Irregularidades no setor de cenografia

Vários trabalhadores foram contratados como ajudante geral e na realidade exercem funções de contrarregra e maquinistas. A Band ao invés de contratar pessoas no mercado devidamente regularizado, para economizar, usa desta estratégia desonesta.
Estes trabalhadores são explorados, trabalham numa jornada de 8 horas sem receber hora extra porque na carteira profissional estão como ajudante geral vinculado á função administrativa. Além disso, não recebem nem metade do que ganham os contrarregra e maquinista regularizados.
Os atuais dirigentes sindicais na Band propuseram à direção do RH regularizar a situação profissional destes trabalhadores por meio de Atestado de Capacitação por estarem dentro dos critérios para poderem tirar o registro profissional, em contrapartida, a Band se comprometeria em reconhecer na carteira profissional estes trabalhadores como Contrarregra e Maquinistas e consequentemente faria a equiparação de seus salários.
Na última reunião com o RH fomos informados que não vão efetuar a regularização por entenderem que estes trabalhadores são ajudante geral, ou seja, só carregam mobiliários e nada mais. Isto não é verdade. Basta ir aos estúdios que se verifica que eles montando e desmontando cenários.


O que realmente querem é economizar às custas destes trabalhadores.
Como desgraça pouca é bobagem, além da jornada excessiva de trabalho, não é respeitado horário de almoço, a intrajornada, não assinam o ponto e quando cobram por isso, sofrem Assédio Moral com ameaça de demissão, e a escala de folga e trabalho de final de semana só é divulgada na sexta-feira. A Escala de folga e trabalho tem que ser feita com antecedência para que o trabalhador possa organizar a sua vida pessoal junto com seus familiares.
Vamos ficar insistindo com a direção para tomar as providências e cumprir a lei do radialista.
Lugar apropriado para os operadores de câmera UPE e motoristas

Atualmente, a Band não dispõe de uma sala ou local apropriado para os operadores de câmera UPE e motoristas aguardarem para saírem para as gravações. Havia uma sala para os motoristas, no entanto, ela foi transformada em um refeitório.
Para os jornalistas que fazem parte das equipes de externa, há um local para que eles aguardem essa saída, porque para os câmeras e motoristas não?
A emissora alega que existe um louge que pode cumprir essa função. No entanto, esse espaço é coletivo e para todos os funcionários.
Os dirigentes sindicais na emissora solicitaram à empresa que exista um local para esses trabalhadores, mas a Band argumenta que não há espaço para aceitar o pedido.

Entre os dias 21 e 23 de julho, acontecerá um dos momentos mais importantes para a organização da categoria, o 10º Congresso Estadual dos Radialistas. Nele se discute a situação da categoria e da sociedade em que ela se encontra inserida, quais os rumos da organização dos trabalhadores e defini-se os planos de ação para o próximo período.

Vivemos tempos difíceis onde a classe trabalhadora está sendo obrigada a arcar com os prejuízos do sistema capitalista. Isso demanda, de todos os trabalhadores e trabalhadoras, incluindo os radialistas fortalecer as atuações quanto trabalhadores organizados.

Durante o Congresso os temas discutidos tem relação direta com o dia a dia dos radialistas. Ao analisar a conjuntura em nosso país, mas também internacional, buscará se entender como essas realidades da macro política influenciam a vida de todos. Ao discutir os desmontes da Previdência e as mudanças na CLT, tenta-se esclarecer quais os danos para os trabalhadores dessas propostas do governo Temer. E a discussão do papel da mídia trata não apenas da comunicação como elemento fundamental da nossa sociedade, mas como os radialistas, como profissionais da comunicação lidam diariamente com essa grande mídia.

Para além das discussões teóricas, é necessário se planejar as ações práticas para lidar com toda essa realidade, inclusive em nível nacional.

Os trabalhadores podem contribuir com teses sobre as temáticas a serem discutidas no Congresso. Basta enviar, até dia 10 de julho, para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. 

 

Em assembleia, ocorrida no último dia 10, trabalhadores radialistas associados elegeram os delegados ao 10º Congresso Estadual dos Radialistas.

