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UNIDADE EM DEFESA DOS DIREITOS

Os radialistas e jornalistas do Estado de São Paulo decidiram unir forças para reagir à tentativa das empresas de rádio e televisão de retirar direitos e precarizar as condições de trabalho das duas categorias. As empresas agem com uma brutalidade e intransigência que não se vê há tempos.

Os jornalistas estão em campanha salarial desde dezembro, sem conseguir renovar a Convenção Coletiva, pois os patrões querem acabar com conquistas e impor condições piores que a nefasta reforma trabalhista. A data base ocorreu em 1º de dezembro de 2017. Já houve onze rodadas de negociação com o sindicato patronal, que se mantém intransigente e não aceita mexer em sua proposta de retirada de direitos. Com isso, a Convenção já expirou, e o impasse, que se mantém, só pode ser rompido com uma forte mobilização da categoria.

Os radialistas, cuja data base passou em 1º de maio, enfrentam agora o mesmo cenário (veja os principais direitos ameaçados no verso). A campanha salarial ocorre desde março, com data base em 1º maio passado. O sindicato está em campanha de mobilização da categoria, e os radialistas enfrentam a mesma tentativa dos patrões de dilapidarem os direitos contidos na Convenção Coletiva. As duas categorias trabalham juntas, todos os dias, nas mesmas empresas, e a união de forças surgiu como um caminho, nesta situação difícil, para obrigar as empresas a respeitarem as nossas legítimas reivindicações. É por isso que os sindicatos decidiram realizar assembleias regionais unificadas em todo o Estado a partir de 19 de maio (veja o calendário e os locais no verso).

Nas assembleias, os trabalhadores das duas categorias vão debater e definir ações conjuntas, na capital e nas cidades do interior e litoral, incluindo a possibilidade de paralisação unificada. A mobilização unitária de todos os trabalhadores e trabalhadoras de rádio e TV dá ânimo e força para resistir em defesa de nossas condições de vida e trabalho.

Vamos à luta!

 

SEU DIREITO NA LATA DO LIXO

Veja os principais direitos que as empresas querem tirar de radialistas e jornalistas

 

Quinquênio – A cada 5 anos, o trabalhador que se mantém no emprego ganha um adicional de 3% no salário. As empresas querem congelar esse direito: o quinquênio deixaria de acumular, e só se mantém para quem já o ganha.

Estabilidade pré-aposentadoria – É uma cláusula que impede as empresas de demitirem o trabalhador que se aproxima da aposentadoria. Os patrões querem derrubar essa garantia em troca de uma indenização.

Estabilidade da gestante – Direito que as mães têm de voltar ao trabalho após a licença-maternidade, tendo garantida a estabilidade por um mês. É uma proteção para a mulher. Os patrões querem derrubar em troca de indenização.

Decisão sobre as férias – O trabalhador tem o direito de decidir se quer tirar 30 dias corridos de férias ou quebrar em até três períodos. As empresas querem passar a ter o direito de decidir sozinhas sobre isso (podendo usar férias, por exemplo, para as escalas de final de ano).

Banco de Horas – As empresas querem piorar brutalmente a jornada de trabalho das duas categorias, estendendo o período de compensação para até seis meses. No caso das duas categorias, há possibilidade de redução de ganhos para parcelas dos trabalhadores, a depender do contrato de trabalho. Totalmente inaceitável! Não podemos deixar que as empresas destruam o que conquistamos em décadas de luta!

 

PARTICIPE DA ASSEMBLEIA!

