O Sindicato dos Radialistas no estado de SP convoca os coordenadores de programação da TV Mundial para a assembleia que discutirá a proposta da empresa sobre o pagamento retroativo do duplo contrato para quem exerce essa função.
Sua participação é fundamental!

 

21/03 (terça-feira)
19h
Sede do Sindicato
Rua Conselheiro Ramalho, 992
Bela Vista/ SP

O modelo de gestão da Rede Globo tem adoecido diversos trabalhadores, para piorar a situação, quando esses trabalhadores já não rendem o que a emissora cobra, ela os descarta sem o menor pudor.

Esse destarte ocorre não apenas quando o trabalhador é demitido, mas antes disso, quando ele é colocado de escanteio, expondo esse profissional a uma situação de humilhação perante seus colegas de trabalho e até mesmo com seus familiares, afetando além da sua saúde física a saúde mental desse radialista.

Uma das forma da Rede Globo fazer isso é descaracterizar a sua função, mudando a nomenclatura de seu cargo (modificando o CBO- Código Brasileiro de Ocupação) e aumentando a sua carga horária, no entanto, as tarefas continuam as mesmas.

A partir de uma ação conjunta entre trabalhadores dessa emissora e o Sindicato, com base em políticas permanentes, diversos desses profissionais que foram renegados pela emissora, tiveram seus direitos reconhecidos, inclusive da reintegração. Assim como várias outras demissões deixaram de acontecer por medidas administrativas conquistadas pela luta da categoria.

Essas vitórias dos trabalhadores da Rede Globo representam na verdade grandes conquistas para toda a categoria. Essa ação do Sindicato está à disposição de toda a classe trabalhadora na busca da garantia de seus direitos.

Jornalistas e radialistas demitidos em janeiro pela ex-CBN de Santos aprovaram, na noite da quinta-feira (9), o acordo proposto pela empresa de pagar quatro meses de salário como indenização e garantir o plano de saúde por seis meses, além dos pagamentos já previstos em lei como férias e 13º proporcionais.

No dia 4 de março aconteceu a assembleia orçamentária. Nela a entidade sindical apresentou a planilha de receita e gastos do ano de 2016, além da previsão orçamentária para este ano de 2017, toda essa prestação de contas foi aprovada pelos sócios presentes.

Trabalhadores de todo o país e de todas as categorias farão do dia 15/03, o Dia Nacional de Paralisação contra a Reforma da Previdência.

O Sindicato dos Radialistas em SP convoca a categoria para fortalecer essa luta contra a retirada de direitos dos trabalhadores. Nos concentraremos a partir das 13h em frente ao Sindicato e seguiremos juntos para o ato no vão livre do Masp, a partir das 16h, onde somaremos forças com diversos movimentos sociais e de trabalhadores para uma grande mobilização contra o ataque da Previdência.

Trabalhadores Radialistas contra a reforma da previdência!

 

15/03 (quarta)

13h

Sede do Sindicato - Rua Conselheiro Ramalho, 992 - Bela Vista - São Paulo - SP

 

Vivemos um momento no mundo em que se escancaram as formas de aumentar a exploração contra o conjunto da classe trabalhadora e a opressão contra as mulheres trabalhadoras.
No centro do sistema capitalista, nos EUA, o presidente Donald Trump, ataca as mulheres como se fossem mercadorias de consumo e tenta eliminar direitos conquistados através de muita luta como a descriminalização e a legalização do aborto. Esse é o mesmo presidente que quer erguer muros para impedir a entrada nos EUA de mulheres, crianças e homens que fogem da guerra e da fome.
Na Argentina, as ruas também foram ocupadas no final de 2016 com grandes passeatas denunciando os assassinatos contra as mulheres. Um movimento que ganhou repercussão mundial, que tinha como lema Ni una a menos!
O governo Temer/PMDB, acelera os ataques aos nossos direitos e as mulheres trabalhadoras serão as mais atacadas. Se a proposta do governo passar, os direitos garantidos na legislação trabalhista e nas Convenções Coletivas vão acabar.
Pois é isso que significa a proposta do negociado, estar acima do legislado, ou seja, direitos não serão ampliados, mas sim eliminados. O que os patrões querem com essa proposta que o governo tenta aprovar a todo custo, é acabar com os direitos que temos hoje e que foram garantidos através de muita luta.
Veja alguns exemplos de direitos que irão para o ralo pela proposta dos patrões e dos governos:
- A idade de homens e mulheres para aposentadoria será igualada: o governo tenta esconder que a dupla jornada imposta às mulheres continua a ser a realidade da maioria das trabalhadoras. Continuamos a receber salários menores e o serviço doméstico continua sendo uma imposição às mulheres. Portanto se aposentar mais cedo não é um privilégio, é um direito garantido na luta que o governo quer acabar jogando para debaixo do tapete, a realidade das trabalhadoras.
- A contratação temporária poderá ser de 1 ano, o que significa receber menos e não ter nenhum direito garantido: por exemplo, se a trabalhadora engravidar e estiver em contrato temporário, não terá direito à estabilidade de gestante, se uma trabalhadora/o sofrer acidente e for afastada/o, quando retornar poderá ser demitida/o. Não terá direito a 13ͦ, férias, NADA.
Para enfrentar todos esses ataques é preciso lutar. Uma luta que não é só das mulheres trabalhadoras, mas sim do conjunto de nossa classe,
Fazemos parte de uma mesma classe, somos homens e mulheres trabalhadores, que sofrem com o arrocho salarial e o desrespeito aos direitos.
E dentro de nossa classe, as mulheres além da exploração, sofrem com todas as formas de opressão que se mostram na violência escancarada, nas marcas dos corpos, nos assassinatos, mas também na violência dos xingamentos e da humilhação.
Para enfrentar isso, é preciso seguir lutando.

