WhatsApp Image 2018 04 26 at 10.53.58

Foto: Divulgação: Trabalhadores da EBC em Rio de Janeiro

 

De forma ilegal, Governo e Direção da EBC querem tornar Agência Brasil e TV Brasil órgãos governamentais e liquidar de vez a comunicação pública

Em mais um ataque à comunicação pública, a direção da Empresa Brasil de Comunicação e representantes do Governo Federal tentam liquidar, de forma ilegal, a possibilidade da empresa pública fazer jornalismo, mudando a finalidade da Agência Brasil e a TV Brasil.

Na reunião do Conselho de Administração nesta segunda (23), Larte Rimoli, presidente da EBC, e Márcio Freitas, Secretário de Comunicação de Temer, apresentaram um novo "realinhamento da estratégia da EBC", um documento que orienta as atividades da empresa pública, com voto contrário do representante dos empregados no Conselho de Administração.

*O governo definiu que uma das estratégias da EBC será o de "fortalecer a comunicação de Estado". O documento ataca diretamente o jornalismo público da emissora, impondo uma "adaptação da Agência Brasil para a comunicação de Estado", passando a "comunicar APENAS notícias de Estado". *

WhatsApp Image 2018 04 26 at 10.53.53

Foto Divulgação: Trabalhadores da EBC em São Paulo

 

O governo afirma ainda que a "TV Brasil não dispenderá esforços na captação e produção de conteúdos do Estado". Assim liquidar o papel público da emissora, colocando-a refém dos interesses do governo federal, voltando sua programação para o governo, função exclusiva da TV NBR.

A proposta da diretoria da EBC ainda prevê ampliação da terceirização na empresa e o acúmulo de funções pelos empregados.

As mudanças são ilegais já que contrariam a Lei que criou a EBC. A legislação, mesmo que modificada por Temer em 2016, manteve alguns dos dispositivos que garantiam a autonomia da empresa pública. Em seu artigo 2º parágrafo 8º, a Lei da EBC afiram que a empresa deve ter “autonomia em relação ao Governo Federal para definir produção, programação e distribuição de conteúdo no sistema público de radiodifusão”.

O Sistema Público de Comunicação é previsto na Constituição Federal, como complementar ao sistema ESTATAL e privado. A comunicação dos poderes de Estado, ou o sistema Estatal, já é realizada pelas emissoras próprias do Legislativo, do Judiciário e do Executivo, que no caso desse último, é operado pela EBC como prestação de serviços, através da NBR e da Voz do Brasil.

Essa possibilidade de prestação de serviços de radiodifusão para o Governo Federal pela EBC, mesmo que previsto em Lei, tem dentro da própria empresa sua distinção dos veículos públicos. Existe um setor específico para isso, a EBC Serviços, que mantém, desde a criação da EBC em 2008, contratos de prestação de serviço com a Secom/PR para a manutenção da TV NBR - Canal do Governo Federal e a programação do executivo na Voz do Brasil, além do serviço de publicidade legal.

Essa prestação de serviços já gerou e gera inúmeros problemas na autonomia da empresa, que tem parte dos seus recursos vinculados à Secretaria de Comunicação do Governo Federal. Mas modificar o papel dos veículos públicos que deveriam levar conhecimento crítico ao cidadão passando a apenas "comunicar atos do Estado" é mais um ataque ao direito à informação da sociedade brasileira.

 

WhatsApp Image 2018 04 26 at 10.53.55

Foto Divulgação: Trabalhadores da EBC em Brasília

 

No final de 2017, a direção da empresa já havia modificado a “visão” institucional da EBC, retirando a referência à “comunicação pública” do objetivo futuro da empresa. Em 2016, a empresa pública já sofria com a interferência do Governo Temer, que destituiu o ex-presidente da EBC que detinha um mandato de 4 anos e a cassou todo o Conselho Curador, através de uma Medida Provisória, atentando contra a autonomia da comunicação pública. Desde então, a EBC sofre com fortes cortes orçamentários, denúncias de censura na redação dos veículos públicos e perseguições a jornalistas e radialistas.

A experiência de comunicação pública brasileira que completou 10 anos neste ano está sendo alvejada e cabe aos trabalhadores e trabalhadoras junto com a sociedade brasileira defendê-la. Não calarão a nossa voz, vamos resistir com a nossa missão de ter mais pluralidade e diversidade de informação e opinião, principalmente agora no momento que o Brasil mais precisa.

