O dia Internacional da Mulher é um marco para consciência de classe e de luta pela igualdade de gênero

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Foto: Karina Zambrana/Mídia Ninja
 

As mulheres trabalhadoras estão em permanente processo de luta por espaço e de reconhecimento. Seja na família, no local de trabalho ou em instituições de ensino. As reformas promovidas pelo governo Bolsonaro, atingem em cheio os trabalhadores e, principalmente as trabalhadoras, que no caso da Previdência, demorarão mais para se aposentar.

 

Na reforma da Previdência Bolsonaro aumentou a idade para aposentadoria de homens e mulheres, passou por cima da dupla jornada que as trabalhadoras têm que enfrentar que inclui o serviço doméstico e o trabalho fora de casa.

O serviço doméstico, que é muitas vezes cuidar dos filhos sozinha, garantir comida pronta e roupa limpa, continua sendo um serviço imposto às mulheres: serviço que não é pago, e que os patrões se aproveitam para explorar o conjunto da classe trabalhadora. Você já pensou o estrago que seria para os patrões que se aproveitam do serviço doméstico, se ele não acontecesse?

Retirada de direitos atacam ainda mais as mulheres: na Medida Provisória 905, Bolsonaro aprofunda a reforma trabalhista dos patrões. O governo criou uma contratação em que os trabalhadores de 18 a 29 anos só poderão receber até um salário mínimo e meio e os direitos serão reduzidos.

A reforma trabalhista não gerou mais empregos, ao contrário, aumentou as demissões, retirou direitos, piorou as jornadas e diminuiu os salários: as mulheres continuam recebendo salários inferiores que os homens, se forem negras os salários são ainda piores, e na reforma trabalhista, as trabalhadoras foram as mais atingidas.

Na hora das demissões, as mulheres em muitos lugares são as primeiras a irem para o facão. Com a ampliação dos contratos temporários para até 12 meses, os patrões estão passando por cima de direitos, como estabilidade e licença maternidade.

História

Na Alemanha, em 1911, iniciou-se a comemoração do primeiro Dia da Mulher Trabalhadora. Fez tanto sucesso que se espalhou pelo continente europeu e em 1913, o dia Internacional da Mulher, foi transferido para o dia 8 de março, que permaneceu como o dia de militância das mulheres trabalhadoras.

Mais do que ser um dia comemorativo, é um dia de consciência e luta para que as mulheres tenham reconhecidos seus direitos de igualdade de gênero.