Radialistas em assembleia da categoria 

Responsáveis por garantir qualidade técnica na produção, gravação e transmissão de programas de rádio e TV no Brasil, os radialistas deveriam comemorar seu dia alusivo neste 21 de setembro. Deveriam. Mas esta data, por conta da atual conjuntura, nos leva a refletir que, o que devemos ter, de fato, é mais preocupação.

Com duas datas comemorativas no calendário, uma institucionalizada por uma canetada do ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outra comemorada pela categoria pela relevância histórica - 21 de setembro de 1943, o então presidente do Brasil Getúlio Vargas instituiu o piso salarial mínimo para a categoria. - os radialistas brasileiros precisam de algo fundamentalmente para comemorar.


No Brasil, após golpe que destituiu a ex presidenta Dilma, os trabalhadores brasileiros acompanham, com reações pontuais, aos ataques indiscriminados as conquistas garantidas por anos de luta. Com a categoria dos radialistas não é diferente. 

Após a reforma trabalhista, seguindo receituário patronal de relações do trabalho, os legisladores impuseram uma séria derrota aos trabalhadores, que ainda não foi sentida porque as mudanças começarão a ser implementadas no início de novembro deste ano.

Fracionamento de férias, prevalência do negociado sobre o legislado, rescisão por acordo, redução de tempo para o horário do almoço, trabalho intermitente entre outras tantas malvadezas colocarão a categoria a prova de sua organização.

O fato é que não dá mais para esperar que nossos direitos "caiam do céu". Os patrões de rádio e TV acostumados a fazer um "passa muleque" nos trabalhadores desorganizados, agora terão o respaldo da legislação trabalhista para fazer isso. Sem pudor algum. Como se algum dia tivessem alguma vergonha na cara.

Aos radialistas lhes sobram, como referência, sua história de luta e organização. Trabalhadores sindicalizados ganham mais e tem seus direitos respeitados, quando organizados. Por isso, uma motivação para comemorar seria reascender o ímpeto de uma categoria que em 1978 conquistou uma legislação própria em que garantiu à sua categoria mais de 90 funções regulamentadas e com diversas funções com carga horária reduzida.
 
Lembrar de nossa história é uma maneira importante de nos inspirar a nos organizar como classe e avançar como categoria.

Radialista brasileiro, dia 21 de setembro tem de ser o seu dia de luta. Lute para poder comemorar.

                              Foto: IFC

 

É isso que significa a perseguição contra Ricardo e Maicon trabalhadores do Instituto Federal Catarinense


No dia 16 de agosto de 2017, os professores Ricardo Scopel Velho e Maicon Fontaine foram afastados de suas funções no campus do Instituto Federal Catarinense na cidade de Abelardo Luz por uma juíza através de denúncias feitas por um procurador do Ministério Público Federal.  E quais as irregularidades em suas condutas? Nenhuma.


Estavam em seu dever de oficio implementando um programa pedagógico que atendesse os filhos dos trabalhadores rurais, esses que sempre estão à margem dessa sociedade de classes, que entende a educação como um instrumento para atender os interesses do Capital.


O campus de Aberlado Luz foi construído dentro de um assentamento do INCRA e só o foi por muita luta dos trabalhadores rurais, pois se não fosse assim seria mais um Instituto para atender não as necessidades dos filhos da classe trabalhadora, mas, sim interesses do agronegócio.


O lugar onde fica o Campus responde por si só o porquê da perseguição:


A região em que fica o Campus de Abelardo Luz é marcada por dezenas de assentamentos do INCRA, mas quem domina economicamente a região são os herdeiros do coronelismo, hoje detentores dos negócios da soja e da agropecuária, como a empresa JBS.


Sendo assim, a instalação de um Campus de um Instituto Técnico Federal num assentamento do INCRA se configura para o Capital uma afronta a seus negócios e ao manuseio que faz do Estado como um instrumento servil a seus interesses.


Para tentar impedir isso, o Capital colocou os tentáculos do Estado no Judiciário em funcionamento para tentar inverter a realidade:  acusando os professores de transformar o espaço da educação de jovens, num espaço controlado por um movimento de trabalhadores rurais, o MST.