Sindicato dos Jornalistas de SP, RJ e DF

Sindicato dos Radialistas de SP, RJ e DF

RedeTV logo 

Com informações Sindicato dos Jornalistas de SP

Emaranhados numa negociação difícil com o patronal os Jornalistas estão diante de um dilema, que pode decidir para o bem ou para o mal, o horizonte  manutenção de seus direitos para a categoria. Cientes desse desafio os jornalistas da Rede TV! lançaram uma carta aberta aos companheiros da categoria alertando o risco da assinatura da convenção coletiva de Trabalho da categoria se abrirem mão de direitos históricos da categoria. 

A Campanha Salarial dos jornalistas de Rádio e TV prossegue com a realização de plebiscito  com os trabalhadores do setor até o próximo dia 2 de maio. Diante da perda de direitos que as empresas querem impor para fechar a Convenção Coletiva, os profissionais da Rede TV alertam aos demais colegas da categoria para os riscos da mudança no banco de horas, caso a proposta patronal seja aprovada na consulta.

A antiga redação da cláusula na Convenção Coletiva garante o pagamento de horas extras para jornada acima de cinco de horas, mas os patrões querem mudar e apresentaram uma nova redação que dá margem para que as empresas não façam qualquer pagamento a partir da sexta hora trabalhada. Além de ficar sem receber, os profissionais terão as horas compensadas em até seis meses. 

Caso a proposta dos empresários seja aprovada no plebiscito, o salário dos jornalistas da Rede TV será reduzido em até 43% e o mesmo poderá ocorrer com profissionais de outras empresas, alertam os trabalhadores e trabalhadoras da emissora. Confira a carta na íntegra:

 

"Carta dos jornalistas da Rede TV à categoria

Sobre a possibilidade de redução nos nossos salários a quase a metade do que é hoje!

Muitos de nós da Rede TV tivemos a oportunidade de discutir longamente os impactos negativos das mudanças propostas pelas empresas na Convenção Coletiva. Uma dessas modificações, sobre as horas extras, pode nos impactar profundamente de maneira imediata, e ao resto da categoria em seguida.

Como era na Convenção passada? A 6a e a 7ª hora diária eram obrigatoriamente pagas no final do mês, independentemente do contrato do jornalista.

Nós, que somos na maioria contratados por uma jornada de 5 horas, trabalhamos todos os dias pelo menos 7 horas. Recebemos todo mês entre 48 e 54 horas extras - pagas - e os nossos vencimentos na prática equivalem aos salários de quem tem jornada contratada de 7 horas.

A mudança que as empresas querem impor: que a 6ª e a 7ª hora possam integrar o banco de horas. Qual é o impacto imediato? Para nós e para outros colegas da categoria, significa a possibilidade de, nos próximos meses, termos uma redução de até 43% nos nossos vencimentos!

A empresa vai conseguir garantir a produção com os jornalistas compensando todas essas horas? Dificilmente. Mas não é exatamente disso que se trata. A questão é a ameaça sobre nossas cabeças de que uma parte (maior ou menor) dessas horas não seja paga.

Outro problema grave é que as empresas teriam um prazo folgado, de até 6 meses, para pagar algumas dessas horas extras – se é que vamos receber por elas.  Além disso, essas horas terão um valor menor: quando pagas no mesmo mês, a 6ª hora tem o adicional de 75% e a 7ª hora tem 100%. Uma vez que sejam integradas no banco de horas, aquilo que não for compensado ao final dos 6 meses é pago com adicional de 55%. Daí porque dizemos que haverá redução imediata de renda!

Em quantas grandes empresas do nosso setor os jornalistas não conseguem acompanhar se estão realmente folgando ou recebendo todas as horas que lhes são devidas? Isso na forma atual do banco de horas: com limite de 21 horas no mês, pagas em até 2 meses. Imagina quando não houver limites e o prazo for de 6 meses?!

ESSE PROBLEMA NÃO É SÓ DA REDE TV! É de boa parte dos jornalistas contratados por 5 horas em pequenas empresas espalhadas pelo estado e é, também, de todos os colegas que hoje são contratados por 7 horas! Por quê? Porque, com essas alterações na Convenção Coletiva, as empresas poderão demitir e contratar funcionários por um novo padrão que apresenta custos menores. Por isso, é o emprego de todos e todas que estará em risco!

O que vivenciamos agora é o que pode acontecer com o conjunto dos colegas futuramente. Na Rede TV já passamos por um processo em que as contratações eram de 7 horas e mudaram para 5 horas, o que nos coloca agora nessa situação diante da proposta patronal.