Fonte: INTERSINDICAL

Rachel Moreno é psicóloga, integra o Observatório da Mulher, é especialista em pesquisa de opinião e autora dos livros A Beleza Impossível – Mídia, Mulher e Consumo e A imagem da mulher na mídia- - controle social comparado. Atua desde 1974, pelas causas e direitos das mulheres. Desde 2006 tem também militado pela democratização da mídia, com publicações e palestras sobre a imagem da mulher na mídia, os monopólios da mídia e mídias alternativas.

Ela concedeu uma entrevista ao Sindicato dos Radialistas e compartilhou conosco a importância do 8 de março, as possibilidades de atuação das mulheres radialistas e comentou a luta feminista.

 

 

Assista a entrevista com Rachel Moreno

No dia 31 de janeiro, os patrões, mais uma vez recusaram uma proposta de reajuste salarial e convenção coletiva, dessa vez, a proposta foi desenvolvida pelo Tribunal Regional do Trabalho.

Com isso os patrões fizeram o processo da Campanha Salarial se alongar ainda mais, o dissídio segue na justiça, ainda sem data definida para julgamento.

Entenda o caso

As negociações da Campanha Salarial sempre se iniciam no mês de maio. A primeira proposta dos patrões foi de 5% de reajuste, e nada mais. Além de não quererem garantir o valor do abono/plr que já era uma prática habitual. Já por parte dos trabalhadores a proposta era de 9,83%, o que corresponde a inflação do INPC/ IBGE. E para os pisos salariais, a proposta era esse índice mais 1% de aumento real.

Em todo o processo de negociação os patrões se mostraram intransigentes, sempre recusando rever essa porcentagem de reajuste.

Para fortalecer essa luta, no mês de julho os radialistas uniram  forças com os jornalistas do estado de SP para juntos fazer ainda mais pressão sobre os patrões. Eles também vinham sofrendo com a mesma postura dos donos das emissoras.

Chegando o mês de outubro de 2016, a Campanha Salarial ainda não havia sido fechada. Foi aí que o Sindicato deu início a realização de protestos em frente as emissoras, entre elas SBT, Band , Globo e REDE TV!.

No mês de novembro, os trabalhadores fizeram uma contraproposta para Reajuste Salarial de 8%, sendo 7% retroativo a maio de 2016 e 1% a partir de janeiro de 2017. Pisos com  9,5% de aumento sendo 8,5% retroativo a maio de 2016 e 1% a partir de janeiro de 2017.

Algumas emissoras decidiram por fazerem uma antecipação do reajuste, levando em consideração a proposta feita por eles, que nesse momento era de 6%. Isso só ocorreu depois de pressão feita pelo Sindicato dos Radialistas.

O Sindicato conseguiu durante as negociações, manter a data base, que significa garantir que todos os direitos, principalmente os de cunho financeiro, fossem considerados a partir de 1 de maio de 2016. Com o risco de não ter mais a data base garantida, a entidade sindical levou a campanha para dissídio, isso é, para uma ação judicial.

Agora,  infelizmente, é necessário aguardar a TRT tomar as providências para que chegue ao fim esse processo, como não houve greve não há prazo para o julgamento.