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Foto: Ronaldo Werneck  -      Will em atividade sindical na porta da TV Record
 
Não tem jeito, a Record, definitivamente, não anda bem com suas decisões, que acabam tendo de serem revertidas na Justiça. 


Por Ronaldo Verneck

Em decisão recente da Justiça, Wilson Santiago Merces, mais conhecido como "Will", conquistou sua reintegração ao trabalho na função de Assistente de Estúdio, depois de ter sido afastado com alegação de falta grave, ao participar de reunião destinada aos auxiliares de câmera na emissora. 

Decisão proferida pela magistrada Maria Fernanda de Queiroz da Silveira, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, em São Paulo, neste domingo, garante reintegração ao trabalho ao não reconhecer falta grave, acusação feita pela emissora para tentar justificar uma demissão por justa causa.

Entenda o caso

Em fevereiro de 2016 Will e Nadir, dirigentes sindicais do Sindicato dos Radialistas, estavam liberados para desenvolver atividade sindical e, por isso, compareceram numa reunião destinadas aos auxiliares de câmera da emissora, na qual descobriram "in locu", que se tratava de tentativa de demissão, em massa,desses trabalhadores. A empresa obviamente, não gostou que o Sindicato, através desses dirigentes, estivessem presentes para alertar os auxiliares de câmera do que estava por ocorrer e informar a respeito de alternativas que poderiam tomadas pelos trabalhadores.


Will e Nadir foram, então, afastados de suas funções para que pudessem serem responsabilizados de conduta grave, alegada pela empresa, para justificar demissão por justa causa. Em processos individuais, no caso de Will, a sentença impõe na TV Record mais uma retumbante derrota política, que tem sido recorrente, devido a decisões questionáveis frente ao discurso que a direção promove entre seus funcionários.

Além das custas processuais a empresa está obrigada a fazer os pagamentos, que foram interrompidos, dos salários devidos desde o afastamento até a efetiva reintegração no cargo; 13º salário (s), férias, com abono de 1/3 e FGTS, que deve ser depositado em conta vinculada do trabalhador.

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Foto: Ronaldo Werneck  -      Will em atividade sindical na porta da TV Record
 
Não tem jeito, a Record, definitivamente, não anda bem com suas decisões, que acabam tendo de serem revertidas na Justiça. 


Por Ronaldo Verneck

Em decisão recente da Justiça, Wilson Santiago Merces, mais conhecido como "Will", conquistou sua reintegração ao trabalho na função de Assistente de Estúdio, depois de ter sido afastado com alegação de falta grave, ao participar de reunião destinada aos auxiliares de câmera na emissora. 

Decisão proferida pela magistrada Maria Fernanda de Queiroz da Silveira, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, em São Paulo, neste domingo, garante reintegração ao trabalho ao não reconhecer falta grave, acusação feita pela emissora para tentar justificar uma demissão por justa causa.

Entenda o caso

Em dezembro de 2016 Will e Nadir, dirigentes sindicais do Sindicato dos Radialistas, estavam liberados para desenvolver atividade sindical e, por isso, compareceram numa reunião destinadas aos auxiliares de câmera da emissora, na qual descobriram "in locu", que se tratava de tentativa de demissão, em massa,desses trabalhadores. A empresa obviamente, não gostou que o Sindicato, através desses dirigentes, estivessem presentes para alertar os auxiliares de câmera do que estava por ocorrer e informar a respeito de alternativas que poderiam tomadas pelos trabalhadores.


Will e Nadir foram, então, afastados de suas funções para que pudessem serem responsabilizados de conduta grave, alegada pela empresa, para justificar demissão por justa causa. Em processos individuais, no caso de Will, a sentença impõe na TV Record mais uma retumbante derrota política, que tem sido recorrente, devido a decisões questionáveis frente ao discurso que a direção promove entre seus funcionários.

Além das custas processuais a empresa está obrigada a fazer os pagamentos, que foram interrompidos, dos salários devidos desde o afastamento até a efetiva reintegração no cargo; 13º salário (s), férias, com abono de 1/3 e FGTS, que deve ser depositado em conta vinculada do trabalhador.

