Categorias da área de Comunicação se unem na defesa de seus direitos

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Artistas, jornalistas e radialistas se organizam de forma solidária na defesa de seus direitos.

 

Tendo o mesmo patronato, os trabalhadores das categorias dos Artistas, Jornalistas e Radialistas apontaram uma plataforma comum de organização.

 

 

Com informações SJPSP

 

Os jornalistas, artistas e radialistas têm enfrentado a mesma intransigência patronal na Campanha Salarial dos profissionais de rádio e TV do estado de São Paulo e, por isso, os sindicatos das categorias lançaram um manifesto conjunto que está sendo distribuído em panfletagens nas emissoras paulistas.

A primeira panfletagem foi no último dia 15, das 5h às 18h, nas redes Bandeirantes e Globo, reunindo sindicalistas dos três segmentos em diálogo com os trabalhadores e trabalhadoras das emissoras, e a ação prossegue nesta semana na Record.

No documento, as entidades expressam sua preocupação comum quanto à postura intransigente dos patrões nas negociações das campanhas, apontam a adoção de ações conjuntas de solidariedade e se dirigem às empresas de comunicação “no sentido de que negociem e garantam a preservação dos direitos de todos e todas”.

Os artistas, jornalistas e radialistas apontam, ainda, o indicativo de que a luta conjunta pode “evoluir para uma única Convenção Coletiva dos três setores, preservando os pisos e os direitos de cada segmento” e se manifestam contra a “reforma” trabalhista que vigora desde novembro passado.

Confira a íntegra do manifesto, também disponível no boletim Mural.

“Nas emissoras de televisão e rádio, artistas, jornalistas e radialistas são como uma única categoria: compartilham o mesmo ambiente de trabalho, os mesmos patrões – numa palavra, o mesmo destino profissional. A pressão vinda da reforma trabalhista, que entrou em vigor em novembro passado, retirando direitos consagrados há muito tempo, atinge o conjunto com a mesma força.

Apesar das diferenças entre os profissionais, de salários, de formação e de função, vivemos um momento no qual direitos comuns a todas e todos – como jornada regular de trabalho, o gozo de um mês de férias ao ano, piso salarial, reajuste anual de salários, e até indenização em caso de demissão – estão sob forte ameaça por parte das empresas, com base na precarização da lei.

Os três sindicatos da área (de artistas, jornalistas e radialistas), que também têm diferenças em suas histórias e em pontos de vista, manifestam por meio deste texto sua preocupação comum com a intransigente postura patronal na campanha salarial dos jornalistas – cuja data-base é 1º de dezembro, a primeira após a entrada em vigor da reforma trabalhista –, visando a retirar ou diminuir pontos existentes há décadas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), como o quinquênio, a diária de viagem ou a estabilidade pré-aposentadoria, entre outros, e sobretudo negando-se a negociar qualquer cláusula, numa postura de imposição absoluta de sua proposta para a Convenção Coletiva.

Não podemos assistir passivamente as empresas de rádio e televisão apoiarem-se nessa reforma para precarizar ainda mais as condições de vida dos trabalhadores que representamos. É preciso que as CCTs sejam preservadas e que incluam garantias aos assalariados, como a vigência das regras da convenção para todas(os) e a manutenção das atuais condições como base para negociações futuras.

Decidimos, então, adotar ações conjuntas de solidariedade entre artistas, jornalistas e radialistas, de mútuo apoio, nos dirigindo também às empresas no sentido de que negociem e garantam a preservação dos direitos de todos e todas.  Quem sabe, isso poderá até evoluir para uma única Convenção Coletiva dos três setores, preservando os pisos e os direitos de cada segmento.

Afirmamos nosso compromisso com a democracia sindical, de forma que os passos a serem dados serão, a seu tempo, decididos pelas próprias categorias, em reuniões e assembleias conjuntas.

Juntos, desde agora, os três sindicatos manifestam sua posição pela revogação da lei que instituiu a reforma trabalhista, num panorama de golpe institucional no país, e se dispõem a se engajar em todas as mobilizações que apontem nesta direção.

Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos e Diversões do Estado de São Paulo (Sated)

Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP)

Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão no Estado de São Paulo (Radialistas-SP)

São Paulo, 16 de março de 2018”