Nada como a realidade, para revelar o que a ideologia capitalista tenta ocultar:


A discussão sobre os vários projetos de lei que estão espalhados por municípios e estados denominados “escola sem partido” de novo nada têm, não é de agora que o Capital tenta transformar o currículo das disciplinas das escolas públicas na extensão das disciplinas de seus SENAI’S. Esses projetos que tentam adestrar os filhos da classe trabalhadora para serem força de trabalho disponível e submissa ao Capital apenas se acelerou com o governo Temer/PMDB. Começando pela imposição da Reforma do Ensino Médio e com sua conivência aos tantos projetos de lei que se espalham pelo país, como esses da “escola sem partido”, que de fato é a “Escola que toma partido pelo Capital”.


O preconceito de classe se mostrando nas ações do Estado que tenta impedir o acesso da classe trabalhadora e de seus filhos ao conhecimento:


A denúncia patrocinada pela burguesia contra Ricardo e Maicon escancara o preconceito de classe, tentando inverter a realidade em que vivem os trabalhadores e seus filhos.


Na acusação sem fundamento material abraçada pelo procurador do Ministério Público Federal contra Ricardo e Maicon se escancara o preconceito de classe daqueles que não vivem a dura realidade da classe trabalhadora.


Para esses agentes do Estado é um absurdo o Campus de Abelardo Luz estar instalado num assentamento do Incra que fica na “distancia gigantesca “ de 30 km do centro da cidade.


Mas para esses mesmos agentes não é um absurdo milhares de crianças e jovens que moram nas zonas rurais de todo país caminharem por horas para chegar à escola, ou não terem para onde caminhar em direção ao conhecimento, pois em muitas regiões nem escola há.


Negligenciam a realidade ao esconder que os servidores públicos que foram afastados de seus cargos, tanto lutavam por melhores condições de trabalho e estudo no Campus do assentamento, como estavam discutindo a criação de mais um espaço do Campus na cidade.


Negligenciam a realidade ao afirmarem que não havia serviços de segurança e limpeza no Campus por uma imposição do MST, quanto a verdade revela que a ausência dos serviços de segurança e limpeza para todo o campus foi uma imposição do governo Temer/PMDB ao cortar drasticamente o orçamento do Campus. Memorandos e registros de solicitação desses serviços feitos pela direção do Campus e enviados aos devidos responsáveis em Brasília provam isso.


A ação do Estado cria cercas para impedir que jovens que são filhos de trabalhadores tenham acesso ao conhecimento e quando esses jovens conseguem romper essas cercas, lá vem o Estado novamente impondo mais e piores condições que vão desde a falta de limpeza de um campus à aparelhos que protejam a vida desses jovens estudantes.


Causa horror aos burgueses rurais e seus parlamentares verem jovens tendo acesso a formação que não seja apenas aquela servil aos seus interesses, causa asco a burguesia verem jovens desprovidos de condições dignas de vida e trabalho formarem sua consciência crítica e descobrirem que são pobres não por determinação do destino, mas por imposição de uma sociedade de classes.


Tanto Ricardo Velho que é militante da Intersindical, como Maicon cumpriram seu dever de oficio, são trabalhadores que sabem que o dever de quem ensina é socializar o saber.


E mesmo assim tudo o que fizeram no campus de Abelardo Luz, foi feito dentro das cercas impostas pelo Estado. Desde os concursos para professores, a metodologia e disciplinas dos cursos, como o funcionamento do Instituto tudo foi feito dentro das regras impostas pelo Estado


O ódio da burguesia que se mostra nas falsas acusações contra esses dois companheiros reside no fato que além de não terem ali mais um espaço que seja a extensão de seus negócios, agora os filhos dos trabalhadores não têm que andar horas até sangrar os pés para ter acesso ao conhecimento.