IMPORTANTE! As empresas só poderão fazer essas mudanças, sem perigo de serem questionadas na Justiça, se a maioria da nossa categoria decidir que o Sindicato dos Jornalistas deve assinar essa proposta.

Repetindo: se a nossa categoria aceitar essas condições, será infinitamente mais difícil lutar contra isso, seja por meios sindicais ou por meios jurídicos.

Alguns empresário ou diretores de redação têm ameaçado empregados com a perda da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), por exemplo, caso não aceitem a proposta patronal de Convenção Coletiva, mas é imprescindível entender que não há PLR que compense a perda salarial que isso representa, ou mesmo a perda do emprego!

Por isso é que estamos enviando esta carta, para dialogar com todos os colegas sobre a necessidade de votar “não” nesta proposta patronal  - seja por solidariedade a uma parte significativa da nossa categoria, seja por preocupação com o futuro imediato de cada um - e para seguir discutindo os caminhos para garantir nossos direitos coletivos.

Osasco, 19 de abril de 2018

Jornalistas da Rede TV"

 

 

 

 33610404456 2923d35dc1 z

Foto: Ronaldo Werneck   Sérgio Ipoldo (microfone na mão) é diretor coordenador do Sindicato dos Radialistas no estado de São Paulo

Com informações FITERT

Nesta segunda e terça feira dirigentes dos Sindicatos dos Radialistas de quase todo Brasil, se reúnem, junto a Federação dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão (FITERT), em Brasília/DF, para discutir ações em defesa da Lei do Radialista. Representando os radialistas de São Paulo irá Sérgio Ipoldo, que é diretor coordenador do Sindicato dos Radialistas no estado de São Paulo.

A reunião se faz necessária devido a promulgação de uma Lei, realizada sorrateiramente pelo governo Temer,  que mexe com o quadro anexo das funções dos Radialistas. Na prática reduzindo as 94 funções regulamentadas para apenas 25.

A expectativa é que os dirigentes, presentes na reunião da FITERT, tirem encaminhamentos para impedir que a Lei do Radialista seja alterada da forma como está.

 

 

Nota de repudio e indignao prof analise 1200x660

 

Mais uma vez, o gerente-executivo da Agência Brasil, Alberto Coura, usa o e-mail corporativo da empresa para desferir ataques e ofensas a profissionais subordinados a ele. Desta vez, de forma leviana e inapropriada, Alberto Coura agrediu publicamente a repórter Isabela Vieira pelo simples fato de a profissional ter questionado a qualidade do último Boletim da Ouvidoria.

Em tom de desprezo à opiniões contrárias, o gerente-executivo tentou desqualificar a trajetória de mais de dez anos da profissional reconhecida por sua competência técnica dentro e fora da EBC e se pôs a humilhá-la em e-mail endereçado a todos os profissionais do setor.

Indicação do Diretor de Jornalismo, Lourival Macedo, Alberto Coura tem marcado sua gestão à frente da Agência Brasil pelo autoritarismo, pela falta de diálogo e por episódios como esses, de ataques e perseguições a profissionais do setor e a lideranças dos trabalhadores. Importante destacar que Isabela Vieira é também representante dos trabalhadores no Conselho de Administração e tem feito questionamentos importantes à Diretoria de Jornalismo, como forma de elevar a qualidade do setor.

Já o gerente Alberto Coura tem pautado sua atuação no cargo pelo proselitismo político e pelo desrespeito às normais de jornalismo da EBC. Partiu dele a ordem para que a Agência Brasil publicasse menos matérias sobre o brutal assassinato da vereadora Marielle Franco, por considerar o tema “repetitivo” e “cansativo”, além de censurar reportagens sobre a intervenção federal.

O cenário de assédio moral é sistêmico na EBC e causa prejuízo aos cofres públicos, com ações na Justiça e licenças médicas. Rebaixam mais ainda a gestão do jornalista Laerte Rímoli, presidente da EBC, atolado de denúncias. Há poucas semanas, veio a público um assessor de Rímoli, o único entre os mais 2 mil empregados da EBC, com autorização para “trabalhar de casa”. A gestão age com autoritarismo ao mesmo tempo em que beneficia amigos nos cargos mais altos com “condições especiais”.