 

SÁBADO - DIA 19

Piracicaba – 14h Sindicato dos Bancários (Sindban Piracicaba) R. XV de Novembro, 549 – Centro

Presidente Prudente - 14h Regional do Sindicato dos Jornalistas Rua Ulisses de Castro, 268 - Bairro do Bosque 

Ribeirão Preto - 10h Subsede do Sindicato dos Radialistas R. Álvares de Azevedo, 432 - Vila Tibério

São José do Rio Preto – 14h Regional do Sindicato dos Jornalistas Rua Antônio de Godoy, 5342 - Bairro Nova Redentora

Campinas – 11h Sindicato dos Metalúrgicos R. Dr. Quirino 560 - Centro

 

SEGUNDA - DIA 21

Itapetininga – 19h Subsede do Sind. dos Rodoviá- rios de Sorocaba e Região R. Dr. Virgílio de Rezende, 866 - Centro

 

 

TERÇA - DIA 22

Bauru – 19h Regional do Sindicato dos Jornalistas R. 15 de Novembro 3-70  (esq. com R. Rubens Arruda) – Centro -

Santos – 19h Sindicato dos Metalúrgicos de Santos Av. Ana Costa, 55 - Vila Mathias

Sorocaba – 19h Sede do Sind. dos Rodoviários de Sorocaba e Região R. Capitão Augusto Franco, 159 - Vila Amélia 

 

QUARTA - DIA 23

ABCD – 14h Rede TVT Travessa Monteiro Lobato, 95 - São Bernardo do Campo 

Vale do Paraíba - 14h União Dos Aposentados e Pensionistas de Taubaté Praça Monção, 21 – Vila Lapi

 

SÁBADO - DIA 26

Capital – 10h Sindicato dos Jornalistas R. Rego Freitas, 530 – Sobreloja – Vila Buarque – São Paulo

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Ilustração: Internet -  PPR/Abono salarial tem de ser pago a todos os trabalhadores de empresas de rádio e TV no estado de São Paulo

 

Nos dias 11 e 12 de maio, em assembleias realizadas em diversas cidades do estado, os trabalhadores de empresas de rádio e TV no estado de São Paulo, por unanimidade, aprovaram a contraproposta patronal do PPR/abono de 50% do salário, com base no mínimo e máximo, reajustados pelo percentual de 1,6%.

As cláusulas 48ª e 49ª em seus parágrafos único, estabelece o período de discussão e aprovação dos valores, tendo como limites os meses de março até junho de 2018. Meta cumprida na última rodada de negociação com a apresentação da contra proposta patronal e a aprovação dos trabalhadores nas assembleias.

A determinação do pagamento das cláusulas do PPR/abono, está claro por constarem em Convenção Coletiva de Trabalho, que tem força de Lei e as empresas são obrigadas a cumprir, podendo serem penalizadas pelo descumprimento da CCT.

Acompanhe abaixo como ficou o PPR/abono dos radialistas com índice de reajuste de 1,6% e que deverá ser pago, de uma vez, na folha de pagamento de julho. As empresas estão livres para fazer a antecipação do pagamento devido.

 

PPR/ABONO:

- 50% do Salário Base

 

- Capital                               -      Mínimo R$ 1.013,36

                                                    Máximo R$ 3.782,56

 

- Cidades c/+ de 80 mil   -        Mínimo R$     785,00

                                                   Máximo R$ 2.982,97

 

- Cidades c/ - de 80 mil    -       Mínimo R$     639,06

                                                   Máximo R$ 2.241,29

 

 

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Ilustração: Sindicato dos Jornalistas Cédula do Plebiscito proposto a categoria

 

Com informações Sindicato dos Jornalistas no estado de São Paulo

 

Em recente consulta realizada pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no estado de São Paulo, os jornalistas de Rádio e TV rejeitaram a proposta patronal para renovação da Convenção Coletiva da Categoria (CCT), que apresentou proposta de reajuste salarial e até aumento real, mas com perdas de direitos históricos da categoria. Foram quase mil trabalhadores que participaram do plebiscito com 77,94% optando pela rejeição. 

O plebiscito foi realizado em diversas redações no estado entre os dias 19/4 e 2/5 com duas perguntas aos jornalistas. Na primeira, os profissionais diziam sim ou não à proposta das empresas. Dos votos, 770 foram para o "não", 218 "sim", e 1 voto em branco. Aqueles que votaram "não" na primeira pergunta se pronunciaram também se eram a favor de manter a contraproposta dos jornalistas, como parâmetro para continuar a campanha salarial: 712 foram a favor, 52 contra, e 6 se abstiveram.