Ricardo e Maicon já tomaram as devidas providências para se defender das falsas acusações montadas pelos agentes do agronegócio e além disso a solidariedade se amplia entre as Organizações dos Trabalhadores, movimentos sociais, comunidade cientifica, que sabem que a acusação contra os dois trabalhadores, é a manifestação escancarada do Estado agindo para atender os interesses daqueles que controlam economicamente a sociedade.


MAIS DO QUE SOLIDARIEDADE ESTAMOS JUNTOS COM RICARDO, MAICON, COM OS ESTUDANTES E SEUS PAIS QUE LUTAM POR ACESSO AO CONHECIMENTO.


É NA LUTA QUE VAMOS DERRUBAR MAIS UMA TENTATIVA DE CRIMINALIZAR OS QUE NÃO SE CURVAM AOS INTERESSES DO CAPITAL E SEU ESTADO.

 

Fonte: Brasil 247

Banco Mercantil do Brasil desrespeita direito a organização dos trabalhadores, ao demitir o companheiro Leandro Spezia, Presidente do Sindicato dos Bancários de Blumenau/SC


Os patrões ao imporem a reforma que tem como objetivo massacrar os direitos trabalhistas, avançam também contra a organização sindical dos trabalhadores.


Um dos exemplos disso é a demissão de dirigentes sindicais que têm estabilidade garantida na legislação, justamente para mais do que serem representantes legítimos dos trabalhadores organizem a luta em defesa dos direitos.


A representação patronal passa por cima da lei e para tentar expurgar os dirigentes comprometidos com a defesa dos trabalhadores, avança nas demissões desrespeitando a estabilidade que é um direito garantido através da luta.


Foi o que fez o Banco Mercantil do Brasil em Blumenau/SC, ao final do mês de agosto. Demitiu o companheiro Leandro Spezia que é presidente do Sindicato dos Bancários de Blumenau e região e também é dirigente da Federação Estadual dos Bancários de Santa Catarina.


A alegação absurda para demissão, não consegue esconder que o real objetivo da direção do Banco é tentar fragilizar a organização e a luta dos trabalhadores.


O argumento do Banco Mercantil que encerrou as atividades em Blumenau com o fechamento da Agência física, não se sustenta, pois, as atividades empresariais do banco continuam a funcionar normalmente na cidade, com uma carteira de centenas de clientes.


Ou seja, a demissão do companheiro Leandro é um ataque a organização sindical dos trabalhadores que tem por objetivo tentar conter a luta em defesa dos direitos que agora o conjunto dos patrões vão tentar eliminar com sua reforma trabalhista.


Portanto estar na luta contra a demissão do Leandro é estar na luta pelo direito de livre organização dos trabalhadores e contra o ataque patronal que tem demitido dirigentes sindicais pelo país afora com o objetivo de intervir nos Sindicatos dos Trabalhadores.

Leandro foi eleito pelo conjunto dos bancários de Blumenau e região e continua firme na direção do Sindicato e na luta dos trabalhadores.


Leandro segue firme com os trabalhadores, seja na direção do Sindicato dos Bancários, presente nos locais de trabalho na organização da categoria, nas mobilizações da classe trabalhadora no Fórum dos Trabalhadores de Blumenau, espaço que ajudou a construir e junto às demais Organizações de Luta como a Intersindical- Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora.


Estamos juntos com os bancários de Blumenau e região, com Leandro e a direção do Sindicato nessa luta que é uma luta dos Sindicatos e Organizações comprometidas com os trabalhadores.


CONTRA A PERSEGUIÇÃO AOS QUE LUTAM.


EM DEFESA DA ORGANIZAÇÃO DOS TRABALHADORES.


PELA REINTEGRAÇÃO IMEDIATA DE LEANDRO E DOS DEMAIS DIRIGENTES SINDICAIS DEMITIDOS.

 

Fonte: INTERSINDICAL

Faleceu ontem (15), aos 33 anos, vítima de atropelamento na Rodovia Ayrton Senna, o companheiro Erick Malaquias.