Diante disso, e em solidariedade à Isabela Vieira e a todos os empregados lotados na Agência Brasil, a Comissão de Empregados e os sindicatos dos jornalistas do Rio de Janeiro , Distrito Federal, e São Paulo consideram a manutenção de Alberto Coura no cargo uma afronta e uma demonstração de total falta de compromisso da direção da EBC com um ambiente de trabalho harmônico e de bem-estar dos empregados. A permanência dele é uma afronta também ao Código de Ética da própria empresa e demais normas internas.

Comissão de Empregados da EBC
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio de Janeiro
Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo
Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro
Sindicato dos Radialistas de São Paulo
Representação dos Trabalhadores no Conselho de Administração da EBC

 

notaderepudio

Nota de Repúdio

 

Nos últimos dias acompanhamos estarrecidos a violência praticada por manifestantes contra os trabalhadores de empresas de Rádio e TV, que faziam a cobertura jornalística do desenrolar da prisão do ex- presidente Lula.

 

Sabemos que os meios de comunicação, como extensão de um instrumento de criação de valores e dominação ideológica, têm preferências políticas e interesses econômicos, muitas vezes divergentes de determinados grupos políticos. A postura desses veículos, ao fazerem cobertura jornalística enviesada, e que se enquadram dentro de seu escopo de interesses, desperta antipatia de seguimentos da sociedade contrários ao tipo de cobertura jornalística dispensada, muitas vezes da realidade dos fatos.

 

Não justifica a violência contra os trabalhadores, por posturas questionáveis por parte da direção das empresas de Rádio e TV. Os trabalhadores tão somente seguem ordens profissionais de desempenharem suas funções, portanto, estão alheios ao direcionamento que o jornalismo de cada emissora opta.

 

É necessário que as lideranças desses grupos políticos orientem sua militância a não atacarem os trabalhadores, que estão apenas no seu exercício profissional.

 

A diretoria do Sindicato dos Radialistas no estado de São Paulo repudia a violência praticada contra os radialistas no último final de semana. É imperativo afirmar que a violência contra os profissionais não contribui para mudança do tipo de cobertura que as emissora praticam. Primeiro porque a direção das empresas de Rádio e TV não enxergam os trabalhadores com o devido valor a ponto de não fornecerem materiais de proteção e, segundo, que a luta pela regulação da mídia e pela democratização dos meios de comunicação é uma luta travada com o compromisso de respeito e valorização desses profissionais.

 

Diretoria do Sindicato dos Radialistas no estado de São Paulo.

noticias temerameacaleidosradialistas 1 860x400

 

Com informações do Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro

 

Radiodifusores fazem lobby junto a Temer e seus deputados comprados, para aprovarem mudança radical na Lei dos Radialistas.

 

Em total subverniência aos interesses dos patrões de Rádio e TV o governo golpista de Michel Temer  conseguiu fazer com que o Congresso Nacional aprovasse a alteração do §4° do Art 4° da Lei 6615/78 (Lei dos Radialistas). A mudança na legislação prevê que as atividades exercidas pelos profissionais nas empresas de Rádio e Televisão devem atender a “evolução tecnológica e as multifuncionalidades”. Mas, encabeçada por corporações que sempre violaram esta lei, como a Rede Globo, a nova proposta promete prejudicar bastante os radialistas de todo o Brasil.

Depois da lei alterada, agora as empresas de Rádio e TV se uniram para alterar o quadro anexo do Decreto 84.134/79, que regulamenta as funções de radialista (e que sempre foi a principal ferramenta para comprovar os abusos e acúmulos aplicados por muitas emissoras). A proposta da Federação Patronal (FENAERT) prevê que as 94 funções regulamentadas pela nossa profissão sejam transformadas em apenas 22.

Na prática, a proposta prevê a supressão do direito de recebermos adicional de acúmulo de função e de reivindicarmos desvio ou dupla função.

Se utilizando do discurso de que a nossa lei precisava ser atualizada por conta da evolução tecnológica, os patrões do Rádio e da TV estão prestes a entubar 2, 3, 4, 5 ou até 6 funções ou mais por trabalhador, pagando um único salário.
Apesar de hoje esse tipo de exploração já existir, o trabalhador que reivindica seus direitos na justiça acaba recebendo o devido reembolso com juros e correção monetária.

O que podemos fazer?!

Todos os dias movemos muitos processos sobre acúmulos e desvios de função, e milhares de radialistas conseguem seus direitos, por isso mesmo as empresas tentam mudar a lei. A única chance é unir todos os radialistas do Brasil contra esse ataque!  CLIQUE AQUI para se manifestar contra esta proposta, e defenda seus direitos! 

