Cadê o nosso PPR/Abono?

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O PPR/abono é uma conquista dos radialistas, que há décadas ilustra nossa Convenção Coletiva de Trabalho –CCT e que ainda não foi assinada. Isso mesmo. Já é tradição toda a categoria receber parte do pagamento de nossa força de trabalho ao longo do ano. É um direito que nos cabe e não apenas enfiarmos grana no bolso dos patrões. Qual é a deles? Acontece que a Globo, tem um programa próprio de participação nos resultados, além do SBT, que esse ano vai dar um abono aos seus trabalhadores. A Globo quer retirar essa conquista de nossa convenção coletiva, para pagar apenas um benefício e não dois, como ela tem feito, já que o da convenção coletiva, quando assinada, é obrigatório.

 

Na verdade o PPR/abono é uma expressão de um programa de participação dos resultados - PLR, na qual a Globo e outras empresas, se amparam para conseguir benefícios do governo federal. Foi uma conquista da classe trabalhadora, que beneficiam, também, outras categorias.  Estamos falando de uma Lei que está na Constituição Federal e foi regulamentado em 2001, com a edição da Lei 10.101/2000. Independente da assinatura de um acordo, as empresas tem a obrigação de cumprir essa legislação, que garante o benefício aos trabalhadores.

Band, Record, Gazeta, entre outras, empresas, assinaram um acordo coletivo individualmente com o Sindicato para pagamento do PPR/abono nos últimos anos, já que a CCT não está assinada. Agora, além de não assinarem a convenção coletiva, não deram a menor satisfação, que seja, a respeito do nosso PPR/Abono de 2021. Com algumas exceções, não deram nenhuma antecipação da inflação, também. E vai ficar por isso mesmo, se os trabalhadores não se mexerem. O Sindicato já avisou a Globo e as demais empresas, que se comportam como mascote da família Marinho, que não irá retirar o benefício do PPR/abono da CCT. E por conta disso, além de muitas empresas ainda não darem nenhum reajuste, não querem pagar o PPR/abono, apostando que todos os radialistas irão ficar contentes e sorridentes, indo trabalhar saltitando de alegria nas empresas de Rádio e TV no estado.

Companheirada, novamente avisamos, se não querem perder mais um direito, tá na hora de nos organizarmos e a hora é agora.

Na verdade, em nossa opinião, a primeira que tomar uma greve, bem dada na cabeça, vai ser bem pedagógico para as outras. E podem acreditar que quando isso ocorrer, vamos querer mais, muito mais do que retomar nossa CCT, que recusam assinar.