Malaquias era radialista na TV Globo há cinco anos e desempenhava a função de editor de VT. Deixa mulher e um filho. O velório, que se estende desde ontem a noite, no Velório Municipal, em Mogi das Cruzes, SP, termina nesta manhã de sábado (16), com seu sepultamento às dez horas da manhã, no Cemitério São Salvador, na Avenida Narciso Yague Guimarães, 277, centro Cívico Mogi das Cruzes, SP.

Funcionários e diretores do Sindicato dos Radialistas enviam votos de consolação à família, amigos e colegas de trabalho.

Erick Malaquias, presente. Agora e sempre.

 

 

Imagem/Arte: GEAST

 

 

Sindicato dos Radialistas no estado de São Paulo promove entre dos dias 20 e 22 de setembro o Seminário Saúde do Trabalhador em sua sede social, na capital paulista. O evento está planejado para iniciar, sempre, a partir das 14h até as 19h00. 

Aberto a todos os trabalhadores, sem a necessidade de inscrições, o evento é destinado a discutir a saúde do trabalhador e da trabalhadora, em especial aos da categoria dos radialistas. Os temas a ser tratados são:

- Saúde do Trabalhador e Trabalhadora

- A história da luta dos Radialistas e os problemas enfrentados no campo da saúde da categoria

- A saúde mental na óptica dos radialistas

 

Serviço:

Sede do Sindicato dos Radialistas no estado de São Paulo

Rua Conselheiro Ramalho n. 992

Bairro Bela Vista

São Paulo- SP

fone 11 3145 9999

 

Imagem: reprodução internet

Com informações Sindicato dos Radialistas do RJ

 

Emissoras de radiodifusão se unem ao governo Temer e seus deputados comprados para aprovarem uma drástica mudança na Lei dos Radialistas.

Lobistas das grandes empresas de Rádio e Televisão do Brasil conseguiram fazer com que o Congresso Nacional aprovasse a alteração do §4° do Art 4° da Lei 6615/78 (Lei dos Radialistas). A mudança na legislação prevê que as atividades exercidas pelos profissionais nas empresas de Rádio e Televisão devem atender a “evolução tecnológica e as multifuncionalidades”. Mas, encabeçada por corporações que sempre violaram esta lei, como a Rede Globo, a nova proposta promete prejudicar bastante os radialistas de todo o Brasil.

Depois da lei alterada, agora as empresas de Rádio e TV se uniram para alterar o quadro anexo do Decreto 84.134/79, que regulamenta as funções de radialista (e que sempre foi a principal ferramenta para comprovar os abusos e acúmulos aplicados por muitas emissoras). A proposta da Federação Patronal (FENAERT) prevê que as 94 funções regulamentadas pela nossa profissão sejam transformadas em apenas 22.

faixa

Na prática, a proposta prevê a supressão do direito de recebermos adicional de acúmulo de função e de reivindicarmos desvio ou dupla função.

Se utilizando do discurso de que a nossa lei precisava ser atualizada por conta da evolução tecnológica, os patrões do Rádio e da TV estão prestes a entubar 2, 3, 4, 5 ou até 6 funções ou mais por trabalhador, pagando um único salário.
Apesar de hoje esse tipo de exploração já existir, o trabalhador que reivindica seus direitos na justiça acaba recebendo o devido reembolso com juros e correção monetária.

O fato é que depois que a Reforma Trabalhista foi aprovada e sancionada, os sindicatos brasileiros perderam a força institucional dentro de nossa república, o que faz o jogo ficar bem mais difícil para os trabalhadores. “O triste é saber que entre nossos próprios colegas de trabalho, muitos apoiaram este golpe, sem perceber que estávamos todos na mira… Só a Luta Nos Garante!”, comenta o Presidente Leonel Querino.

 

faixa  Ilegalidade do processo

A proposta de alteração do artigo sobre as funções da profissão de radialista entrou de forma sorrateira em um Projeto de Lei que possuía outro tema e já havia avançado em vários níveis do Congresso. Por isso, aprovar a alteração das funções profissionais agora é inconstitucional.

