitudes e comportamentos arrogantes. E, como sempre acontece, com mencionado tipo de personalidade, a pessoa escolhe uma “presa“ para a prática de seus devaneios que, no caso, foi uma das figurinistas.

Os assédios se tornaram tão intensos e frequentes, que a figurinista, acreditando na seriedade da emissora, recorreu ao setor Recursos Humanos da BAND para relatar os fatos. Entretanto, para sua surpresa, nenhuma providência foi tomada por parte do setor de RH.  Assim, a trabalhadora, que tem o nome preservado, não suportou a pressão e para preservar sua saúde mental, não encontrou outra opção a não ser pedir demissão da empresa. Resta saber agora quem será a próxima vítima da assediadora.

A atitude da BAND, nesse caso e em outros casos de assédio moral, é para dizer, o mínimo, lamentável.

O Código de Conduta existente dentro da emissora e seu setor de Recursos Humanos são peças figurativas pois tem se mostrado sem serventia alguma para esses casos.

Não é de agora que reclamações chegam ao Sindicato por inoperância do RH da emissora. Parece que isso está virando marca registrada na empresa. Não podemos afirmar se é por relapso, incompetência ou má fé. Mas o fato é que o assédio moral é crime e não deve ser tolerado no ambiente de trabalho.

Não tenham dúvidas de que os casos denunciados serão encaminhados para responsabilização de quem tem responsabilidade, seja por ação ou por omissão.

Garantir o bem estar e a saúde dos trabalhadores no ambiente de trabalho é obrigação da empresa. Não deixe a impunidade prevalecer no seu ambiente de trabalho. Denuncie os casos de assédio, seja moral ou sexual.

 

RH da Band precisa escolher se fica com a pecha de fazer Cara de Paisagem. Expressões brasileiras a parte, o setor que deveria primar por garantir uma boa relação profissional entre os trabalhadores, não fez nada com a denúncia que chegou ao departamento e que deve chegar ao Ministério Público do Trabalho. É só fazer o serviço de casa, trabalhar com competência, que as coisas não desandam.