 

recesso fim de ano novo site

Neste mês de dezembro, como em todos os anos, o Sindicato dos Radialistas encerra suas atividades administrativas e atendimento aos trabalhadores. A entidade estará fechada entre os dias 22 de dezembro e 02 de janeiro. Portanto o último dia de atendimento será no dia 21 de dezembro, quinta feira. E reabre para atendimento no ano que vem - dia 03 de janeiro de 2018, numa quarta feira.

plenaria 01

Foto: reprodução. Plenária da Intersindical realizada em Itapema-SC nos dias 02 e 03 de dezembro

ENRAIZAR A ORGANIZAÇÃO EM CADA LOCAL DE TRABALHO, REVELAR O QUE O CAPITAL E SEU ESTADO TENTARAM ESCONDER COM SUAS REFORMAS, PARA AVANÇAR NA LUTA CONTRA O BRUTAL ATAQUE À CLASSE TRABALHADORA

Por Intersindical

Nos reunimos em Plenária Nacional nos dias 02 e 03 de dezembro, na cidade de Itapema/SC, vindos das intensas batalhas contra o Capital e seu Estado que intensificaram seus ataques, seja com suas reformas que atingem diretamente salários, direitos e empregos, seja com as medidas de congelamento dos gastos públicos, privatizações e mais concessões ao Capital, atingindo diretamente serviços básicos como saúde, educação, saneamento.

Junto a isso, no Parlamento, os projetos de urgência do Capital foram acelerados ao ritmo de seus interesses, como foi a votação da terceirização irrestrita, ampliação dos contratos temporários e para coroar a reforma trabalhista. Nesse mesmo Congresso Nacional se ampliam os ataques aos direitos das mulheres, como o projeto que tenta proibir até a realização do aborto legal, além de outros que estimulam a homofobia e o projeto de “escola sem partido”, que tem por objetivo alienar os filhos da classe trabalhadora para o Capital.

Um momento de ataque brutal à classe trabalhadora e às suas Organizações de Luta, como os Sindicatos, pois a reforma trabalhista construída principalmente pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), além de abrir as portas para a redução do preço da força de trabalho, cria mecanismos para tentar intervir na ação sindical e conter a luta organizada pelos Sindicatos que de fato têm compromisso com os trabalhadores.

Para ajudá-los no ataque aos Sindicatos e Organizações de luta, contam com a maioria das centrais sindicais que há muito tempo já sucumbiram ao pacto social, aceitando a redução de direitos dos trabalhadores e que não se moverão a não ser pela busca de uma nova forma que as financie, principalmente agora com o fim do imposto sindical.

Mas para quem não se curvou, e junto à sua classe permanece, a hora é de seguir firme na organização do enfrentamento que virá: nos momentos de grande ataque, as possibilidades de grandes lutas também se colocam, mas elas não virão simplesmente por vontade e muito menos na formalidade de chamados e convocações completamente distante dos lugares em que os trabalhadores estão.

Para isso é preciso intensificar o trabalho de organização pela base, mostrando à classe trabalhadora o que os patrões e seu principal instrumento de coação contra os trabalhadores, o Estado, ocultaram em suas reformas e projetos. Mostrar também que não adianta apenas trocar o gerente da máquina e seus auxiliares, ou seja, o presidente da República, seus deputados e senadores, para a solução dos problemas que atingem o conjunto de nossa classe.

Durante a Plenária Nacional, além de seguir construindo a análise precisa da realidade, definimos as tarefas centrais de organização em cada ramo e região onde estamos para o próximo período, para avançar no processo de mobilização que garanta o salto de qualidade necessário para o enfrentamento contra mais essa dura investida do Capital através de suas reformas.

Firmes mantivemos e ampliamos nossas trincheiras, derrotando os pelegos que estão a serviço do Capital também nas eleições sindicais, como em Ipatinga/MG onde, mais do que derrotar a Força Sindical, derrotamos a Usiminas, que fez de tudo para tomar o Sindicato das mãos dos trabalhadores, mas não conseguiu. Mantivemos e ampliamos nossas trincheiras também junto aos trabalhadores do Estado como com os professores de Curitiba/PR, trabalhadores nos Correios de Santa Maria/RS, entre outras categorias.