Este projeto versava sobre a concessões de rádio e TV (autorização temporária do governo para as empresas que querem explorar o setor). A menção às condições dos trabalhadores só foi incluída logo após o impeachment de Dilma Rousseff, quando o projeto estava na Comissão de Ciência e Tecnologia, por meio de um substitutivo. Nesse substitutivo, a proposta passa a versar sobre a mudança das funções do radialista.

faixa  Próximos passos

A nova lei indica uma alteração do decreto, que ainda não foi alterado diretamente, pois deve er feito pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Esse decreto não precisa ser apresentado na Câmara para debate, portanto não tem prazo de tramitação. Mas o processo deve ter a participação de entidades representativas tanto dos patrões como dos trabalhadores, e é aí que a sua voz pode fazer a diferença!

A Federação Nacional das Empresas de Radiodifusão do Brasil (FENAERT) apresentou uma proposta de novo texto para o quadro anexo que regulamenta as funções da profissão. Nessa proposta as 94 funções atuais são transformadas em apenas 22 funções genéricas, que permitem o acúmulo desenfreado.
Então, o MTE entrou em contato com a Federação dos Trabalhadores do Rádio e da TV (FITERT), perguntando se concordamos ou não com a proposta das empresas.
A FITERT já respondeu que é contrária à proposta
, que não protege as especificações de cada função, evitando o acúmulo e prevenindo o direito à justiça nesses casos. Mas somente com a força de toda a categoria é que podemos pressionar o Ministério a não ignorar nosso direito! 

Por isso começamos esta campanha popular: #EuDefendoOsRadialistasDoBrasil. Divulgue para os colegas, clique e assine para participar! A força do nosso sindicato e a garantia do seu futuro como profissional também depende de você!

 

Para se manifestar contra esta proposta, e defenda seus direitos, CLIQUE AQUI: http://bit.ly/eu-defendo-os-radialistas

Alienar e treinar como se fosse um adestramento os filhos da classe trabalhadora para atender os interesses do Capital, é isso que significa o projeto “ escola sem partido” apresentado em várias Câmaras Municipais na maioria das regiões do país.

Os parlamentares e prefeitos subordinados aos interesses dos que detêm os meios de produção tentam ocultar o real objetivo de seu projeto que é alienar e submeter os filhos dos trabalhadores para que sejam servis ao Capital.

A reforma do ensino médio imposta pelo governo Temer/PMDB e pela maioria do Congresso Nacional no ano passado escancarou que o Estado do Capital quer transformar as escolas públicas na extensão do SENAI’S das Federações patronais. Expurgam as disciplinas de humanas, ou seja, tentam apagar a história, para que toda uma geração fique órfã de sua classe. Para que desconheçam que tantas outras gerações lutaram, deram a vida para que direitos fossem garantidos. Lutaram pelo direito de questionar, lutaram pelo direito de lutar.

O projeto dos parlamentares da burguesia impõe a mordaça aos professores, proibindo a devida discussão sobre o funcionamento dessa sociedade divididas em classes e amplia a opressão ao proibir a discussão sobre gênero, sexualidade, preconceito e homofobia, e assim, além de buscarem uma escola que seja a extensão das linhas de produção que sugam a vida do trabalhador, querem que os filhos de nossa classe não se descubram como seres humanos plenos de se reconhecerem diferentes e não desiguais.

Em vários projetos, a punição para o professor que não se submeter a essa violência vai do desconto dos salários à processos de insubordinação à essa aberração que querem transformar em lei.

A burguesia e seus governos querem impedir que a maioria dos filhos da classe trabalhadora descubra para que serve uma sociedade de exploração e opressão.

Os mesmos que tentam proibir a discussão de gênero e classe, são os mesmos que comungam dos ideais daqueles que no Congresso Nacional tentam com seus projetos de lei transformar a homossexualidade numa aberração, os que tentam proteger estupradores e criminalizar as mulheres vítimas de violência, os que se beneficiam da indústria de abortos clandestinos que tem matado milhares de mulheres pobres.

