Na tarde do segundo dia de congresso, Rita Pinto, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Previdência de SP (SINSPREV) foi uma das palestrantes sobre a proposta da reforma da previdência, segundo ela, na verdade, essa reforma é um desmonte estrutural da previdência social.

Rita diz que, essa aniquilação se iniciou com a PEC do congelamento, sancionado pelo governo Temer em 2016, que determina o congelamento do orçamento da união por 20 anos, isso é, o que se é destinado à educação, saúde, previdência serão o mesmo daqui dois séculos. Nesse sentido, uma das questões reais do desmonte é se acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição, e aumentando a idade para poder se aposentar. Esse desmonte, conjugado com os outras reformas, vem precarizar ainda mais a vida da classe trabalhadora.

Antes mesmo da reforma ser aprovada, há um sucateamento do INSS com mecanismos para dificultar a vida do assegurado. A dirigente confirma que cerca de 40% das agências do serão fechadas, transferindo para um sistema digital, e extinguiu o ministério da previdência, e o INSS está vinculado à assistência social. Empurrando o trabalhador para o sistema privado de previdência

Arnaldo Marcolino, membro do Movimento Popular diz que a luta que é necessária hoje passa por se entender que a seguridade social é um direito humano e inalienável. Mas temos um determinando social que faz uma seleção de quem vai ter acesso a este direito e os outros, para quem esses direitos serão negados.

Estado tem o papel regular essa seguridade social, por meio da saúde, do trabalho e da previdência, mas cada vez mais o governo se nega em dispor isso para a classe trabalhadora, destacou o membro dos movimentos populares.

A mobilização popular e esclarecimento da população quanto a esses temas, é que realmente pode fazer a diferença nessa luta por manutenção desses direitos, finalizaram os palestrantes.

O momento de análise de conjuntura tem o objetivo de levar para a reflexão da situação política, econômica, social e cultural na qual vivemos. Para colaborar nessa tarefa, compuseram a mesa de debate de conjuntura Matheus Nunes da União da Juventude Rebelião (UJR), Mané Melato, Dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região e Zé Antonio, Coordenador da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Rádio, Televisão (FITERT).

A política Nacional foi o grande assunto dessa mesa, Zé Antonio fez um breve resgate das lutas da categoria radialista e contextualizou a situação dessa parcela da classe trabalhadora frente aos projetos do governo Temer, do senado e do congresso. "A Fitert vinha com uma luta histórica para buscar uma aposentadoria especial para os radialistas, pela condições especial de trabalho. Radialistas carrega muito peso, tem uma carga de estresse muito grande e fica exposto a muita adversidade. Com a reforma da previdência sendo aprovada, isso tudo vai ficar ainda mais difícil de ser conquistado e vão destruir ainda mais nossas condições de trabalho, afirmou o coordenador da FITERT.

O dirigente sindical Mané Melato, resgatou o histórico da luta operária em nossa país, destacou que tudo que vamos perder com a reforma trabalhista e a liberação da terceirização são frutos dessa luta, inclusive pontos da Constituinte de 88. Um exemplo foi a redução de jornada de trabalho que ocorreu nesse período, que a partir de agora ficará a cargo dos desmandos dos donos das empresas. Salientou que devemos ficar atentos aos movimentos de trabalhadores de outros países, pois eles influenciam no que ocorre aqui, e vice e versa. "A revolução socialista que ocorreu em 1917 na URSS reverberou aqui, mesmo sem celular, internet, em a resposta a revolução, aconteceu uma grande greve geral aqui no Brasil", confirmou Melato. Melato deixou claro que a luta dos trabalhadores por mudanças na estrutura de organização da sociedade são, mais que nunca necessárias, e que esse instrumento de luta que temos, que são os sindicatos, não são suas estruturas físicas, mas as pessoas que se mobilizam pela classe trabalhadora.