Os associados também aprovaram o local e a data para a realização do Congresso, a cidade de São Paulo entre os  dias 21, 22 e 23 julho.

Além dos temas a serem tratados, que serão: "Conjuntura Nacional e Internacional, Previdência Social e o Trabalhador do Futuro", "Quais os impactos para a Classe Trabalhadora com as Mudanças da CLT? e Qual o Papel da Mídia?, Planos de Luta e sobre a Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Rádio e TV - FITERT".

As pessoas que desejarem, podem mandar teses e contribuições a serem debatidas no Congresso até dia 10 de julho para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Para qualquer esclarecimento entre em contato pelo telefone (11)3145-9999 ou com o dirigente sindical da sua região.

Foto: Jornal Tribunal do Norte

Com informações da Jovem Pan

Faleceu nesta manhã de sábado (3), aos 79 anos, o locutor e radialista Omar Borges Franco, mais conhecido como Franco Neto. Franco era integrante da equipe da Rádio Jovem Pan na qual era funcionário da emissora desde 1972. Uma das particularidades do companheiro Franco Neto é de que foi ele quem deu o título para a Jovem Pan de "a rádio do Brasil".

Voz padrão da emissora, durante anos usou o bordão "repita" no programa radiofônico Jornal da Manhã, que firmou como uma marca. Nos últimos anos, apresentava o programa jornalístico Pan News.

Franco Neto era sócio do Sindicato dos Radialistas há décadas. Era amigo e companheiro de colegas de trabalho. Um perfeccionista na leitura e profundo conhecedor musical das músicas brasileiras e internacional. Um profissional exemplar.

Franco Neto nasceu em 24 de novembro de 1937, em Pindamonhangaba, e aos 15 anos de idade começou sua carreira de rádio-ator na Difusora. Ele passou também pela TV Record, TV Gazeta, pela Rádio Tupi e pela TV Bandeirantes.

O companheiro Franco estava no Hospital Total Core desde a última quarta-feira (31), quando sofreu uma crise de insuficiência cardiorrespiratória. Deixa 2 filhos e 4 netos. O Velório começa às 13h de hoje até amanhã às 11h e segue para Cemitério da Saudade, em Campinas, interior de São Paulo, onde ele será sepultado. 

Perfeccionista

Companheiro de rádio desde a década de 1960, Joseval Peixoto, lembra que o grande amigo de Franco Neto foi “absolutamente perfeccionista no capricho da leitura do texto até fora do ar”.

“Antes de ir para o ar, Franco tinha o cuidado de ler e saber a pronúncia correta dos nomes de todos os personagens que ele iria citar”, conta Joseval. Franco Neto teve o cuidado de ligar para o consulado sueco para saber pronunciar o nome do novo secretário-de Estado da ONU Dag Hammarskjöld.

 

 

 

As instalações da colônia foram adquiridas pelo Sindicato no ano de 2003, a proposta foi de garantir um espaço de lazer e descanso, a custo acessível aos radialistas e seus familiares. No entanto, em todo esse período, ela nunca se manteve financeiramente, a entidade sempre destina recursos para garantir a manutenção dessa estrutura, criando um déficit orçamentário na administração desse espaço.
Isso acontece principalmente por que a colônia só é ocupada na sua totalidade na semana do ano novo e no carnaval, no restante do ano ela é subutilizada.
Por diversas vezes, durante assembleias orçamentárias, quando foi tratado esse assunto, algumas alternativas foram colocadas, mas até agora, nenhuma dessas medidas resolveu esse problema.
Assim como a compra da estrutura da colônia foi decidida em assembleia, o futuro dela também deverá ser uma decisão dos trabalhadores, em breve, o Sindicato convocará a categoria para tomar essa decisão.

Aconteceu nesta quarta-feira (31) a primeira audiência pública promovida pelo Grupo de Trabalho Comissão da Verdade criado em 2016 no Ministério do Trabalho para apurar os crimes da ditadura empresarial-militar contra o movimento sindical e lideranças dos trabalhadores durante os 21 anos do regime dos quartéis. Formalmente o trabalho do GT vai se debruçar sobre o período de 1946 a 1988, mas o foco é o pós-golpe de 1964 até a redemocratização do país. O tema da primeira audiência foi “A repressão às entidades sindicais: O Ministério do Trabalho contra a Classe Trabalhadora”.