A Campanha Salarial dos jornalistas começou em outubro de 2017 e, desde 15 de dezembro, as empresas insistem numa mesma pauta que desmonta a CCT da categoria. No período, foram dez rodadas de negociações sem avançar devido à intransigência das empresas.

Para a diretoria do Sindicato dos Jornalistas, o resultado da votação reforça aos empresários que os profissionais não dão aval a uma proposta de CCT que piora as condições de trabalho e rebaixa garantias legais, além de retirar direitos garantidos há anos sem que existam contrapartidas.

Próximos passos

O Sindicato dos Jornalistas irá informar o resultado ao sindicato patronal, e propor nova rodada de negociação. Ao mesmo tempo, será organizado uma assembleia conjunta com os Radialistas.

 

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Foto: Ronaldo Werneck   Ata da primeira reunião do Sindicato dos Radialistas com os represetantes dos donos de Rádio e TV

Demorou, mas deu o ar da graça. No último dia 27, deste mês de abril, na sede do Sindicato das Empresas de Radiodifusão e Televisão no estado de São Paulo, a comissão de negociação do Sindicato dos Radialistas se reuniu com os representantes do Sindicato patronal, em sua primeira reunião, para estabelecer as diretrizes em que irão discutir a pauta de reivindicação da categoria. Dentre elas está o calendário de negociação.

Também ficou decidido pelo grupo, que irão se reunir para negociar de forma direta, optando-se pela não indicação de mediação durante o curso das negociações. Dessa forma, o entendimento de ambas as comissões de negociação é de que não será necessária a participação do Ministério do Trabalho como mediador.

As negociações irão ocorrer durante o mês de maio, às terças feiras, nos dias 8, 15, 22 e 29.  Os integrantes da comissão de negociação do Sindicato dos Radialistas e do patronal irão se reunir sempre a partir das 11h, com previsão de pouco mais de uma hora e meia de reunião, para discussão da pauta. 

Nessa primeira reunião ficou estabelecido que a convenção coletiva de 2016-1018, que se encerraria no dia 30 de abril, tem sua data de validade estendida para o dia 30 de maio. O que foi ponderado pelo Sindicato dos Radialistas, com a informação de que com data de apenas 30 dias de extensão do acordo passado, seria insuficiente frente a necessidade de prorrogação para, pelo menos, 15 dias após a data da última reunião de negociação agendada, ou seja, até 15 de junho, afim de possibilitar a feitura de assembleia com a categoria e demais preparativos, como a possibilidade de se entrar com dissídio na justiça. Os membros da bancada patronal não deram resposta imediata, informando já, de imediato, que o Sindicato patronal não concorda com o envio da ação para dissídio coletivo.

Importante lembrar que os representantes dos patrões são apenas correia de extensão dos donos das empresas. E eles só se sensibilizam com a mobilização da categoria. Portanto, os trabalhadores radialistas devem estar atentos as convocações do Sindicato e se prepararem para mobilização.

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Intersindical, instrumento de luta da classe trabalhadora

 

Com informações Wikipedia, Mundo SocialismoSua Pesquisa e Brasil Escola.

 

Próxima terça feira se comemora no Brasil e em diversos lugares no mundo o dia Primeiro de Maio. Poderia ser mais um dia qualquer, mas ele é cheio de simbologia. Principalmente para os trabalhadores.

Primeiro a pergunta; Dia do trabalhador ou dia do Trabalho? É uma dúvida para alguns trabalhadores que precisam ter essa certeza; é Dia do Trabalhador. Para nós, trabalhadores conscientes, a data passa ser além disso. É o dia Internacional de Luta do Trabalhador. Porque somente através da luta a classe trabalhadora consegue avançar em suas conquistas. E uma delas é a redução da jornada de trabalho para 8 horas. Reduzir essa data simbólica à uma simples comemoração efusiva, dá uma conotação distante do que o dia representa. 