Na Plenária, mais do que homenagear o centenário da Revolução Socialista na Rússia e a greve geral de 1917, fizemos desse momento um encontro com nossa história que segue sendo feita por nossa luta.

Em 1917, na Rússia, os trabalhadores tomaram as ruas, ocuparam as fábricas, derrubaram o czar exigindo pão, paz e terra; no Brasil de 1917 os trabalhadores realizaram uma grande greve geral que garantiu a redução da jornada e melhoria das condições de trabalho.

Cem anos se passaram e, seja no Brasil, como pelo mundo afora, o Capital tenta exterminar direitos para sugar ainda mais o valor produzido por nossa força de trabalho, concentrando a riqueza e espalhando o adoecimento e a miséria para o conjunto de nossa classe.

O Capital tenta potencializar seus lucros ainda mais através de sua reforma trabalhista e nossa tarefa principal é mostrar isso ao conjunto dos trabalhadores principalmente em seus locais de trabalho, mas também de estudo e moradia.

Para que a indignação se transforme em movimento, movimento que supere a fragmentação e contribua de maneira decisiva para necessária greve geral. E no movimento real da luta de classes contribuirmos para a superação dessa sociedade em outra, onde a cada qual segundo suas necessidades e de cada qual segundo suas capacidades, uma sociedade socialista.

centrais sindicais

Centrais sindicais cancelaram o chamado para greve do dia 5 de dezembro

 

A serviço dos patrões, o governo Temer/PMDB e a maioria do Congresso Nacional aprovaram a reforma trabalhista – que é a reforma das reformas para o Capital pois significa novas condições para que os patrões reduzam salários e direitos, imponham jornadas cada vez piores precarizando ainda mais as condições de trabalho.

Com sua reforma trabalhista, os patrões conseguiram tornar mais distante as chances dos trabalhadores se aposentarem. Ou seja, com as alterações da jornada de trabalho e a possibilidade de mais redução salarial, é trabalhar até morrer, e se conseguir chegar ao tempo necessário para aposentadoria é ter que continuar a trabalhar para não morrer de fome.

O Capital mandou e o governo Temer obedeceu: para garantir esse massacre o que falta é o aumento da idade para aposentadoria e ampliar a dificuldade para que os trabalhadores tenham acesso a direitos básicos da Previdência.

Para enfrentar esse brutal ataque, não adianta apenas decretar a data. É preciso construir a greve geral pra valer:

A maioria das centrais sindicais no Brasil infelizmente não estão empenhadas de fato na ampliação da mobilização para impedir a efetivação da reforma trabalhista dos patrões e a aprovação da reforma da Previdência.

Pois durante as últimas décadas essas centrais sindicais, nos lugares onde estão, há tempos já se submeteram aos interesses do Capital, aceitando a redução de salários e direitos. Sua preocupação de fato com a reforma trabalhista está no fim do imposto sindical e nada mais.

O desrespeito à classe trabalhadora e a subserviência aos interesses patronais é tanta que num intervalo de menos de quinze dias chamaram e cancelaram o chamado de greve geral para o próximo dia 05.

Dizer que o cancelamento foi por causa do adiamento da votação da reforma da Previdência é puro blefe, pois motivos não nos faltam para lutar: adiar não significa cancelar a reforma da Previdência e,  mais do que isso, a reforma trabalhista dos patrões já está sendo colocada em prática em vários locais do país.

Portanto, sem ilusões que a burocracia instalada nessas centrais sindicais vá se mover para construir a greve geral, nós seguiremos empenhados em construir calendários unitários de mobilização que extrapolem as cercas das categorias e se fortaleçam para necessária greve geral no Brasil, única forma de impedir o massacre aos diretos trabalhistas.

