Discriminação do trabalho doméstico é resquício da escravidão, afirma sindicalista

Os estudos também apontam que a participação de mulheres é expressivamente maior do que a de homens. Do total de pessoas empregadas nessa área, mais de 93% corresponde a trabalhadoras. Para as mulheres negras a estimativa é maior, com cerca de 20% do total remunerado. Para mulheres de outras raças esse valor corresponde a 12%.

A presidente da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad), Creuza de Oliveira, conta que a discriminação, o assédio e a baixa valorização do trabalho doméstico são algumas dificuldades enfrentadas pelas trabalhadoras.

“Existe muita discriminação em relação à categoria. Isso é resquício do trabalho escravo. Outra coisa é porque as pessoas não valorizam o trabalho doméstico, achando que trabalho doméstico qualquer pessoa pode fazer. E a gente sabe que não. Trabalho doméstico precisa de capacitação e de responsabilidade. Infelizmente, as trabalhadoras ainda sofrem assédio moral e sexual no local de trabalho, e a violação dos direitos. Os poucos direitos que têm não são respeitados”.

Em comemoração ao Dia Nacional das Trabalhadoras Domésticas, celebrado na próxima quarta-feira (27), foi lançada a campanha de rádio “Respeito e dignidade para as trabalhadoras domésticas: uma profissão como todas as outras”.

A iniciativa pretende valorizar a profissão e divulgar os seus direitos. Ela é promovida pela Fenatrad, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e ONU Mulheres (Organização das Nações Unidas).

Clique aqui e baixe os arquivos dos spots da campanha.

De São Paulo, da Radioagência NP, Vivian Fernandes.

 

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