Os Sindicatos de Radialistas por todo o Brasil estão unidos através da Federação dos Radialistas (FITERT) para tentar promover uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) junto ao Supremo Tribunal Federal e também unindo esforços para intervir junto ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) contra a proposta da Federação Patronal.

Porém, o fato é que depois que a Reforma Trabalhista foi aprovada e sancionada, os sindicatos brasileiros perderam a força institucional dentro de nossa república, o que faz o jogo ficar bem mais difícil para os trabalhadores. “O triste é saber que entre nossos próprios colegas de trabalho, muitos apoiaram este golpe, sem perceber que estávamos todos na mira… Só a Luta Nos Garante!”, comenta o Presidente Leonel Querino.

Ilegalidade do processo

A proposta de alteração do artigo sobre as funções da profissão de radialista entrou de forma sorrateira em um Projeto de Lei que possuía outro tema e já havia avançado em vários níveis do Congresso. Por isso, aprovar a alteração das funções profissionais agora é inconstitucional.

Este projeto versava sobre a concessões de rádio e TV (autorização temporária do governo para as empresas que querem explorar o setor). A menção às condições dos trabalhadores só foi incluída logo após o impeachment de Dilma Rousseff, quando o projeto estava na Comissão de Ciência e Tecnologia, por meio de um substitutivo. Nesse substitutivo, a proposta passa a versar sobre a mudança das funções do radialista.

Próximos passos

A nova lei indica uma alteração do decreto, que ainda não foi alterado diretamente, pois deve er feito pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Esse decreto não precisa ser apresentado na Câmara para debate, portanto não tem prazo de tramitação. Mas o processo deve ter a participação de entidades representativas tanto dos patrões como dos trabalhadores, e é aí que a sua voz pode fazer a diferença!

A Federação Nacional das Empresas de Radiodifusão do Brasil (FENAERT) apresentou uma proposta de novo texto para o quadro anexo que regulamenta as funções da profissão. Nessa proposta as 94 funções atuais são transformadas em apenas 22 funções genéricas, que permitem o acúmulo desenfreado.
Então, o MTE entrou em contato com a Federação dos Trabalhadores do Rádio e da TV (FITERT), perguntando se concordamos ou não com a proposta das empresas.
A FITERT já respondeu que é contrária à proposta
, que não protege as especificações de cada função, evitando o acúmulo e prevenindo o direito à justiça nesses casos. Mas somente com a força de toda a categoria é que podemos pressionar o Ministério a não ignorar nosso direito! 

Por isso começamos esta campanha popular: #EuDefendoOsRadialistasDoBrasil. Divulgue para os colegas, clique e assine para participar! A força do nosso sindicato e a garantia do seu futuro como profissional também depende de você!

 

O jornal Folha de S.Paulo noticiou nesta segunda-feira (20/03) a ordem de um gerente da Agência Brasil de diminuir a cobertura sobre a execução de Marielle Franco e Anderson Gomes no Rio de Janeiro. Ontem (19), o gerente-executivo da Agência, também por email, ordenou que a sucursal da empresa no Rio de Janeiro deixe de fazer a cobertura de manifestações motivadas pelo brutal crime por considerar o tema "repetitivo" e "cansativo".

O governo, assim, diz que auxilia a investigação do caso, mas pede que diminua a cobertura pela EBC. Um jogo duplo grave contra a democracia. Um dos chefes da mesma Agência Brasil, citado pela Folha, foi assessor, por 6 anos, do atual ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e do Ministério da Defesa. As ordens dele, nas últimas semanas, são de um relações públicas, exigindo a cobertura de todas as ações da intervenção, incluindo pautas menos relevantes, como a distribuição de flores pelos militares, na Vila Kennedy, e da revista em infantil, o Recrutinha, em São Gonçalo. Desta forma, tem sobrecarregado a pequena equipe da sucursal, impedida de fazer a cobertura aprofundada do tema, mostrando os problemas históricos na segurança pública do Estado.

O fato é grave somado ao contrato com a Agência Nacional de Água (ANA), que sobrecarrega as equipes, prejudicando a cobertura de diversas notícias, como a própria investigação sobre o caso da execução da vereadora e de seu motorista. Os Sindicatos, Comissão e representantes abaixo assinados reiteram que esse contrato, de 1,8 milhão de reais com a ANA para a cobertura do Fórum Mundial da Água, viola a independência e a autonomia editorial da EBC.

