Sindicalistas denunciam repressão e impunidade no Panamá

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m comunicado enviado à Organização Internacional do Trabalho (OIT), organizações sindicais do Panamá pediram uma intervenção da entidade para a contenção da onda de violência no país.

O governo do presidente Ricardo Martinelli é acusado de promover perseguições e detenções arbitrárias contra lideranças sindicais e de movimentos sociais.

A repressão é dirigida aos opositores da Lei 30 que, conforme a denúncia, tira garantias dos trabalhadores, além de promover a impunidade e incentivar a violência policial. As concessões ambientais dadas às indústrias também são questionadas. A Lei foi sancionada em 16 de junho de 2010, quatro dias depois de uma reunião secreta da Assembleia Nacional de Deputados.

Seis pessoas morreram e outras 150 ficaram feridas nos conflitos envolvendo policiais e opositores do governo de Martinelli. A área de maior concentração da violência é o município de Bocas Del Toro.

No último dia 13, uma greve geral atingiu os setores da educação, comércio e agricultura. Na ocasião, o país foi tomado por passeatas e manifestações. Após uma série de negociações, o Governo suspendeu temporariamente alguns artigos da lei 30, referentes aos direitos trabalhistas. No entanto, há uma mobilização de diversos setores que pedem a revogação integral da Lei.

De São Paulo, da Radioagência NP, com informações da Adital, Jorge Américo.