Matheus Nunes lembrou que devemos deixar claro às pessoas o que queremos com nossas lutas e que os processo eleitorais não são a saída para nossas mazelas políticas., sociais e econômicas, mas são instâncias importantes de enfrentamento " Essas reformas em curso tem o objetivo de aumentar a taxa de lucros dos empresários e elevar o pagamento de juros aos banqueiros", afirmou o membros da UJR. Isso explicita de fato a quem os governantes estão a serviço, que é ao empresariado e aos banqueiros. Ao falar da nossa história de luta Matheus rememorou o movimento de resistência em Cuba, 26 de julho, que há 64 anos atrás junto a população do país derrotou uma ditadura militar e instituiu uma democracia popular.

Os congressistas puderam dar suas contribuições. No geral, a ideia de se construir saídas para a precarização da vida da classe trabalhadora esteve presente na maioria das falas, do mesmo modo que o entendimento de que só com organização e união dos trabalhadores é que se construirá essa saída.

No dia de hoje, 21 de julho, se iniciou, na sede do sindicato na capital do estado, o 10° congresso dos radialistas no estado de SP.

Na mesa de abertura, alguns convidados fizeram breves saudações aos congressistas.

Matheus Nunes, integrante da União Juventude Rebelião (UJR) iniciou as saudações reafirmou o compromisso da juventude revolucionária com as lutas da classe trabalhadora e da categoria dos radialistas. Salientou, ainda, a necessidade de se organizar a classe pela busca do socialismo como a saída para as mazelas que sofremos diariamente.

Nascimento Silva, do Sindicato dos Radialistas do estado de Minas Gerais valorizou e exaltou a importância da base dos radialistas em participar desses momentos de organização da categoria e lembrou que o estado de São Paulo é um exemplo dessa articulação para o restante do país.

Representando o instrumento de luta da classe trabalhadora, Intersindical, Ana Paula Rosa, ao saudar todos e todas, destacou o grande embate que a classe trabalhadora tem contra o capitalismo e não apenas com determinado governo ou partido político. Ela afirmou que a diferença que há entre o governo no poder hoje para os anteriores é apenas a intensidade e as formas de precarização dos trabalhadores, mas que isso já vinha sendo praticado.

Zé Antonio, coordenador da FITERT, pela sua vez, lembrou que vivemos tempos de conjuntura muito difícil e que os trabalhadores devem aproveitar esse momento tão importante que é o congresso de uma categoria para refletir e definir como serão os rumos de ação e lutas para o próximo período.

Edwilson da Silva, do Sindicato dos Radialistas do estado de Goiás, se colocou solidário às lutas travadas pelos radialistas em nosso estado e disse acreditar que o congresso poderá trazer grandes frutos aos trabalhadores tanto em São Paulo como para a organização nacional da categoria.

O restante da noite da abertura foi dedicado para leitura e aprovação do regimento interno.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Radialista repórter entrevistador Ligeirinho

Com informações do aceesp

Eduardo Luiz, mais conhecido como "Ligeirinho" faleceu nesta segunda feira (10), em Atibaia, interior de São Paulo. Ligeirinho recebeu esse apelido do locutor esportivo Fiori Gigliotti, que faleceu há longo onze anos. Isso se deu pela forma que Ligeirinho trabalhava. Antenado nas situações em campo, não tardava estar com novas notícias para serem reportadas. 

Ligeirinho trabalhou por muitos anos na Rádio Bandeirantes, com passagens pelas Rádios Record e Rádio Capital, que são emissoras da cidade de São Paulo.

Na Tropical FM de São Paulo (107,9), Ligeirinho atuava na equipe esportiva da emissora.

O sepultamento do companheiro e radialista, Ligeirinho, será realizado nesta terça ferira (11), às 16h30, no cemitério Picanço, em Guarulhos, localizado na Rua Timóteo Penteado n. 1329. Mesmo local onde acontecerá o velório a partir das 14h00.

 

Eduardo Luís, o Ligeirinho, presente. Agora e sempre.

