Radialistas de São Paulo aprovam pauta de reivindicação em meio a tentativas de interferência patronal

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Foto: Ronaldo Verneck    Radialistas em votação na assembleia da Campanha Salarial 2019

No último sábado (23), os radialistas paulistas aprovaram dois importantes encaminhamentos; aprovação da prestação de contas da gestão financeira do Sindicato do ano 2018 e a aprovação da pauta de reivindicações para com os patrões nas negociações da Convenção Coletiva da Categoria 2019.

Na pauta a ser apresentada, nas cláusulas econômicas, foi aprovado o reajuste de 2,5% retroativo a maio de 2018, aplicação do Índice do Custo de Vida (ICV) do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), sobre os salários de maio de 2019, além de 5% de ganho real e a manutenção da última convenção coletiva assinada.

Assembleia lotada, radialistas de todo estado presente, inclusive alguns que apareceram pela primeira vez. Ambiente festivo, mas ao mesmo tempo apreensivo, pelos rumores de que o patronal tentaria, novamente, interferir nos rumos das discussões e aprovação do que se deveria negociar com eles. Novamente porque, em Campinas, a pauta apresentada pelos trabalhadores foi rejeitada e a dos patrões, e de forma piorada, foi aprovada pela maioria dos trabalhadores presentes naquela assembleia. Os trabalhadores que aprovaram essa proposta são todos da EPTV,  afiliada da REDE GLOBO, e que tem como diretor da emissora o presidente do Sindicato Patronal.

O resultado dessa assembleia regional de Campinas, foi derrubado nas outras assembleias regionais feitas pelo interior, os radialistas presentes nas outras cidades em que foram realizadas as assembleias aprovaram a proposta de pauta dos trabalhadores.

Nesse momento de júbilo, por garantirmos que os patrões não interferissem nos interesses dos trabalhadores, é de união, força e organização, para essa campanha salarial de 2019. 

Os patrões já mostraram o que querem, além de explorar os trabalhadores, com uma miséria de proposta; querem mexer em nossa convenção coletiva, querem modificar a cláusula da alta médica programada, e deixar a critério do médico, da empresa, estabelecer se o trabalhador pode ou não voltar ao trabalho, o que deixará o trabalhador sem o salário e sem o benefício do INSS. Atualmente a cláusula 35 da nossa Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), garante ao trabalhador o pagamento do salário se isso acontecer. A empresa deverá pagar o salário do trabalhador até ele estar apto a trabalhar.

As empresas querem mexer em nossa CCT para deixar o caminho livre para atender seus interesses mais imediatos. Acompanhe abaixo alguns deles:

1. Extinção do quinquênio

2. Estabilidade no emprego para gestante e os que tem direito e estão no tempo de pré aposentadoria

3. Implementação do Banco de Horas, com o não pagamento de horas extras,

4. Extinção dos acúmulos de funções

5. Extinção dos duplos contratos de trabalho

A implementação dessa pauta, que os patrões querem, acarretará demissão em massa na categoria.