Esta “prestação de serviço” - conforme interpretação legal propositalmente equivocada da diretoria da EBC -  não pode colidir com as diretrizes fixadas em lei para os veículos públicos. Não há explicação razoável para que essa cobertura paga não tenha sido feita pelo canal de TV NBR e pela Voz do Brasil, cujo conteúdo é orientado pela Presidência da República. Com o contrato ilegal, alertamos que ANA e governos estaduais e federal conseguem intervir no conteúdo, sempre a seu favor.

O nível da censura chegou a barrar posições críticas à empresas patrocinadoras do evento e atingiu o ápice com a demissão do chefe de Redação da Agência Brasil, em São Paulo, o jornalista Décio Trujilo, há poucas semanas, por pressão do governo de São Paulo, depois de matéria que desagradou, sobre problemas no abastecimento em SP. Vale lembrar que, enquanto a Agência Brasil publica cerca de 10 matérias por dia sobre o Fórum Mundial da Água, devido a sobrecarga dessa cobertura paga, a EBC, pela primeira vez desde de sua criação, deixou de cobrir o Fórum Social Mundial e mal vem cobrindo o Fórum Mundial Alternativo da Água, que reúne ambientalistas e especialistas críticos ao fórum oficial. Importante destacar que ambos os fóruns têm cobertura da mídia comercial, dadas suas relevâncias.

Assim, as entidades, em resposta à demanda dos trabalhadores e trabalhadoras, pontuam três questões básicas direcionadas aos colegas, nas coberturas em todas as praças:

1) Aqueles que se sentirem constrangidos pelo contrato, por seus problemas legais ou editoriais, têm todo o direito de se recusar a produzir, escrever, editar e finalizar os diferentes conteúdos. O amparo está no Código de Ética dos Jornalistas (Cláusula de Consciência) e também no Código de Ética da própria EBC. Ambos garantem aos profissionais a discordância de uma cobertura imposta, com características ilegais.

2) Há também o direito de não assinar as matérias ou, no caso da televisão, de não gravar a “passagem” (momento em que o jornalista mostra seu rosto na reportagem). Isso também encontra amparo na Cláusula de Consciência estabelecida pelo Código de Ética dos Jornalistas. Ao informar a chefia sobre tal procedimento, pode ser citada a cláusula referida:

“Capítulo IV - Das relações profissionais  Art.  13.  A  cláusula  de  consciência  é  um  direito  do  jornalista,  podendo  o  profissional  se  recusar  a  executar  quaisquer  tarefas  em  desacordo  com  os  princípios deste Código de Ética ou que agridam as suas convicções”.  Ainda, o Manual de Jornalismo da EBC, na página 38, deixa claro que o apoio financeiro não está incluso nas possibilidades de cobertura jornalística da empresa:  “Como regra geral, a EBC não recebe apoios externos para a  realização do trabalho jornalístico. Contudo, algumas coberturas podem receber apoio logístico e operacional de órgãos do governo ou de instituições públicas e privadas. Para que não haja conflitos de interesses é necessário considerar a motivação do apoio proposto. Se o assunto merece ser abordado mesmo sem a existência do apoio, se a produção for inviável sem o apoio, se é motivado pelo interesse público e não busca benefício financeiro, partidário ou promoção do órgão, pessoa ou entidade que ensejou a produção, em conformidade com o princípio da impessoalidade, pode-se  concretizar a cobertura. É preciso deixar claro ao público esse apoio”. 

3) Assim, por último, seguimos exigindo que as produções textuais para TV, rádio e internet reservem um espaço, inicial ou final, para deixar claro a todos brasileiros que o financiamento desta cobertura foi feito via contrato entre EBC e ANA. Essa informação visa transparência, não possibilitando qualquer forma de dissimulação e garante ao público o direito constitucional à informação. A Lei de criação da EBC é clara ao fixar os princípios e objetivos da comunicação pública, cujo jornalismo não deve ser subordinado a governos, partidos ou órgãos específicos. A EBC existe, a partir de uma demanda da sociedade, para exercer um papel de cobertura jornalística, não de propaganda institucional.

20 de março de 2018

Federação Nacional dos Jornalistas - FENAJ

Sindicato dos Jornalistas do DF, RJ e SP

Sindicato dos Radialistas do DF, RJ e SP

Representantes dos Trabalhadores no Conselho de Administração da EBC 

Comissão de Empregados da EBC do DF, RJ e SP

sindicatos coimunicação

Artistas, jornalistas e radialistas se organizam de forma solidária na defesa de seus direitos.

 

Tendo o mesmo patronato, os trabalhadores das categorias dos Artistas, Jornalistas e Radialistas apontaram uma plataforma comum de organização.