 

 

 

A GREVE CONTINUA EM DEFESA DOS DIREITOS

A manhã de hoje em Curitiba, ficou marcada com a reedição da ação de repressão do Estado que aconteceu em 2015 contra os trabalhadores do serviço público.

Se em 2015 Beto Richa do PSDB colocou a Polícia para atacar trabalhadores do serviço público estadual que lutavam pelos direitos que o governo tentava exterminar, na manhã de hoje o que se viveu foi o enfrentamento contra a mesma Polícia que à serviço do Prefeito Rafael Greca/PMN atacou professores do Magistério Municipal e o conjunto do funcionalismo municipal que estão em luta contra o assalto à Previdência, o congelamento dos salários e a retirada de direitos.

Os vereadores se esconderam atrás da repressão do Estado para votar o pacotaço do governo municipal que retira direitos garantidos através de muita luta pelos trabalhadores municipais de Curitiba.

Bombas jogadas dos helicópteros da Polícia Militar, gás pimenta, cassetetes, cavalaria, toda a repressão do Estado a serviço do governo e de seus parlamentares para atacar os trabalhadores em luta em defesa dos direitos que essa corja tenta exterminar.

A mesma receita aplicada por outros governos estaduais e municipais é aplicada em Curitiba/PR, abasteceram as empresas privadas de farta ajuda com os recursos públicos e agora tentam impor aos trabalhadores o pagamento da fatura dessa conta.

Mas os trabalhadores não se intimidaram, enfrentaram a repressão e o mais importante seguem firmes na greve que entra na sua terceira semana. Uma luta que é do conjunto da classe trabalhadora.

A luta dos trabalhadores do serviço público de Curitiba soma-se a luta geral da classe trabalhadora contra os ataques do Capital e seus governos que querem acabar com à Previdência, nos obrigar a trabalhar até morrer com suas propostas de massacre à aposentadoria e aos direitos trabalhistas.

O funcionalismo público de Curitiba decidiu que a greve continua, a luta vai se espalhar pelo conjunto da cidade e é mais um exemplo para o conjunto dos trabalhadores que é se colocando em movimento que garantimos nenhum direito a menos e avançamos em nossas reivindicações.

A INTERSINDICAL está firme lado a lado dos trabalhadores em greve. Na luta que garantimos os direitos e é no fortalecimento dessa luta que vamos enfrentar os ataques do Capital e de seu Estado.

 

Fonte: INTERSINDICAL

Com a decisão, o TRF da 1ª Região fez valer a norma constitucional, que veda que políticos no exercício de mandato sejam proprietários de concessões. Uma vitória histórica da luta pelo controle social da mídia e contra o monopólio dos meios de comunicação.

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em Brasília, suspendeu a concessão da Rádio Clube do Pará (PRC5), de propriedade do senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e de sua ex-esposa, a deputada federal Elcione Barbalho (PMDB-PA).

Desde a sexta-feira, dia 9 de junho, a Rádio Clube do Pará está fora do ar, por determinação do TRF1, em caráter de antecipação de tutela. Em caso de descumprimento, será imposta multa pecuniária de R$ 50 mil por dia. A rádio deve ficar fora do ar durante o trâmite do processo movido pelo Ministério Público Federal (MPF) no Pará, que contesta as concessões de rádio e televisão de posse de políticos detentores de mandato eleitoral, pois estas são vedadas pela Constituição brasileira.

No caso de mantida a liminar e acatadas as razões de mérito, as consequências podem resultar inclusive na perda dos mandatos do senador e da deputada federal, donos da emissora.

A liminar foi concedida em razão do Agravo de Instrumento nº 0012093-34.2017.4.01.0000/PA (processo original nº 0027003-40.2016.4.01.3900), interposto contra decisão proferida pela 2ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Pará em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal contra a União Federal, a Rádio Clube do Pará PRC-5 Ltda., Elcione Therezinha Zahluth Barbalho e Jader Fontenelle Barbalho.