No dia 05 de dezembro seguiremos onde devemos estar: junto aos trabalhadores, mostrando o real significado das reformas impostas pelo Capital e a necessidade de ampliar em cada local de trabalho, estudo e moradia a mobilização à altura da greve geral, única forma de barrar esse brutal ataque a classe trabalhadora.

Com informações da Intersindical

registro profissional

Foto: Reprodução Carteira do Registro Profissional

A secretaria do Sindicato dos Radialistas informa que o prazo para dar entrada no processo de Atestado de Capacitação Profissional, que garante o fornecimento do Registro Profissional - mais conhecido como DRT, é dia 8 de dezembro. Dessa forma os trabalhadores que fizerem os encaminhamentos necessários, atendendo este prazo limite, poderão obter resposta ainda este ano. Após esta data somente em janeiro de 2018.

Para maiores informações ligue para 11 3145 9999 ou escreva para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

OUTROS OUTUBROS VIRÃO REPLETOS DE SOL, DE LUZ E LUTA. 100 ANOS DA REVOLUÇÃO RUSSA, 100 ANOS DA GREVE GERAL DE 1917: A LUTA DA CLASSE TRABALHADORA CONTINUA!

 

Através da Intersindical

 

Há cem anos atrás, na distante Rússia, mulheres, homens, jovens trabalhadores, pararam as fábricas, foram às ruas em grandes e intensas marchas, lutavam por pão, terra e paz. Milhares dos seus estavam morrendo no front de uma guerra provocada pelo Capital, outros milhares morrendo por causa do fome provocada pelo mesmo Capital.

Essas mulheres e homens trabalhadores foram além da reivindicação do pão, da terra para plantar o alimento, do fim da guerra: ocuparam as fábricas, criaram sovietes, ou seja, formas independentes de organização operária, avançaram de uma greve geral, para uma insurreição e fizeram uma Revolução Socialista, socializaram os meios de produção e de conhecimento.

Os meios de dominação do Capital ao longo desse século fizeram de tudo para tentar esconder a verdadeira história e a importância da Revolução Russa para a classe trabalhadora mundial. Atacar a Revolução e suas conquistas era condição para continuidade e expansão do Capitalismo exterminar qualquer outra forma de organização da sociedade que não tivesse como base a exploração. Para isso potencializaram a degeneração daqueles que abandonaram os princípios da Revolução e principalmente fizeram de tudo para exterminar a rica experiência que os trabalhadores foram capazes de produzir: socializar os meios de produção que até então estavam nas mãos daqueles que se apropriaram da riqueza produzida pela classe trabalhadora.

Nesse mesmo ano, vindos de diversas regiões do mundo, principalmente da Europa, nos encontramos como classe trabalhadora no Brasil, sofrendo com as intensas jornadas de trabalho que chegavam à 16 horas diárias, sem a mínima proteção à saúde e à vida, com salários extremamente arrochados, parindo nossos filhos dentro das fábricas e com nossas crianças sendo obrigadas a trabalhar.

O pavio da revolta também se acendeu aqui e fomos capazes de construir uma greve geral que paralisou a cidade de São Paulo por 45 dias. Foi a partir dessa intensa luta, parando as máquinas e a produção de valor que começamos a garantir os direitos que hoje estão sendo ameaçados.

A história da classe trabalhadora é a história de suas lutas, embora o Capital, seu Estado e seus meios de dominação ideológica tentem sequestrá-la de nós. Fazem isso para tentar enganar as gerações herdeiras dessa intensa luta, para que não busquem seu lugar de pertencimento, para que não se reconheçam como classe trabalhadora, para que, alienados no espaço privado do trabalho, pensem cada qual em si e se submetam a exploração de cada dia.

Mas eles não conseguiram apagar nossa memória coletiva, nem destruir todas as conquistas das lutas de um século atrás.

E nesse 2017 há muito pelo que lutar. O Capital e seu Estado querem mais do que a implementação de suas reformas trabalhistas e da Previdência, querem mais do que acabar com os direitos garantidos através da luta de gerações que vieram antes de nós: querem atacar a Organização independente e comprometida com os trabalhadores.

