Sindicato dos Radialistas e Jornalistas realizam assembleias na porta das emissoras

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O Sindicato dos Radialistas e Jornalistas, em Campanha Salarial e, ao encaminhar as deliberações da última assembleia, estarão realizando assembleias por emissora, sendo que cinco empresas estão agendadas para esta semana. São elas:

 

Record: 12 de junho, às 13h, na Rua da Várzea

SBT: 13 de junho, às 9h30, na praça de alimentação

ESPN: 13 de junho às 13h, na praça em frente à portaria

Rede TV: 14 de junho, às 14h, na rua da portaria

Band: 15 de junho, às 14h, na rua Carlos Cyrillo Junior

 

As empresas de Rádio e TV de São Paulo aproveitaram a situação causada pela reforma trabalhista para colocar em risco os direitos conquistados por radialistas e jornalistas ao longo de décadas  Por isso, o caminho é a mobilização conjunta, em unidade.

Sem demonstrar mobilização, nossos interesses não serão atendidos, por isso a importância de todos participarem da assembleia. E dessa vez será na porta da empresa onde você trabalha.

 

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SEU DIREITO NA LATA DO LIXO

 

Veja os principais direitos que as empresas querem tirar, tanto dos Radialistas quanto dos Jornalistas

                                                                                                                              

Para jornalistas, que estão em campanha salarial desde 2017, as empresas apostaram no impasse. Passaram meses reafirmando a mesma proposta, que foi rejeitada por 78% da categoria na última consulta feita pelo Sindicato. A Convenção perdeu a validade em janeiro.

Para radialistas, com a data base em 1º de maio, as empresas querem repetir a fórmula. A Convenção só está mantida até o dia 30 de junho, e a data base foi garantida até dia 15 de julho.

Quinquênio – A cada 5 anos, o trabalhador que se mantém no emprego ganha um adicional de 3% no salário. As empresas querem congelar esse direito: o quinquênio deixaria de acumular, e só se mantém para quem já o ganha ou adquirir nos próximos meses.

Estabilidade pré-aposentadoria – É uma cláusula que impede as empresas de demitirem o trabalhador que se aproxima da aposentadoria. Os patrões querem derrubar essa garantia em troca de uma indenização.

Estabilidade da gestante – Direito que as mães têm de voltar ao trabalho após a licença-maternidade, tendo garantida a estabilidade por um mês. É uma proteção para a mulher. Os patrões querem derrubar em troca de indenização.

Decisão sobre as férias – O trabalhador tem o direito de decidir se quer tirar 30 dias corridos de férias ou quebrarem até três períodos. As empresas querem passar a ter o

direito de decidir sozinhas sobre isso (podendo usar férias,por exemplo, para as escalas de final de ano).

Banco de Horas – As empresas querem piorar brutalmente a jornada de trabalho das duas categorias, estendendo o período de compensação para até seis meses. No caso das

duas categorias, há possibilidade de redução de ganhos para parcelas dos trabalhadores, a depender do contrato de trabalho. Totalmente inaceitável!

 

Não podemos deixar que as empresas destruam o que conquistamos em décadas de luta!