A decisão de suspender a Rádio Clube foi proferida pelo desembargador federal Souza Prudente no dia 31 de maio, acatando, portanto, recurso do MPF que buscou reformar a decisão de 1ª instância da Justiça Federal em Belém, tomada em 2016. A decisão impede a emissora de fazer transmissões.

O senador alegou em sua defesa no processo que seu nome não constava mais no quadro de acionistas da rádio, mas, para o TRF1, a manutenção de outros membros da família no controle societário indica possível manobra para ocultar a identidade dos reais controladores. No lugar do senador figura o nome de uma sobrinha, Giovana Centeno Barbalho.

O MPF ajuizou cinco ações judiciais para cancelar as concessões de radiodifusão que têm como sócios detentores de mandatos eleitorais no Pará e no Amapá. Para a instituição, os deputados federais Elcione Barbalho e Cabuçu Borges (PMDB/AP) e o senador Jader Barbalho violam a legislação ao figurarem no quadro societário das rádios e de uma emissora de televisão.

“O fato de ocupante de cargo eletivo ser sócio de pessoa jurídica que explora radiodifusão constitui afronta à Constituição Federal”, diz o MPF no processo judicial, movido em Belém pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão.

Foram pedidos pelo Ministério Público Federal na ação o cancelamento das concessões de radiodifusão ligadas aos políticos, a condenação da União para que faça nova licitação para tais concessões e a proibição de que eles recebam qualquer outorga futura para exploração dos serviços de radiodifusão.

Além da Rádio Clube do Pará, as outras quatro emissoras de rádio que podem ter a concessão cancelada são a Beija-Flor Radiodifusão, o Sistema Clube do Pará de Comunicação, a Carajás FM e a Belém Radiodifusão, mais a Rede Brasil Amazônia de Televisão. Com exceção da Beija-Flor Radiodifusão, do deputado Cabuçu Borges, as demais emissoras pertencem a Elcione Barbalho e a Jader Barbalho, todas operando no território paraense. Já a rádio de Cabuçu Borges transmite na região sudeste do estado.

O que diz a Constituição

A posse de veículos de radiodifusão por políticos é um fenômeno presente em diversos países em desenvolvimento e identificado no Brasil pela expressão “coronelismo midiático”. Em junho de 2016, a ONG Repórteres Sem Fronteiras destacou Aécio como “coronel” da mídia em um relatório que critica a “parede invisível formada por dinheiro e conflitos de interesse” que afeta a liberdade de informação.

A investigação sobre a propriedade de emissoras de rádio e TV por políticos foi iniciada pelo MPF em São Paulo, a partir de um levantamento feito em todo o país das concessões de radiodifusão que tinham políticos como sócios. A partir disso, várias ações foram iniciadas em vários estados.

Já existem decisões judiciais em tribunais superiores retirando as concessões das mãos de parlamentares, seguindo o entendimento do Supremo Tribunal Federal – que também já se manifestou contrário ao controle de políticos sobre veículos de comunicação.

Segundo o artigo 54, inciso I, a, da Constituição Federal, deputados e senadores não podem celebrar ou manter contratos com concessionárias de serviço público, o que inclui as emissoras de rádio e TV.

Já o inciso II, a, do mesmo artigo, veda aos parlamentares serem proprietários, controladores ou diretores de empresas que recebam da União benefícios previstos em lei. Tal regra também impede a participação de congressistas em prestadoras de radiodifusão, visto que tais concessionárias possuem isenção fiscal concedida pela legislação.

A situação revela ainda um claro conflito de interesses, uma vez que cabe ao Congresso Nacional apreciar os atos de concessão e renovação das licenças de emissoras de rádio e TV, além da responsabilidade de fiscalizar o serviço. Dessa forma, há histórico de parlamentares que inclusive já participaram de votações no Congresso aprovando outorgas e renovações de suas próprias empresas.

Assim, segundo o Ministério Público Federal, o cancelamento das concessões citadas visa evitar o tráfico de influência por meio das emissoras e proteger os meios de comunicação da ingerência do poder político.