Quem os apoia são os mesmos que têm saudade da ditadura militar: nas manifestações contra a escola que toma partido do Capital, está a direita que apoia todas as ações do governo que atacam direitos dos trabalhadores como as reformas trabalhista e da Previdência, os mesmos que defendem a repressão contra a luta dos trabalhadores.

Em Curitiba/PR, no mês passado, a Policia Militar além de fazer vistas grossas para a ação dessa direita que atacou estudantes e professores, reprimiu os manifestantes que estavam no Ato contra o projeto de “escola sem partido”. Ou seja, é a repressão do Estado à serviço dos interesses de que nos explora.

A hipocrisia dos que estão na gerencia do Estado e no Parlamento é tanta que seu discurso berra que o projeto “escola sem partido” tem a intenção de proteger a família, de garantir aos pais e mães a educação de seus filhos, quando na verdade querem tomar os filhos desses pais e mães e sugar dessas crianças e jovens sua energia na engrenagem da alienação e da exploração capitalista.

Eles querem a perpetuação dessa sociedade que mata os filhos de nossa classe nos morros e favelas, à bala e de fome, eles querem a continuidade dessa sociedade que mata mulheres e homossexuais com as armas utilizadas por aqueles que cegos de preconceito não conseguem enxergar que ser diferente não significa ser desigual, eles querem a manutenção dessa sociedade que mata pais, mães e filhos que sendo trabalhadores são vítimas das condições desumanas de trabalho.

Contra isso é preciso tomar partido, em defesa das mulheres e homens trabalhadores, em defesa dos filhos de nossa classe. Para que nossa vida não seja submetida à mercadoria rentável e alienada ao Capital. Lutar contra o projeto da "escola que toma partido do Capital”, é lutar em defesa não só do conhecimento, é lutar pelo direito de decidir, de dizer NÃO à exploração e a opressão, de conhecer sua própria história, de saber que lutar mais do que um direito é uma necessidade.

 

Fonte: INTERSINDICAL

A corja que está afundada na lama da corrupção tanto no governo como no Congresso Nacional está à serviço dos patrões para acabar com nossos direitos e desmontar a Previdência.

A maioria do Senado federal aprovou no dia 11/07 o projeto de lei que foi assinado logo na sequencia pelo governo Temer/PMDB que tem por objetivo acabar com os direitos da classe trabalhadora. O objetivo dos patrões e do governo é avançar o ataque aos trabalhadores aumentando a jornada de trabalho, reduzindo salários e direitos garantidos através de muita luta.

Acabar com aposentadoria, eliminar direitos e não ter emprego.

É isso que significa o que os patrões e o governo chamam de reformas

Veja alguns exemplos dos ataques aos direitos na reforma trabalhista:

- Liberar o parcelamento das férias.

- Reduzir salários e aumentar a jornada: é isso que significa por exemplo a implementação do trabalho intermitente, o trabalhador será obrigado a ficar à disposição da empresa em qualquer dia e horário, receber só pelas horas trabalhadas. Férias, 13֩salário, depósito do FGTS, tudo será reduzido, ou seja, não tem salário fixo e nem direitos.

- Redução do horário de almoço e redução da indenização devida se o patrão não cumprir o horário de intervalo determinado.

- Tanto, o tempo gasto para chegar ao trabalho como o retorno após a jornada por qualquer meio de transporte, mesmo que de difícil acesso, não será computado na jornada de trabalho.

- Acabar com as homologações dentro dos Sindicatos, o que significa liberar os patrões para dar calote também nas rescisões trabalhistas.

- O que eles chamam de negociação entre trabalhador e patrão na hora da demissão, na realidade é liberar os patrões para botar pressão no trabalhador para que aceite por exemplo, receber apenas 80% do FGTS, metade da multa e ficar sem o seguro-desemprego.

- Tentar acabar com os direitos garantidos nas Convenções e Acordos Coletivos: é isso que significa o fim da ultratividade. Os patrões vão tentar retirar direitos ou então não renovar as Convenções Coletivas de Trabalho que garantem direitos que estão acima da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

- Dificultar ainda mais a entrada de ações judiciais exigindo direitos desrespeitados

pelos patrões, além de obrigar os trabalhadores a pagar as custas processuais e as perícias.