Querem atacar as Organizações da Classe Trabalhadora que não sucumbiram à conciliação de classes com aqueles que se fartam em seus banquetes às custas do aumento da violência, da fome e da morte de parte significativa de nossa classe.

A melhor forma de manter viva nossa memória, de honrar nossa história e de garantirmos a nós e as gerações que ainda virão novos outubros repletos de sol e de luz é não fugirmos daquilo que os que nos exploram e oprimem mais temem: nos reconhecermos como classe trabalhadora, produtora de toda riqueza e, unidos, nos colocarmos em luta por nenhum direito a menos e por uma outra e nova sociedade, que seja de igualdade, que seja socialista.

 

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Greve São Paulo 1917

 

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Revolução Russa 1917

 

 

PROCESSO DO VALE REFEIÇÃO DA FIC

INFORME SOBRE PROPOSTA DE ACORDO

                                   Conforme é de conhecimento de todos, realizamos a Assembleia para submeter a apreciação dos interessados a proposta de Acordo feita pela FIC no sentido de reduzir em 20% o valor apresentado pelo Sindicato. A assembleia não concordou com a proposta, tendo aprovado um desconto de 10%. O Sindicato passou a proposta para a empresa que nos apresentou outra proposta: reduzir o crédito em 10% e parcelar o valor em 20 vezes. Ainda com base na decisão da Assembleia o Sindicato recusou essa contraproposta porque é pior que o desconto dos 20% já rejeitados. Isso porque, o parcelamento em 20 vezes acarretaria uma redução do crédito em 11% (em razão dos juros decrescentes) que somados aos 10% daria 21%. Portanto, o Acordo não será realizado. Informamos ainda que a empresa impugnou os cálculos apresentados pelo Sindicato, tendo apresentado outros que entende devido, cujos valores inferiores. Portanto, pelo andamento regular do processo o Juiz designará um Perito para fazer os cálculos.

                                              

Com informações da Revista Forum e do site Diário do Centro do Mundo

Foi divulgado na última terça-feira (31) o Monitoramento da Propriedade da Mídia (Media Ownership Monitor/MOM), projeto global da Repórteres sem Fronteiras realizado no Brasil pelo Intervozes. Através de dados de audiência disponíveis em medidores como o Alexa e o ComScore, pesquisa elencou e mapeou os 50 maiores veículos de mídia impressa, rádio, televisão e internet do país, cruzando dados de seus grupos proprietários, financiadores, que outros negócios possuem e suas relações políticas.

O Brasil ocupa a pior colocação dos 11 países já analisados pela RSF – Colômbia, Peru, Camboja, Filipinas, Gana, Ucrânia, Peru, Sérvia, Tunísia e Mongólia também foram alvo da pesquisa.

. O país recebeu a pior nota em quase todos os indicadores, nos quais o estudo se baseia para medir os riscos para a pluralidade da mídia, avaliando itens que vão desde concentração de propriedades e de audiência, passando por regulamentação sobre propriedade de mídias, até o nível de transparência sobre o controle das empresas. Apenas um dos indicadores brasileiros não foi considerado como “de alto risco para a pluralidade da mídia”.

Para saber mais sobre o Monitoramento da Propriedade da Mídia (Media Ownership Monitor/MOM) clique aqui

 

Os Donos da Mídia

Relíquia: quadro Os Donos da Mídia, apresentado em 2002 no Fórum Social Mundial em Porto Alegre

 

Pesquisa que mapeia os dados da concentração dos grupos de mídia no país foi realizada pelo Intervozes, em parceria com a organização internacional Repórteres Sem Fronteiras

No dia 31 de outubro, às 18h, será lançado em São Paulo o Monitoramento da Propriedade da Mídia (Media Ownership Monitor/MOM), projeto da Repórteres Sem Fronteiras (RSF) realizado no Brasil em parceria com o Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social. A pesquisa mapeou os 50 maiores veículos de mídia impressa, rádio, televisão e internet do país, os grupos econômicos a que pertencem, seus proprietários, que outros negócios possuem, suas relações políticas.