AGU tenta barrar vitórias judiciais

A Advocacia-Geral da União (AGU) requereu em outubro de 2016 ao ministro Gilmar Mendes, do STF, “medida cautelar incidental” com o objetivo de suspender o andamento de todos os processos e decisões judiciais que tenham relação com a outorga e a renovação de concessões de rádio e televisão mantidas por empresas de parlamentares. A medida pretende conter uma série de vitórias que as entidades do campo da democratização da comunicação estão obtendo nos estados, como, por exemplo, a decisão por meio de liminar que determinou a interrupção das transmissões da Rádio Metropolitana Santista Ltda (1.240 MHz), de propriedade de Antônio Carlos Bulhões (PRB-SP), em agosto passado.

Em resposta à ação da AGU, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), autor de duas ações no Supremo Tribunal Federal que tratam deste tema, em conjunto com representantes do Intervozes e da Artigo 19, organizações que solicitaram participar das ações como amicus curiae, entregaram ao ministro Gilmar Mendes, relator das Arguições de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 246 e 379, uma petição solicitando que ele, antes de analisar o pedido da AGU, conceda as medidas liminares solicitadas em ambas as ADPFs.

As arguições ajuizadas no STF estão fundamentadas no fato de que a Constituição é descumprida quando atos do Executivo permitem que políticos com mandato eletivo sejam beneficiados com a outorga de concessões de emissoras de rádio e de televisão. A ADPF 246 foi protocolada em dezembro de 2011, enquanto que a ADPF 379, em dezembro de 2015. Ambas contam com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República e aguardam pela apresentação de voto de Gilmar Mendes.

Coronéis da Mídia

O projeto “Excelências”, vinculado ao Transparência Brasil, aponta que, na atual legislatura na Câmara dos Deputados (2015-2019), 43 deputados são concessionários de serviços de rádio ou TV, o que representa 8,4% do total dos membros da Casa. Proporcionalmente, o Senado Federal é ainda mais marcado por este fenômeno, já que 19 senadores são concessionários – o que representa 23,5% dos membros da Casa. Entre estes senadores, além de Jader Barbalho, figuram nomes como Edison Lobão (PMDB-MA), Fernando Collor de Mello (PTB-AL), Agripino Maia* (DEM-RN), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Acir Gurcacz (PDT-RO) e Roberto Coelho Rocha (PSDB-MA).

Os números apresentados pelo projeto “Excelências” revelam que, para além da vinculação juridicamente registrada de políticos com os serviços de radiodifusão, existe ainda casos em que os parlamentares mantêm influência sobre as empresas a partir de “laranjas” ou de parentes que ocupam posições no quadro societário dos veículos de comunicação.

O fato de concessões públicas estarem no poder de políticos resulta em falta de isonomia, em desrespeito ao pluralismo e em uma grave ameaça ao interesse público, pois o sistema brasileiro de regulação da radiodifusão não prevê a existência de um agente independente para deliberar sobre a distribuição do espectro eletromagnético. Deste modo, tal deliberação é realizada por um procedimento licitatório no qual os parlamentares do Congresso Nacional ocupam um papel central, analisando as outorgas realizadas pelo Poder Executivo. Assim, os parlamentares que mantém concessões de rádio e TV são responsáveis por apreciar os atos de outorga e renovação de suas próprias concessões e permissões de radiodifusão.

*Para livrarem-se de possível perda da concessão de radiodifusão, o senador Agripino Maia e seu filho, o deputado Felipe Maia, venderam a participação no Sistema Tropical de Comunicação. Porém, a concessão continua nas mãos de familiares, assim como ocorreu entre a família Barbalho.

