ESPN Brasil "surfa" no sucesso às custas de quem explora e não valoriza

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A ESPN Brasil, do grupo Disney, tem surfado no sucesso em tempos de Pandemia. A empresa tem em seus canais esportivos ESPN e Fox Sports liderança na audiência da categoria, mas isso não reflete na relação profissional com seus trabalhadores, que executam o trabalho no modo home office, sem com isso ter, pelo menos, seus custos pagos pela empresa.

 

O grupo de comunicação está obrigando seus trabalhadores em home office, a custear suas despesas para as transmissões e programas ao vivo, sem nenhuma ajuda financeira para isso. Gastos com fones, cabos, monitores, energia elétrica, internet, assinatura de canal de TV, pois se trata de um canal pago, além de outros equipamentos, necessitam ser previamente estipuladas e, assim, relacionados num contrato, mas não o fizeram. Sem falar de alguns trabalhadores que exercem mais de uma função, sem nenhuma remuneração por isso.

Segundo dados do portal UOL, utilizando o Painel Nacional de Televisão (PTN), o grupo ESPN Brasil, que inclui a Fox Sports, em dados comparativos com o mês de maio, cresceu 57%, ampliando em 43% seu público alvo, o que não reflete no reconhecimento e valorização de seus trabalhadores.

Em reunião realizada com o Sindicato dos Radialistas, onde foi cobrado não só a assinatura de um acordo coletivo com o Sindicato, mas o pagamento por funções realizadas, além do contrato de trabalho, a empresa simplesmente se recusou por não reconhecer essas funções. 

Além disso, por não assinar um acordo coletivo de trabalho com o Sindicato dos Radialistas, já faz mais de dois anos que os trabalhadores da ESPN Brasil não recebem o benefício do Programa de Participação nos Resultados (PPR). É uma das poucas empresas de TV do estado que não assinou o documento, que torna obrigatório o pagamento do benefício aos seus trabalhadores. EPTV (afiliada da Globo), Gazeta, Grupo Mix , Record,  SBT, Band e suas praças, assinaram e seus trabalhadores tem garantido o benefício. Sem a assinatura de um acordo entre a empresa e o Sindicato, ela não está obrigada a pagar, mesmo tendo relativo sucesso no mercado, com o empenho e esforço de seus trabalhadores.

Somente a luta e a organização dos trabalhaores, junto com o Sindicato, pode mudar a forma como a empresa valoriza seus trabalhadores.


A mudança desse quadro, não de sucesso, mas de reconhecimento e valorização profissional, depende exclusivamente dos trabalhadores, que se sujeitam a serem excelentes profissionais com a empresa, mas que ela lhes dá pouco valor.