O resultado será apresentado ao longo de uma programação que contará, além da equipe da pesquisa, com a presença de Olaf Steenfadt, coordenador global do Media Ownership Monitor na Repórter Sem Fronteiras da Alemanha, e especialistas no tema, como os pesquisadores Cynthia Ottaviano (Presidenta da Organização Interamericana de Defensoras e Defensores das Audiências – OID), Martín Becerra (Universidad Nacional de Quilmes/Argentina) e o jornalista e ex-ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Franklin Martins.

Além disto, os dados e seus desdobramentos analíticos vão resultar em um site, que entra no ar também no dia 31 de outubro. As atividades serão realizadas no auditório do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, localizado à Rua Genebra, nº 25, Bela Vista.

Sobre o Media Ownership Monitor/MOM

O Monitoramento da Propriedade da Mídia (Media Ownership Monitor/MOM) é uma iniciativa global de pesquisa e incidência política para criar transparência a respeito de quem são os donos da mídia – e, por meio da contextualização e análise de informações, responder a pergunta “quem controla a mídia?”. Fornece ao público uma fonte acessível e continuamente atualizada sobre os interesses por trás das notícias que assistimos, lemos, ouvimos. O Brasil é o décimo país onde a pesquisa é realizada. No site Media Ownership Monitor estão os seus resultados em países como Peru, Ghana, Turquia, Filipinas, Ucrânia, Cambodja. Neste momento, a pesquisa está em andamento no Marrocos e no Paquistão e, no início de 2018, o MOM começa a ser produzido no México.

No Brasil, foram analisadas as redes de TV aberta Globo, SBT, Record, Band, RedeTV!, RecordNews, TV Brasil, Rede Vida e Gospel, e os veículos de televisão por assinatura, Globo News e Band News. Também foram analisadas as redes de rádio Jovem Pan, Gaúcha Sat, Band FM, Globo AM/FM, Transamérica, Mix FM, CBN, Rede Católica de Rádio, Rede Aleluia, Bandeirantes, BandNews e Novo Tempo; os portais Globo.com, UOL, Abril, IG, ClicRBS, Estadão, R7, Revista Fórum, O Antagonista e BBC; as revistas Veja, Época e IstoÉ e os jornais Folha de S. Paulo, O Globo, Super Notícia, O Estado de S. Paulo, Zero Hora, Extra, Diário Gaúcho, Agora São Paulo, O Estado de Minas, Valor Econômico, Correio Braziliense, O Tempo, Correio do Povo e Daqui.

Sobre os convidados:

Olaf Steenfadt: coordenador global do projeto Media Ownership Monitor na Repórteres Sem Fronteiras. Durante anos foi consultor para o pluralismo da mídia, especialmente na cooperação para o desenvolvimento. Trabalhou em organizações internacionais e ONGs, principalmente no Sudeste da Europa e no mundo árabe. Trabalhou para ARD e ZDF em vários papéis, inclusive como apresentador de rádio e TV, jornalista investigativo, correspondente doméstico e estrangeiro. Ensina a história da mídia, política de mídia e regulamentação em universidades na Alemanha e na Europa.

Cynthia Ottaviano: jornalista, Presidenta da Organização Interamericana de Defensoras e Defensores das Audiências (OID) e Presidenta do Comitê Diretivo da Organização dos Defensores do Público (ONO), que reúne defensores dos cinco continentes. Foi a primeira Defensora do Público de Serviços de Comunicação Audiovisual na Argentina, função criada pela Lei de Meios daquele país. Professora da Universidad Nacional de La Plata e da Universidad del Salvador.

Franklin Martins: jornalista, com trabalhos em veículos da mídia impressa como Hora do Povo, O Globo, Jornal do Brasil, SBT, Estado de São Paulo. Foi correspondente do Jornal do Brasil em Londres e repórter especial de O Globo, onde também foi diretor de redação da sucursal de Brasília. Foi comentarista politico na TV Globo, na Globonews e nas rádios CBN e Bandeirantes. Foi ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) entre 2007 e 2010, onde desenvolveu uma agenda a respeito de experiências globais de regulação da mídia como garantia de diversidade e pluralismo.