Fonte: Observatório do direito à comunicação

Texto de Ramênia Vieira , com informações do Ministério Público Federal no Pará

Não adianta só esperar por novas eleições, é na luta que vamos impedir que o Congresso Nacional e o governo dos patrões acabem com nossos direitos

As paralisações do dia 15 de março, a greve geral de 28 de abril foram passos importantes para avançar na luta contra os ataques dos patrões, do governo Temer e desse Congresso que além de se afundar na lama da corrupção está a serviço dos patrões para atacar direitos duramente conquistados pela luta dos trabalhadores.

A manifestação em Brasília no mês passado e as ações nos locais de trabalho das mais diversas categorias se somaram ao conjunto das mobilizações contra a tentativa do governo em desmontar a Previdência e massacrar os direitos trabalhistas. Mas é preciso mais, por isso em cada local de trabalho estudo e moradia é hora de nos prepararmos para mais uma e maior greve geral, no próximo dia 30 de junho.

O governo Temer para se manter a qualquer custo tenta acelerar o pacote encomendado pelos patrões, ou seja, avançar na Câmara dos deputados com a reforma da Previdência e no Senado com a reforma trabalhista.

Não adianta esperar que o governo caia a partir das denúncias de corrupção que só aumentam a cada dia e nem tão pouco esperar que o Congresso Nacional pare com a tramitação das reformas, pois a grande maioria que lá está, ou é empresário ou está a serviço das grandes empresas instaladas no país, ou seja, eles querem o fim dos direitos, para aumentar ainda mais a exploração contra os trabalhadores.

Para barrar o avanço dos ataques à Previdência e aos direitos trabalhistas o caminho é o mesmo pelo qual garantimos nossos direitos: é preciso lutar.

Para garantir uma grande greve geral no dia 30 de junho em cada local de trabalho, estudo e moradia vamos nos organizar conversando com cada companheiro sobre a necessidade de se colocar em movimento para defender os direitos de agora e para as futuras gerações e mostrar para aqueles que ainda não conseguiram ver, o tamanho do ataque que os patrões e seus capachos no governo e no Congresso tentam fazer contra a classe trabalhadora.

A Intersindical estará como sempre nas iniciativas de unidade de ação com as demais Organizações para construção da Greve geral, organizando pela base os passos para consolidar mais esse importante momento da luta contra os ataques do governo dos patrões à Previdência e aos direitos trabalhistas.

 

 

As inscrições para o Processo Especial de Seleção de candidatos para preenchimento de vagas remanescentes dos cursos técnicos Multimídia e Produção de Áudio e Vídeo, para ingresso a partir do 2º módulo, será no período de 19 a 30 de junho.

O atendimento aos candidatos interessados será das 14h às 20 horas mediante a entrega dos documentos solicitados no Edital e pagamento da taxa de inscrição de R$ 30,00 (trinta reais).

O Processo será realizado em duas etapas: a primeira terá caráter eliminatório, com avaliação dos documentos comprobatórios de estudos realizados e/ou de experiência profissional; análise da auto-avaliação, preenchida no ato da inscrição; avaliação por competências, por meio de prova teórica objetiva. A segunda etapa será composta de entrevista com os candidatos aprovados na primeira etapa.

O Edital completo sobre o Processo pode ser conferido no site da Etec – www.etecjrm.com.br

Irregularidades no setor de cenografia

Vários trabalhadores foram contratados como ajudante geral e na realidade exercem funções de contrarregra e maquinistas. A Band ao invés de contratar pessoas no mercado devidamente regularizado, para economizar, usa desta estratégia desonesta.
Estes trabalhadores são explorados, trabalham numa jornada de 8 horas sem receber hora extra porque na carteira profissional estão como ajudante geral vinculado á função administrativa. Além disso, não recebem nem metade do que ganham os contrarregra e maquinista regularizados.
Os atuais dirigentes sindicais na Band propuseram à direção do RH regularizar a situação profissional destes trabalhadores por meio de Atestado de Capacitação por estarem dentro dos critérios para poderem tirar o registro profissional, em contrapartida, a Band se comprometeria em reconhecer na carteira profissional estes trabalhadores como Contrarregra e Maquinistas e consequentemente faria a equiparação de seus salários.
Na última reunião com o RH fomos informados que não vão efetuar a regularização por entenderem que estes trabalhadores são ajudante geral, ou seja, só carregam mobiliários e nada mais. Isto não é verdade. Basta ir aos estúdios que se verifica que eles montando e desmontando cenários.