Esses são alguns exemplos do que significa a lei 13.467/17 (lei da reforma trabalhista), um verdadeiro massacre aos direitos trabalhistas que só vai ser barrado com muita luta.

 

SE VOCÊ NÃO LUTAR, SEUS DIREITOS VÃO ACABAR.

A partir de novembro, com a reforma trabalhista, os patrões vão avançar ainda contra os trabalhadores e se engana quem acha que está protegido, pois o massacre é contra todos. Ao contrário do que o governo e os patrões falam, a reforma não vai garantir emprego, vai garantir que os patrões reduzam salários e direitos, aumentem as demissões dando calote nas rescisões trabalhistas.

 

JUNTOS E NA LUTA E QUE VAMOS IMPEDIR A REDUÇÃO DOS SALÁRIOS E DIRETOS.

Várias centrais sindicais ao invés de organizar a luta para enfrentar o massacre dos direitos trabalhistas, estão preocupadas na verdade é em continuarem agarradas ao imposto sindical. São as mesmas centrais que em vários lugares há muito tempo já fazem acordos de redução de direitos e salários, mentindo para os trabalhadores que isso garantiria os empregos.

Mas os Sindicatos Organizações de Luta, como a Intersindical estão firmes e juntos com os trabalhadores. E a hora é de organizar e fortalecer a nossa mobilização contra as reformas.

Nesse momento em que os patrões e o seu governo avançam ainda mais contra a classe trabalhadora estarmos juntos e organizados no Sindicato é fundamental.

 

Fonte: INTERSINDICAL

Faleceu na noite de ontem (6), no hospital Santa Catarina, em São Paulo, a senhora Maria Virgínia Fernandes Prata, aos 87 anos. O velório será realizado a partir das 10h no Cemitério da Quarta Parada e a cerimônia de cremação às 15h no cemitério da Vila Alpina, em São Paulo. 

Maria Virgínia Fernandes Prata deixa os filhos Carlos e Sandra, que também é funcionária do Sindicato dos Radialistas, onde exerce a função de secretaria executiva. Há mais de 20 anos ela presta serviços à nossa categoria.

Colegas de trabalho e a diretoria do Sindicato dos Radialistas prestam singelo pesar à Sandra, pela perda de seu ente familiar e votos de superação.

Senhora Maria Virgínia Fernandes Prata presente, agora e sempre! 

Na última semana casos de assédio moral dentro da RedeTV! ganharam repercussão.

Para esclarecer os fatos e cobrar que medidas sejam tomadas pela emissora, o Sindicato dos Radialistas e Jornalistas solicitaram uma reunião com os representantes da empresa.

Todos os trabalhadores podem denunciar casos de assédio moral ou qualquer outro tipo de abuso cometidos dentro da empresa, o Sindicato dos Radialistas de SP garante sempre o anonimato do denunciante e se coloca sempre à serviço dos trabalhadores para que todos seus direitos sejam garantidos. Não aceitaremos violência de qualquer natureza contra os trabalhadores!

 

Veja a íntegra da denúncia publicada pelo site NaTelinha: 

 

Desde 2014 como superintendente de jornalismo e esportes da RedeTV!, a gestão de Franz Vacek está enfrentando denúncias motivadas a partir do seu braço direito no departamento.

Segundo fontes do NaTelinha, a chefe de redação de jornalismo, Lídice Leão, seria uma pessoa intransigente, tendo o hábito de discutir e desrespeitar os colegas na frente de todos, com humilhações e imposição de cargo. Casos que seriam considerados como assédio moral.

Relatos apontam que, em quase três anos da gestão Franz Vacek, três apresentadores já deixaram a emissora por conta de problemas do tipo. Um deles denunciou o caso internamente e acabou demitido. Entrou com processo trabalhista, exigindo seus direitos após ser contratado como PJ (pessoa jurídica), e também por danos morais relatando os momentos que passou com a chefe de redação. Ganhou em primeira instância, conforme documento obtido pela reportagem.