 

Com informações SJPSP

 

Os jornalistas, artistas e radialistas têm enfrentado a mesma intransigência patronal na Campanha Salarial dos profissionais de rádio e TV do estado de São Paulo e, por isso, os sindicatos das categorias lançaram um manifesto conjunto que está sendo distribuído em panfletagens nas emissoras paulistas.

A primeira panfletagem foi no último dia 15, das 5h às 18h, nas redes Bandeirantes e Globo, reunindo sindicalistas dos três segmentos em diálogo com os trabalhadores e trabalhadoras das emissoras, e a ação prossegue nesta semana na Record.

No documento, as entidades expressam sua preocupação comum quanto à postura intransigente dos patrões nas negociações das campanhas, apontam a adoção de ações conjuntas de solidariedade e se dirigem às empresas de comunicação “no sentido de que negociem e garantam a preservação dos direitos de todos e todas”.

Os artistas, jornalistas e radialistas apontam, ainda, o indicativo de que a luta conjunta pode “evoluir para uma única Convenção Coletiva dos três setores, preservando os pisos e os direitos de cada segmento” e se manifestam contra a “reforma” trabalhista que vigora desde novembro passado.

Confira a íntegra do manifesto, também disponível no boletim Mural.

“Nas emissoras de televisão e rádio, artistas, jornalistas e radialistas são como uma única categoria: compartilham o mesmo ambiente de trabalho, os mesmos patrões – numa palavra, o mesmo destino profissional. A pressão vinda da reforma trabalhista, que entrou em vigor em novembro passado, retirando direitos consagrados há muito tempo, atinge o conjunto com a mesma força.

Apesar das diferenças entre os profissionais, de salários, de formação e de função, vivemos um momento no qual direitos comuns a todas e todos – como jornada regular de trabalho, o gozo de um mês de férias ao ano, piso salarial, reajuste anual de salários, e até indenização em caso de demissão – estão sob forte ameaça por parte das empresas, com base na precarização da lei.

Os três sindicatos da área (de artistas, jornalistas e radialistas), que também têm diferenças em suas histórias e em pontos de vista, manifestam por meio deste texto sua preocupação comum com a intransigente postura patronal na campanha salarial dos jornalistas – cuja data-base é 1º de dezembro, a primeira após a entrada em vigor da reforma trabalhista –, visando a retirar ou diminuir pontos existentes há décadas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), como o quinquênio, a diária de viagem ou a estabilidade pré-aposentadoria, entre outros, e sobretudo negando-se a negociar qualquer cláusula, numa postura de imposição absoluta de sua proposta para a Convenção Coletiva.

Não podemos assistir passivamente as empresas de rádio e televisão apoiarem-se nessa reforma para precarizar ainda mais as condições de vida dos trabalhadores que representamos. É preciso que as CCTs sejam preservadas e que incluam garantias aos assalariados, como a vigência das regras da convenção para todas(os) e a manutenção das atuais condições como base para negociações futuras.

Decidimos, então, adotar ações conjuntas de solidariedade entre artistas, jornalistas e radialistas, de mútuo apoio, nos dirigindo também às empresas no sentido de que negociem e garantam a preservação dos direitos de todos e todas.  Quem sabe, isso poderá até evoluir para uma única Convenção Coletiva dos três setores, preservando os pisos e os direitos de cada segmento.

Afirmamos nosso compromisso com a democracia sindical, de forma que os passos a serem dados serão, a seu tempo, decididos pelas próprias categorias, em reuniões e assembleias conjuntas.

Juntos, desde agora, os três sindicatos manifestam sua posição pela revogação da lei que instituiu a reforma trabalhista, num panorama de golpe institucional no país, e se dispõem a se engajar em todas as mobilizações que apontem nesta direção.

Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos e Diversões do Estado de São Paulo (Sated)

Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP)

Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão no Estado de São Paulo (Radialistas-SP)

São Paulo, 16 de março de 2018”

marielle2

Marielle Franco, militante na área de direitos humanos e vereadora do PSOL, e o motorista Anderson Pedro foram assassinados na noite de ontem no Rio de Janeiro

 

 Por Intersindical

 

Marielle Franco e Anderson Pedro Gomes voltavam de uma atividade sobre a luta das mulheres negras, quando o carro foi cercado e mais de 10 disparos foram feitos. Marielle e Anderson morreram no local.

Marielle era a vereadora do PSOL, responsável pela relatoria da comissão da Câmara Municipal do Rio de Janeiro que acompanhava a intervenção das ações da Polícia Militar e das Forças Federais nas favelas do Rio de Janeiro.