 

História do Dia do Trabalhador

A História do Dia do Trabalhador tem origem com um evento acontecido no ano de 1886 na industrializada cidade de Chicago (Estados Unidos). No dia 1º de maio daquele ano, milhares de trabalhadores foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho, entre elas, a redução da jornada de trabalho de treze para oito horas diárias. Neste mesmo dia ocorreu nos Estados Unidos uma grande greve geral dos trabalhadores. Naquele dia as manifestações movimentaram a cidade, causando a ira dos poderosos. A repressão ao movimento foi dura, com prisões, pessoas feridas e até mesmo trabalhadores mortos nos confrontos entre os operários e a polícia.

 

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Ilustração  Repressão Policial contra os trabalhadores em Chicago/EUA.

 

Três anos mais tarde, no dia 20 de junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu convocar anualmente uma manifestação com o objetivo de lutar pela jornada de 8 horas de trabalho. A data escolhida foi o primeiro dia de maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1º de maio de 1891 uma manifestação no norte de França foi dispersada pela polícia, resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serviu para reforçar o significado da data como um dia de luta dos trabalhadores. Meses depois, a Internacional Socialista de Bruxelas proclamou esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.

A luta pela jornada de 8 horas ganhou novos impulsos com o surgimento de organizações dos operários, a nível nacional e internacional. Desde os primeiros Congressos da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT), fundada em Londres em 1864 por iniciativa dos operários franceses e ingleses, a reivindicação da redução da jornada de trabalho, fazia sempre parte das suas  pautas em Congressos e Conferências dos trabalhadores.

Bom lembrar que até o hoje os Estados Unidos se negam a reconhecer a data de 1º de Maio como Dia do Trabalhador. Ela é comemorada na primeira segunda feira do mês de setembro como "Dia do Trabalho".  Em 1890, a luta dos trabalhadores estadunidenses conseguiu que o Congresso aprovasse que a redução da jornada de trabalho - de 16 horas para 8 horas diárias.

Fatos importantes relacionados ao 1º de maio no Brasil:

- Em 1º de maio de 1940, o presidente Getúlio Vargas instituiu o salário mínimo. Este deveria suprir as necessidades básicas de uma família (moradia, alimentação, saúde, vestuário, educação e lazer).

- Em 1º de maio de 1941 foi criada a Justiça do Trabalho, destinada a resolver questões judiciais relacionadas, especificamente, as relações de trabalho e aos direitos dos trabalhadores.

 

Atos e Manifestações no dia 1º de Maio

 

Na cidade de Campinas haverá ato unificado, organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos.

9h - Concentração na Sede Central do Sindicato dos Metalúrgicos - R. Dr. Quirino, 560 - Centro, Campinas - SP.

10h30 - Ato na Catedral junto com outros Sindicatos, Centrais Sindicais e Movimentos Populares 

 

Em São Paulo o primeiro de maio haverá diversas manifestações pela cidade;

- Na Praça da Sé, às 9h na catedral, missa em homenagem aos Trabalhadores e, em seguida, às 10h, ato promovido pela Pastoral Operária e diversos movimentos sociais e sindicatos combativos da cidade.

 

O 1º de Maio celebra a Luta e a Resistência da Classe Trabalhadora. A PRAÇA DA SÉ em SÃO PAULO tem sido palco da resistência contra os ataques dos governos que se revesam no poder a serviço das classes domanites. Assim foi no histórico enfrentamento de 1968 contra a ditadura Militar e o Peleguismo sindical e assim será em 2018 para brecar o avanço das forças reacionárias que promoveram o Golpe político no Brasil em 2016, rasgaram às leis trabalhistas e ameaçam a democracia o direito a livre manifestação e a organização da Classe Trabalhadora.

Em tempos como estes que estamos vivendo é preciso unificar a luta em defesa dos direitos democráticos e das bandeiras históricas da classe trabalhadora.