Outros seis casos de assédio moral estão correndo na Justiça contra a RedeTV! envolvendo ainda repórteres e editores, que também buscam seus direitos trabalhistas, como recolhimentos de FGTS, 13º salário, férias e horas extras.

Segundo depoimentos ouvidos pelo NaTelinha sob promessa de anonimato - por medo de ter suas carreiras prejudicadas -, Lídice Leão perseguiria a todos que questionassem as suas ordens, agindo de forma humilhante demostrando que ela era a superior hierárquica, ameaçava a equipe de demissão, rebaixava as funções dos jornalistas e minimizava os contratados como PJ.

Um áudio que chegou ao site mostra um caso ocorrido em 2015, quando faltando duas horas para o fim da jornada de um repórter, a chefe exigiu que ele continuasse seu trabalho além do tempo pois entraria num link do "RedeTV! News". 

Como tinha outro compromisso já marcado com seu filho, disse que não poderia ficar e explicou a situação. "PJ trabalha no horário que a gente quiser", bradou em dado momento uma voz que seria de Lídice Leão, surpreendendo o repórter. "Você tem um salário maior do que os outros e se a gente quiser e precisar você vai trabalhar 15, 16 horas sim!", emendou.

Chateado, o profissional questionou tal forma de tratamento, e ela repondeu: "Eu sou a chefe de redação!".

Outro relato de abuso de poder mostra que isso poderia ocorrer até mesmo em momentos de descontração, como em plantões de fim de semana, quando a equipe pedia pizza e ela exigia o primeiro pedaço, "pois sou a chefe".

Essas práticas seriam recorrentes e envolveriam até mesmo uma grávida. Há cerca de três meses, uma jornalista que espera bebê pediu demissão após não aguentar mais ser destratada pela superior.

Fontes ouvidas também revelaram que Lídice Leão foi denunciada ao setor de recursos humanos (RH) da RedeTV! e voltou com afastamento médico por estresse, ficando a sensação na empresa de que teria levado uma advertência disfarçada de problema de saúde. Comenta-se que Franz Vacek protegeria seu braço direito para que nada saia da redação, gerando assim uma bolha insustentável aos funcionários.

O NaTelinha conversou com o advogado que representa vários profissionais envolvidos no caso, o Dr. Marcos Piva. "Quando existe um caso único, você pode até falar que é interpretativo. Mas quando existem vários casos rotineiramente ocorridos, já denunciados e a empresa não toma uma postura... Isso tudo é contrário às leis, aos princípios minimamente éticos, trabalhistas e principalmente contrário às normas e regras de qualquer empresa que se considera certa", disse ele, mencionando as denúncias.

O advogado ainda antecipou que pretende levar essas acusações de assédio moral ao Ministério Público Federal, para que elas sejam apuradas como crime.

"Considerando-se que o assédio moral já fora denunciado dentro dos processos trabalhistas, e expostos aos diretores, que não tomam qualquer providência, tornam tais atos como práticas habituais e regulares aplicadas pela reclamada, chegando ao ponto de se caracterizar o dolo, e daí advém a notória possibilidade de se denunciar tudo isso ao Ministério Público Federal, a qual deve apurar a quantidade de processos com fatos similares, bem assim, outros denunciados pelo sindicato, a fim de abrirem investigações e punirem os culpados", afirmou.

A reportagem também obteve cópias de outros processos, áudios e vídeos, protegidos neste momento.

O NaTelinha procurou o outro lado através da assessoria de imprensa da RedeTV!, que até o fechamento da matéria não se pronunciou.

 

Com informações de: NaTelinha

A assembleia realizada na manhã do dia 2 de setembro, na sede do Sindicato na Capital definiu um grupo de 19 pessoas para a 11ª edição do Congresso Nacional da categoria que acontecem de 5 a 7 de outubro deste ano. Deste 2 membros natos, 7 delegados eleitos para a plenária eleitoral da direção da FITERT - que acontece antes do congresso - mais 8 delegados foram eleitos ao Congresso e haverá 2 observadores.