O evento aconteceu na sede da escola do Dieese, em São Paulo.

O GT – Produto de uma recomendação da Comissão Nacional da Verdade (CNV) criada pelo então governo Dilma Rousseff e da pressão de dirigentes sindicais de diversas organizações, o grupo de trabalho estudará cerca de cinco mil caixas de documentos guardados na sede do Ministério do Trabalho e seu Centro de Referência do Trabalhador Leonel Brizola, e também no Arquivo Nacional. Nas audiências públicas também serão recebidos novos documentos, depoimentos e todo tipo de material que possa comprovar os impactos das ações ditatoriais sobre os sindicatos e as vidas de lideranças dos trabalhadores durante os anos de chumbo.

Durante a audiência foi protocolado o documento Pela preservação da memória dos trabalhadores e de suas organizações. O texto ressalta que parte da história do MTE “está oculta ou desaparecida” ou “em estado lastimável”, o que compromete o resgate da memória histórica. O documento ressalta ainda que, apesar do apoio por parte da Secretaria de Relações do Trabalho do MTE, diante do volume do acervo sem organização, parte da tarefa do GT “tende a se tornar inviável”.

As centrais reivindicaram “que sejam tomadas imediatas providências para o tratamento arquivístico e preservação desses documentos a fim de frear a deterioração dos mesmos e torná-los acessíveis a quem deles necessitar”, bem como a “separação do material relativo à vigilância e intervenção às entidades de trabalhadores”.

“O mais importante do dia de hoje foi o protocolo do documento assinado pelas dez centrais junto ao representante do Ministério do Trabalho presente à audiência”, ressaltou o coordenador do Sindicato dos Radialistas de São Paulo e suplente da diretoria da Fitert, Sérgio Ipoldo.

CUT, Central dos Servidores Brasileiros, CSP-Conlutas, CTB, Força Sindical, Intersindical Central e Intersindical Instrumento de Luta e Mobilização da Classe Trabalhadora, Nova Central Sindical e UGT integram o GT.

O calendário das próximas audiências é o seguinte:
05/07 – Belém
25/07 – Rio de Janeiro
12/09 – Recife
26/09 – Porto Alegre
21/11 – Brasília
05/12 – Ato de encerramento e previsão de entrega do relatório final do GT.

 

Fonte: FITERT

O Sindicato dos Radialistas no Estado de São Paulo convoca todos os associados para a Assembleia onde irá se discutir e deliberar os assuntos referentes ao 10º Congresso Estadual dos Radialistas.

Além da fixação da data a se realizar o congresso, se elegerão os delegados e serão discutidos e deliberados o regimento interno e o temário.

Veja o edital de convocatória:

 

 

10/06 às 9h
Sede do Sindicato
Rua Conselheiro Ramalho, 992 - Bela Vista/ SP

 

 

 

O GT Comissão da Verdade no Ministério do Trabalho, realiza audiência pública no próximo 31 de maio, para abordar "A repressão às entidades sindicais: O Ministério do Trabalho contra a Classe Trabalhadora. Este GT foi constituído no ano de 2016 deve finalizar seus trabalhos no final deste ano.

O objetivo dessa audiência é divulgar a pesquisa realizada pelo grupo e apurar novos testemunhos e documentação de trabalhadores atingidos pela repressão do Ministério do Trabalho e Emprego durante a Ditadura civil-militar no Brasil.

Nove centrais e movimentos sindicais participam dessa iniciativa, incluindo a Intersindical. 

Data: 31 de maio

Hora: 9h30

Local: DIEESE – Rua Aurora, 957. 1º andar, Santa Ifigênia, São Paulo – SP

Durante o Protesto Ocupa Brasília, convocado pelos movimentos sindicais, as centenas de caravanas de todo o país se reuniram na capital nacional para marchar contras as retiradas de direitos, a precarização das vidas dos trabalhadores e pela renúncia de Michel Temer, e foram duramente reprimidos.