NÓS TRABALHADORAS E TRABALHADORES (Independente de correntes sindicais ou partidárias) REAFIRMAMOS A IMPORTÂNCIA DE CELEBRAR OS 50 ANOS DO HISTÓRICO ATO DE 1968 DA PRAÇA DA SÉ E SEGUIR EM MARCHA PARA O ATO UNIFICADO NA PRAÇA DA REPUBLICA!

 

- Na Praça da República, região central da capital, envolvendo a Frente Brasil Popular e a Frente Povo sem Medo. O ato político e as apresentações artísticas ocorrerão a partir das 12h. 

 

 

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Foto: Divulgação: Trabalhadores da EBC em Rio de Janeiro

 

De forma ilegal, Governo e Direção da EBC querem tornar Agência Brasil e TV Brasil órgãos governamentais e liquidar de vez a comunicação pública

Em mais um ataque à comunicação pública, a direção da Empresa Brasil de Comunicação e representantes do Governo Federal tentam liquidar, de forma ilegal, a possibilidade da empresa pública fazer jornalismo, mudando a finalidade da Agência Brasil e a TV Brasil.

Na reunião do Conselho de Administração nesta segunda (23), Larte Rimoli, presidente da EBC, e Márcio Freitas, Secretário de Comunicação de Temer, apresentaram um novo "realinhamento da estratégia da EBC", um documento que orienta as atividades da empresa pública, com voto contrário do representante dos empregados no Conselho de Administração.

*O governo definiu que uma das estratégias da EBC será o de "fortalecer a comunicação de Estado". O documento ataca diretamente o jornalismo público da emissora, impondo uma "adaptação da Agência Brasil para a comunicação de Estado", passando a "comunicar APENAS notícias de Estado". *

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Foto Divulgação: Trabalhadores da EBC em São Paulo

 

O governo afirma ainda que a "TV Brasil não dispenderá esforços na captação e produção de conteúdos do Estado". Assim liquidar o papel público da emissora, colocando-a refém dos interesses do governo federal, voltando sua programação para o governo, função exclusiva da TV NBR.

A proposta da diretoria da EBC ainda prevê ampliação da terceirização na empresa e o acúmulo de funções pelos empregados.

As mudanças são ilegais já que contrariam a Lei que criou a EBC. A legislação, mesmo que modificada por Temer em 2016, manteve alguns dos dispositivos que garantiam a autonomia da empresa pública. Em seu artigo 2º parágrafo 8º, a Lei da EBC afiram que a empresa deve ter “autonomia em relação ao Governo Federal para definir produção, programação e distribuição de conteúdo no sistema público de radiodifusão”.

O Sistema Público de Comunicação é previsto na Constituição Federal, como complementar ao sistema ESTATAL e privado. A comunicação dos poderes de Estado, ou o sistema Estatal, já é realizada pelas emissoras próprias do Legislativo, do Judiciário e do Executivo, que no caso desse último, é operado pela EBC como prestação de serviços, através da NBR e da Voz do Brasil.

Essa possibilidade de prestação de serviços de radiodifusão para o Governo Federal pela EBC, mesmo que previsto em Lei, tem dentro da própria empresa sua distinção dos veículos públicos. Existe um setor específico para isso, a EBC Serviços, que mantém, desde a criação da EBC em 2008, contratos de prestação de serviço com a Secom/PR para a manutenção da TV NBR - Canal do Governo Federal e a programação do executivo na Voz do Brasil, além do serviço de publicidade legal.

Essa prestação de serviços já gerou e gera inúmeros problemas na autonomia da empresa, que tem parte dos seus recursos vinculados à Secretaria de Comunicação do Governo Federal. Mas modificar o papel dos veículos públicos que deveriam levar conhecimento crítico ao cidadão passando a apenas "comunicar atos do Estado" é mais um ataque ao direito à informação da sociedade brasileira.

