Nota de repúdio a violência sofrida por radialistas, jornalistas, médicos e enfermeiros

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O Sindicato dos Radialistas lança nota de repúdio contra violência sofrida por radialistas, jornalistas, enfermeiros e médicos

Nota de Repúdio

O Sindicato dos Radialistas repudia atos de violência contra os tralhadores da Saúde e Comunicação.

O presidente da república é o maior responsável por ataques aos trabalhadores da comunicação, à liberdade de imprensa no país, aos médicos e, aos enfermeiros, que faziam protesto pacífico em frente ao congresso nacional. Há relatos de médicos, que também tem sofrido ataques em seus trabalhos e locais onde moram.

É fato que Jair Messias Bolsonaro nunca teve apreço pela democracia, por isso sua postura de negação ao funcionamento das instituições que balizam nosso sistema político, como o Congresso e Justiça. O movimento que o apoia, além de quererem o fechamento do congresso, do STF, pedem a volta da ditatura e o AI5 (Ato Institucional nº5) que foi um decreto emitido pela Ditadura durante o governo de Artur da Costa e Silva no dia 13 de dezembro de 1968. O AI-5 é entendido como o marco que inaugurou o período mais sombrio da ditadura e que concluiu uma transição que instaurou de fato um período ditatorial no Brasil.

Pela visibilidade do cargo e pelo adestramento de seus seguidores, pelas milícias digitais que o apoiam, o capitão presidente inspira o movimento político, insuflado por seus apoiadores. que miram seu desprezo e ódio nos trabalhadores da comunicação e da saúde.

Entender que radialistas e jornalistas são apenas trabalhadores é o primeiro passo para não objetivá-los. Médicos e enfermeiros, que estão na linha de frente na batalha contra o coronavírus, também. São pessoas, que tem famílias e estão no dever de sua profissão.

Os trabalhadores não são responsáveis, primeiro pela postura belicosa de um despreparado alçado ao cargo máximo do país, segundo que, a linha editorial dos veículos de comunicação são de seus proprietários. Sim, o jornal que lemos, o rádio que escutamos a TV que assistimos, tem dono e estes decidem o que lemos, ouvimos, assistimos ou não. Portanto, somente a responsabilização de lideranças que acusam os veículos de comunicação pelos desfeitos da incapacidade de governar poderá diminuir a irresponsabilidade de motivar as agressões contra os trabalhadores radialistas e jornalistas.

Parem a violência contra os profissionais de comunicação. Todos merecem respeito e a garantia de poder trabalhar, sem sofrer constrangimento ou violência de quem quer que seja.

Sindicato dos Radialistas no estado de São Paulo.