O que realmente querem é economizar às custas destes trabalhadores.
Como desgraça pouca é bobagem, além da jornada excessiva de trabalho, não é respeitado horário de almoço, a intrajornada, não assinam o ponto e quando cobram por isso, sofrem Assédio Moral com ameaça de demissão, e a escala de folga e trabalho de final de semana só é divulgada na sexta-feira. A Escala de folga e trabalho tem que ser feita com antecedência para que o trabalhador possa organizar a sua vida pessoal junto com seus familiares.
Vamos ficar insistindo com a direção para tomar as providências e cumprir a lei do radialista.
Lugar apropriado para os operadores de câmera UPE e motoristas

Atualmente, a Band não dispõe de uma sala ou local apropriado para os operadores de câmera UPE e motoristas aguardarem para saírem para as gravações. Havia uma sala para os motoristas, no entanto, ela foi transformada em um refeitório.
Para os jornalistas que fazem parte das equipes de externa, há um local para que eles aguardem essa saída, porque para os câmeras e motoristas não?
A emissora alega que existe um louge que pode cumprir essa função. No entanto, esse espaço é coletivo e para todos os funcionários.
Os dirigentes sindicais na emissora solicitaram à empresa que exista um local para esses trabalhadores, mas a Band argumenta que não há espaço para aceitar o pedido.

Entre os dias 21 e 23 de julho, acontecerá um dos momentos mais importantes para a organização da categoria, o 10º Congresso Estadual dos Radialistas. Nele se discute a situação da categoria e da sociedade em que ela se encontra inserida, quais os rumos da organização dos trabalhadores e defini-se os planos de ação para o próximo período.

Vivemos tempos difíceis onde a classe trabalhadora está sendo obrigada a arcar com os prejuízos do sistema capitalista. Isso demanda, de todos os trabalhadores e trabalhadoras, incluindo os radialistas fortalecer as atuações quanto trabalhadores organizados.

Durante o Congresso os temas discutidos tem relação direta com o dia a dia dos radialistas. Ao analisar a conjuntura em nosso país, mas também internacional, buscará se entender como essas realidades da macro política influenciam a vida de todos. Ao discutir os desmontes da Previdência e as mudanças na CLT, tenta-se esclarecer quais os danos para os trabalhadores dessas propostas do governo Temer. E a discussão do papel da mídia trata não apenas da comunicação como elemento fundamental da nossa sociedade, mas como os radialistas, como profissionais da comunicação lidam diariamente com essa grande mídia.

Para além das discussões teóricas, é necessário se planejar as ações práticas para lidar com toda essa realidade, inclusive em nível nacional.

Os trabalhadores podem contribuir com teses sobre as temáticas a serem discutidas no Congresso. Basta enviar, até dia 10 de julho, para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. 

 

Em assembleia, ocorrida no último dia 10, trabalhadores radialistas associados elegeram os delegados ao 10º Congresso Estadual dos Radialistas.

Os associados também aprovaram o local e a data para a realização do Congresso, a cidade de São Paulo entre os  dias 21, 22 e 23 julho.

Além dos temas a serem tratados, que serão: "Conjuntura Nacional e Internacional, Previdência Social e o Trabalhador do Futuro", "Quais os impactos para a Classe Trabalhadora com as Mudanças da CLT? e Qual o Papel da Mídia?, Planos de Luta e sobre a Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Rádio e TV - FITERT".

As pessoas que desejarem, podem mandar teses e contribuições a serem debatidas no Congresso até dia 10 de julho para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Para qualquer esclarecimento entre em contato pelo telefone (11)3145-9999 ou com o dirigente sindical da sua região.