 

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Foto Divulgação: Trabalhadores da EBC em Brasília

 

No final de 2017, a direção da empresa já havia modificado a “visão” institucional da EBC, retirando a referência à “comunicação pública” do objetivo futuro da empresa. Em 2016, a empresa pública já sofria com a interferência do Governo Temer, que destituiu o ex-presidente da EBC que detinha um mandato de 4 anos e a cassou todo o Conselho Curador, através de uma Medida Provisória, atentando contra a autonomia da comunicação pública. Desde então, a EBC sofre com fortes cortes orçamentários, denúncias de censura na redação dos veículos públicos e perseguições a jornalistas e radialistas.

A experiência de comunicação pública brasileira que completou 10 anos neste ano está sendo alvejada e cabe aos trabalhadores e trabalhadoras junto com a sociedade brasileira defendê-la. Não calarão a nossa voz, vamos resistir com a nossa missão de ter mais pluralidade e diversidade de informação e opinião, principalmente agora no momento que o Brasil mais precisa.

Sindicato dos Jornalistas de SP, RJ e DF

Sindicato dos Radialistas de SP, RJ e DF

RedeTV logo 

Com informações Sindicato dos Jornalistas de SP

Emaranhados numa negociação difícil com o patronal os Jornalistas estão diante de um dilema, que pode decidir para o bem ou para o mal, o horizonte  manutenção de seus direitos para a categoria. Cientes desse desafio os jornalistas da Rede TV! lançaram uma carta aberta aos companheiros da categoria alertando o risco da assinatura da convenção coletiva de Trabalho da categoria se abrirem mão de direitos históricos da categoria. 

A Campanha Salarial dos jornalistas de Rádio e TV prossegue com a realização de plebiscito  com os trabalhadores do setor até o próximo dia 2 de maio. Diante da perda de direitos que as empresas querem impor para fechar a Convenção Coletiva, os profissionais da Rede TV alertam aos demais colegas da categoria para os riscos da mudança no banco de horas, caso a proposta patronal seja aprovada na consulta.

A antiga redação da cláusula na Convenção Coletiva garante o pagamento de horas extras para jornada acima de cinco de horas, mas os patrões querem mudar e apresentaram uma nova redação que dá margem para que as empresas não façam qualquer pagamento a partir da sexta hora trabalhada. Além de ficar sem receber, os profissionais terão as horas compensadas em até seis meses. 

Caso a proposta dos empresários seja aprovada no plebiscito, o salário dos jornalistas da Rede TV será reduzido em até 43% e o mesmo poderá ocorrer com profissionais de outras empresas, alertam os trabalhadores e trabalhadoras da emissora. Confira a carta na íntegra:

 

"Carta dos jornalistas da Rede TV à categoria

Sobre a possibilidade de redução nos nossos salários a quase a metade do que é hoje!

Muitos de nós da Rede TV tivemos a oportunidade de discutir longamente os impactos negativos das mudanças propostas pelas empresas na Convenção Coletiva. Uma dessas modificações, sobre as horas extras, pode nos impactar profundamente de maneira imediata, e ao resto da categoria em seguida.

Como era na Convenção passada? A 6a e a 7ª hora diária eram obrigatoriamente pagas no final do mês, independentemente do contrato do jornalista.

Nós, que somos na maioria contratados por uma jornada de 5 horas, trabalhamos todos os dias pelo menos 7 horas. Recebemos todo mês entre 48 e 54 horas extras - pagas - e os nossos vencimentos na prática equivalem aos salários de quem tem jornada contratada de 7 horas.

A mudança que as empresas querem impor: que a 6ª e a 7ª hora possam integrar o banco de horas. Qual é o impacto imediato? Para nós e para outros colegas da categoria, significa a possibilidade de, nos próximos meses, termos uma redução de até 43% nos nossos vencimentos!

A empresa vai conseguir garantir a produção com os jornalistas compensando todas essas horas? Dificilmente. Mas não é exatamente disso que se trata. A questão é a ameaça sobre nossas cabeças de que uma parte (maior ou menor) dessas horas não seja paga.