Martín Becerra: professor na Escola de Comunicação da Universidad Nacional de Quilmes e na Universidade de Buenos Aires. Membro do Conselho Nacional de National Pesquisas Científicas e Técnicas (CONICET) na Argentina. Autor de Sociedad de la Información: Proyecto, Convergencia, Divergencia; co-autor com Guillermo Mastrini de Periodistas y Magnates: Estructura y Concentración de las Industrias Culturales en América Latina e de Los Dueños de la Palabra: Acceso, Estructura y Concentración de los Medios en la América Latina del Siglo XXI.

Programação

14h:– Coletiva de Imprensa
Endereço: Auditório do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo
Rua Genebra, 25 – Bela Vista

18h: Lançamento MOM: quem controla a mídia no Brasil?
Divulgação dos resultados da pesquisa pelos coordenadores da pesquisa no Brasil e representantes da RSF da Alemanha.

20h: Painel: “O que há de novo e de antigo na concentração da propriedade da mídia? Desafios para a pluralidade na América Latina”, com Cynthia Ottaviano, Franklin Martins e Martín Becerra.

Serviço

Data: 31/10/2017
Endereço: Auditório do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo
Rua Genebra, 25 – Bela Vista

Para mais informações:

Iara Moura
Assessoria do Intervozes
Telefone: (21) 99668-1214
e-mail: comunicacao@intervozes.org.br

Patrícia Cornils
Coordenadora do MOM Brasil
Telefone: (11) 98372-7473
e-mail: pc@reporter-ohne-grenzen.de

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O diretor do Sindicato dos Radialistas e também funcionário da TV Band William Ribeiro Gomes e Araújo Júnior (a direita da foto)

A emissora paulista do Morumbi foi condenada a reintegrar José Araújo do Nascimento Júnior, 48, mais conhecido como Araújo.

Funcionário da Band desde maio de 2008, Araújo teve sua vida mudada ao avesso ao chegar na empresa em 17 de janeiro de 2014, para entregar seu atestado médico por problemas de saúde. Na época ele apresentava problemas psicológicos e ortopédicos - coluna cervical e membro superior direito - ombro. Segundo Araújo a empresa não quis receber o atestado e o demitiu. Além disso, mandou escoltá-lo para fora da empresa. - "Não autorizaram eu ir no armário pegar minhas coisas nem me despedir dos meus colegas", reclama.

Araújo procurou o Sindicato dos Radialistas, que o encaminhou ao departamento de Saúde da entidade, na qual foram realizados todos os procedimentos de acompanhamento de seu caso. O primeiro deles foi reabrir seu Comunicado de Acidente de Trabalho - CAT - com mesma numeração anteiror e encaminha-lo ao Centro de Referência de Saúde do Trabalhador  - CEREST - da Lapa. Depois, entrar com proocesso judicial, para realização de uma perícia médica, na qual foi realizada e constatado nexo causal, quando o problema de saúde tem relação direta com a atividade profissional desenvolvida pelo trabalhador. Araújo é operador de câmera UPE na Band, mas está na categoria dsde 2002, quando entrou na extinta TV Manchete como motorista.

Em 17 de outubro recente, decisão judicial obrigou a Rede Bandeirantes de Televisão a reintegrar o trabalhador, ressarci-lo dos pagamentos de salários, que não recebeu da empresa desde quando havia sido demitido em 2014, pagar seus benefícios, além de pagamento de multa por danos morais. Na data de sua reintegração, Araújo conta que ainda continua com problemas de saúde e, por isso, por recomendação médica, levou seu atestado de afastamento do trabalho, para continuar seu tratamento de saúde. 

Araújo rende gratidão ao sindicato mas faz uma declaração contundente; - " Essa vitória (de reintegração ao trabalho) não é minha, nem de minha família. Essa vitória é de toda categoria. Trabalhador precisa abrir o olho, pra não passar esse tipo de situação que eu passei" finaliza.

O Departamento de saúde do Sindicato é composto por companheiros da base, dentre eles Arnaldo Marcolino, que há anos milita na área de Saúde e da direção do Sindicato dos Radialistas.