Há poucos dias denunciou as ações da intervenção do 41° Batalhão da PM na favela de Acari, a violência contra os moradores da comunidade, os assassinatos impunes. Marielle cresceu sentindo na pele a violência do Estado: moradora do Complexo da Maré, dedicou parte importante de sua militância denunciando a criminalização e a violência contra a população pobre trabalhadora.

Contra as armas do Capital, o avanço da luta da classe trabalhadora: a mando do Capital, o Estado executa ou é cumplice dos assassinatos dos lutadores de nossa classe. Os trabalhadores rurais que lutam contra o desmatamento florestal e pela terra seguem sendo assassinados em vária regiões do país, a violência do Estado se amplia contra as mobilizações dos trabalhadores e o assassinato de Marielle e Anderson mostra, mais uma vez, que o Capital e seu braço armado não tem poupado cassetetes e balas para tentar frear a luta de nossa classe. Mas não conseguirão.

A intervenção no Rio de Janeiro a cada dia escancara sua verdadeira face: ampliar a violência contra a juventude e os moradores da comunidade. Assassinatos, prisões arbitrárias e espancamentos continuam sendo o duro cotidiano dos trabalhadores.

Mais do que nossa solidariedade ativa aos companheiros e familiares de Marielle e Anderson, é no avanço da luta de nossa classe que esse crime não ficará impune. É no avanço da luta contra as ações do Capital e de seu Estado que enfrentaremos as outras formas de violência que nos retiram direitos, moradia, comida, dignidade.

MARIELLE E ANDERSON PRESENTES, NA LUTA DE NOSSA CLASSE QUE SEGUE.

WhatsApp Image 2018 03 13 at 07.27.16

Foto: Nadir Jacob    Em São Paulo ato em repúdio a censura e criminalização promovido pela EBC

 

Sindicato dos Radialistas participaram nesta manhã de terça feira (13) de ato em Campanha em defesa da EBC. A emissora vem sendo dirigida de forma que a censura e a criminalização são promovidas pela Agência Brasil, veículo público da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), na cobertura do protesto das mulheres camponesas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), realizado no parque gráfico do jornal O Globo, na última quinta-feira (8), por ocasião da jornada de lutas do Dia Internacional da Mulher.

A ocupação, pacífica e que durou algumas horas, teve o objetivo de denunciar a já histórica parcialidade das Organizações Globo na cobertura dos fatos políticos do país, em especial o apoio descarado ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff e o endosso das medidas do governo Temer que retiram direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, para citar dois dos exemplos mais recentes. Na matéria publicada pela Agência Brasil, a mais importante agência de notícias do país, o título (“No Rio, mulheres do MST promovem ato de vandalismo em parque gráfico da Globo”) foi claramente editorializado para expressar uma opinião política que não cabe em um texto que se pretende jornalístico. Além disso, o termo ocupação foi substituído por invasão, destoando de uma cobertura equilibrada e imparcial dos conflitos sociais que sempre foi a marca da Agência. De maneira ainda mais grave, a matéria foi editada de forma a omitir completamente a versão do MST sobre o protesto e destacar a versão da Globo, num claro gesto de censura que remonta aos tempos mais sombrios da história do país. 
 
Com informações do Forum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC).
 
 
 

registro profissional

Foto: Reprodução          Registro Profissional só é emitido pelo Ministério do Trabalho

 

O Sindicato dos Radialistas reajusta a taxa do atestado de capacitação profissional, mais conhecido como taxa do registro profissional que, há mais de 15 anos estava com o mesmo valor e passa a ser de R$ 150,00, a partir do dia primeiro de abril deste ano.

O atestado de capacitação profissional é um documento emitido pelo Sindicato dos Radialistas no estado de São Paulo depois que a Comissão de Registro Profissional, orgão interno da diretoria da entidade, conforme a Lei 6.615, de 16 de dezembro de 1978, em seu artigo 7º, inciso III que, o trabalhador ao recebê-lo, confere ao mesmo a habilitação para solicitar o Registro Profissional junto ao Ministério do Trabalho.

Os recursos oriundos da cobrança da taxa, que é feita somente para quem não é sindicalizado, serve para custear as despesas decorrentes para cumprir os critérios estabelecidos pela Plenária Estadual do Registro Profissional, bem como emissão do próprio atestado.

Maiores informações através da secretaria da entidade através do e-mail; Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone 11 3145 9999.