Outro problema grave é que as empresas teriam um prazo folgado, de até 6 meses, para pagar algumas dessas horas extras – se é que vamos receber por elas.  Além disso, essas horas terão um valor menor: quando pagas no mesmo mês, a 6ª hora tem o adicional de 75% e a 7ª hora tem 100%. Uma vez que sejam integradas no banco de horas, aquilo que não for compensado ao final dos 6 meses é pago com adicional de 55%. Daí porque dizemos que haverá redução imediata de renda!

Em quantas grandes empresas do nosso setor os jornalistas não conseguem acompanhar se estão realmente folgando ou recebendo todas as horas que lhes são devidas? Isso na forma atual do banco de horas: com limite de 21 horas no mês, pagas em até 2 meses. Imagina quando não houver limites e o prazo for de 6 meses?!

ESSE PROBLEMA NÃO É SÓ DA REDE TV! É de boa parte dos jornalistas contratados por 5 horas em pequenas empresas espalhadas pelo estado e é, também, de todos os colegas que hoje são contratados por 7 horas! Por quê? Porque, com essas alterações na Convenção Coletiva, as empresas poderão demitir e contratar funcionários por um novo padrão que apresenta custos menores. Por isso, é o emprego de todos e todas que estará em risco!

O que vivenciamos agora é o que pode acontecer com o conjunto dos colegas futuramente. Na Rede TV já passamos por um processo em que as contratações eram de 7 horas e mudaram para 5 horas, o que nos coloca agora nessa situação diante da proposta patronal.

IMPORTANTE! As empresas só poderão fazer essas mudanças, sem perigo de serem questionadas na Justiça, se a maioria da nossa categoria decidir que o Sindicato dos Jornalistas deve assinar essa proposta.

Repetindo: se a nossa categoria aceitar essas condições, será infinitamente mais difícil lutar contra isso, seja por meios sindicais ou por meios jurídicos.

Alguns empresário ou diretores de redação têm ameaçado empregados com a perda da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), por exemplo, caso não aceitem a proposta patronal de Convenção Coletiva, mas é imprescindível entender que não há PLR que compense a perda salarial que isso representa, ou mesmo a perda do emprego!

Por isso é que estamos enviando esta carta, para dialogar com todos os colegas sobre a necessidade de votar “não” nesta proposta patronal  - seja por solidariedade a uma parte significativa da nossa categoria, seja por preocupação com o futuro imediato de cada um - e para seguir discutindo os caminhos para garantir nossos direitos coletivos.

Osasco, 19 de abril de 2018

Jornalistas da Rede TV"

 

 

 

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Foto: Ronaldo Werneck   Sérgio Ipoldo (microfone na mão) é diretor coordenador do Sindicato dos Radialistas no estado de São Paulo

Com informações FITERT

Nesta segunda e terça feira dirigentes dos Sindicatos dos Radialistas de quase todo Brasil, se reúnem, junto a Federação dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão (FITERT), em Brasília/DF, para discutir ações em defesa da Lei do Radialista. Representando os radialistas de São Paulo irá Sérgio Ipoldo, que é diretor coordenador do Sindicato dos Radialistas no estado de São Paulo.

A reunião se faz necessária devido a promulgação de uma Lei, realizada sorrateiramente pelo governo Temer,  que mexe com o quadro anexo das funções dos Radialistas. Na prática reduzindo as 94 funções regulamentadas para apenas 25.

A expectativa é que os dirigentes, presentes na reunião da FITERT, tirem encaminhamentos para impedir que a Lei do Radialista seja alterada da forma como está.

 

 

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Mais uma vez, o gerente-executivo da Agência Brasil, Alberto Coura, usa o e-mail corporativo da empresa para desferir ataques e ofensas a profissionais subordinados a ele. Desta vez, de forma leviana e inapropriada, Alberto Coura agrediu publicamente a repórter Isabela Vieira pelo simples fato de a profissional ter questionado a qualidade do último Boletim da Ouvidoria.

Em tom de desprezo à opiniões contrárias, o gerente-executivo tentou desqualificar a trajetória de mais de dez anos da profissional reconhecida por sua competência técnica dentro e fora da EBC e se pôs a humilhá-la em e-mail endereçado a todos os profissionais do setor.

Indicação do Diretor de Jornalismo, Lourival Macedo, Alberto Coura tem marcado sua gestão à frente da Agência Brasil pelo autoritarismo, pela falta de diálogo e por episódios como esses, de ataques e perseguições a profissionais do setor e a lideranças dos trabalhadores. Importante destacar que Isabela Vieira é também representante dos trabalhadores no Conselho de Administração e tem feito questionamentos importantes à Diretoria de Jornalismo, como forma de elevar a qualidade do setor.

Já o gerente Alberto Coura tem pautado sua atuação no cargo pelo proselitismo político e pelo desrespeito às normais de jornalismo da EBC. Partiu dele a ordem para que a Agência Brasil publicasse menos matérias sobre o brutal assassinato da vereadora Marielle Franco, por considerar o tema “repetitivo” e “cansativo”, além de censurar reportagens sobre a intervenção federal.

O cenário de assédio moral é sistêmico na EBC e causa prejuízo aos cofres públicos, com ações na Justiça e licenças médicas. Rebaixam mais ainda a gestão do jornalista Laerte Rímoli, presidente da EBC, atolado de denúncias. Há poucas semanas, veio a público um assessor de Rímoli, o único entre os mais 2 mil empregados da EBC, com autorização para “trabalhar de casa”. A gestão age com autoritarismo ao mesmo tempo em que beneficia amigos nos cargos mais altos com “condições especiais”.

Diante disso, e em solidariedade à Isabela Vieira e a todos os empregados lotados na Agência Brasil, a Comissão de Empregados e os sindicatos dos jornalistas do Rio de Janeiro , Distrito Federal, e São Paulo consideram a manutenção de Alberto Coura no cargo uma afronta e uma demonstração de total falta de compromisso da direção da EBC com um ambiente de trabalho harmônico e de bem-estar dos empregados. A permanência dele é uma afronta também ao Código de Ética da própria empresa e demais normas internas.

Comissão de Empregados da EBC
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio de Janeiro
Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo
Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro
Sindicato dos Radialistas de São Paulo
Representação dos Trabalhadores no Conselho de Administração da EBC

 

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Nota de Repúdio

 

Nos últimos dias acompanhamos estarrecidos a violência praticada por manifestantes contra os trabalhadores de empresas de Rádio e TV, que faziam a cobertura jornalística do desenrolar da prisão do ex- presidente Lula.

 

Sabemos que os meios de comunicação, como extensão de um instrumento de criação de valores e dominação ideológica, têm preferências políticas e interesses econômicos, muitas vezes divergentes de determinados grupos políticos. A postura desses veículos, ao fazerem cobertura jornalística enviesada, e que se enquadram dentro de seu escopo de interesses, desperta antipatia de seguimentos da sociedade contrários ao tipo de cobertura jornalística dispensada, muitas vezes da realidade dos fatos.

 

Não justifica a violência contra os trabalhadores, por posturas questionáveis por parte da direção das empresas de Rádio e TV. Os trabalhadores tão somente seguem ordens profissionais de desempenharem suas funções, portanto, estão alheios ao direcionamento que o jornalismo de cada emissora opta.

 

É necessário que as lideranças desses grupos políticos orientem sua militância a não atacarem os trabalhadores, que estão apenas no seu exercício profissional.

 

A diretoria do Sindicato dos Radialistas no estado de São Paulo repudia a violência praticada contra os radialistas no último final de semana. É imperativo afirmar que a violência contra os profissionais não contribui para mudança do tipo de cobertura que as emissora praticam. Primeiro porque a direção das empresas de Rádio e TV não enxergam os trabalhadores com o devido valor a ponto de não fornecerem materiais de proteção e, segundo, que a luta pela regulação da mídia e pela democratização dos meios de comunicação é uma luta travada com o compromisso de respeito e valorização desses profissionais.

 

Diretoria do Sindicato dos Radialistas no estado de São Paulo.